Milho: Na CBOT, preços trabalham com leves altas na manhã desta 2ª feira

Publicado em 18/05/2015 07:58 e atualizado em 18/05/2015 13:27
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Os principais contratos do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) iniciaram a semana com leves ganhos. Por volta das 7h37 (horário de Brasília), os vencimentos do cereal exibiam altas entre 2,50 e 2,75 pontos. A posição julho/15 era cotada a US$ 3,68 por bushel, após ter encerrado o pregão anterior a US$ 3,65 por bushel.

Os investidores ainda permanecem atentos ao progresso da safra norte-americana e o comportamento do clima. A perspectiva é que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) indique a área cultivada com o milho completa em mais de 80% nesta segunda-feira. Na semana anterior, o número era de 75%.

Além disso, as previsões climáticas indicam chuvas para até hoje, o que, segundo as agências internacionais, deverá beneficiar a germinação e desenvolvimento das plantas. Ainda hoje, o departamento norte-americano reporta novo boletim de embarques semanais.

Na semana passada, os embarques totalizaram 1.135,90 milhão de toneladas, contra 1.051,07 milhão de toneladas indicadas anteriormente.

Veja como fechou o mercado na última sexta-feira: 

Milho: Em semana volátil, mercado acumula ganhos entre 1,39% e 1,92% na CBOT; no Brasil, negócios seguem lentos

As cotações do milho negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) terminaram o pregão desta sexta-feira (15) em campo negativo, com perdas ao redor de 2,00 a 2,50. A posição julho/15 era cotada a US$ 3,65 por bushel, depois de ter iniciado o dia a US$ 3,71 por bushel. No balanço semanal, os contratos da commodity acumularam ligeiras valorizações entre 1,39% a 1,92%.

Além do andamento da semeadura do milho da safra 2015/16 nos Estados Unidos e o clima, outro fator que também influenciou as negociações ao longo dos últimos dias foi o relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportado na terça-feira (12). Entre os destaques, o órgão indicou a próxima safra do grão em 346,22 milhões de toneladas, contra as 361,11 milhões de toneladas colhidas na temporada anterior.

Para a safra nova são esperados estoques finais ao redor de 44,35 milhões de toneladas e exportações em 48,26 milhões de toneladas de milho. Já do ciclo 2014/15, o departamento estimou os estoques finais em 47,02 milhões de toneladas. Os investidores apostavam em um número em 46,94 milhões de toneladas. No boletim de abril, o USDA projetou os estoques em 46,42 milhões de toneladas.

Paralelamente, a forte alta observada nos futuros do trigo no mercado internacional também serviram de suporte aos preços do cereal, que finalizou a quinta-feira com altas entre 5,00 e 6,25 pontos. Os dois mercados são interligados, já que, um pode ser substituído pelo outro na produção de rações, segundo reportam os analistas.

Ainda essa semana, a Informa Economics reportou que a área semeada com o milho nesta safra deverá ficar ao redro de 35,9 milhões de hectare. A projeção está abaixo do último indicativo do departamento norte-americano, de 36,1 milhões de hectares.

"Os futuros do milho e do trigo experimentaram algum suporte nesta semana, especialmente no caso do trigo. Esse apoio veio pela combinação de impacto favorável da queda do dólar, números positivos de demanda e preocupações com o impacto das chuvas sobre a safra nos EUA. Já o milho teve suporte pela forte alta do trigo, pelo dólar mais fraco e pela estimativa da Informa para a área abaixo da estimativa do USDA. Porém, segue pressionado pelo clima favorável para o plantio e pelas fracas exportações", explica Flávio França Junior, da Consultoria França Junior.

Por enquanto, as previsões climáticas indicam chuvas até a próxima segunda-feira no Meio-Oeste do país. E, apesar das especulações a respeito da situação, os analistas destacam que, como boa parte da safra já foi cultivada, cerca de 75% até o último domingo (10), o impacto nos preços não seria tão grande. Inclusive, as precipitações poderiam contribuir para o desenvolvimento da cultura.

"Os participantes do mercado irão continuar observando o andamento do plantio e da safra norte-americana. E para que os preços praticados em Chicago voltem a subir teremos que ter um problema na produtividade das lavouras, porém, ainda é muito cedo para falar sobre isso", afirma o analista de mercado da FCStone, Étore Baroni.

Ainda de acordo com informações reportadas pelas agências internacionais, as vendas de milho norte-americano para a Arábia Saudita estão nos níveis mais altos dos últimos 15 anos. Para essa temporada, a perspectiva é que haja um aumento de 30% nas importações da Arábia Saudita devido ao crescimento no setor de rações.

Mercado interno

A semana foi de lentidão nos negócios no mercado interno brasileiro. Diante das boas perspectivas da segunda safra de milho, que pode ficar acima dos 50 milhões de toneladas, os compradores têm se mantido em uma situação bastante confortável.

O cenário tem feito com as cotações fiquem mais pressionadas nesse momento. Em muitas regiões, os valores praticados recuaram recentemente, o que tem gerado preocupações entre os produtores rurais. Em Cascavel (PR), os preços caíram 1,02% durante essa semana, em Jataí (GO), as cotações também recuaram 2,63% e no Porto de Paranaguá, a desvalorização foi de 1,10%. A saca do milho encerrou a semana no porto a R$ 27,00, segundo levantamento realizado pelo Notícias Agrícolas.

Entretanto, os analistas sinalizam que será preciso acompanhar as exportações, principalmente no segundo semestre. Já as exportações ficaram em 3,6 mil toneladas, com média de 0,7 mil toneladas por dia. Em comparação com o mês anterior, o número representa uma queda de 91%.

Argentina

Na Argentina, a colheita do milho da safra 2014/15 chegou a 41% da área cultivada nesta temporada, contra 36% na semana anterior, conforme dados do Minagri (Ministério da Agricultura do País). No total, 5,397 milhões de hectares foram plantados com o grão. A perspectiva é que sejam colhidas 30 milhões de toneladas do cereal. 

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Por: Fernanda Custódio
Fonte: Notícias Agrícolas

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