Milho: Ainda em busca de recuperação, mercado mantém tom positivo nesta 4ª feira na CBOT

Publicado em 03/08/2016 08:22 e atualizado em 03/08/2016 12:29
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Durante a sessão desta quarta-feira (3), as cotações do milho negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) mantêm as leves altas. Por volta das 11h59 (horário de Brasília), o vencimento setembro/16 era cotado a US$ 3,26 por bushel, enquanto o dezembro/16 era negociado a US$ 3,35 por bushel.

O mercado testa uma reação após as perdas recentes, segundo ponderam as agências internacionais. As cotações do cereal continuam sendo pressionadas pela perspectiva de uma grande safra nos EUA, podendo superar os 369 milhões de toneladas nesta temporada e, também com as previsões climáticas apontando um clima mais favorável ao desenvolvimento das lavouras.

"A soja, o trigo e o milho estão sendo apoiados por compras técnicas nesta manhã após os baixos níveis registrados nesta terça-feira por sua vez, decorrentes da perspectiva de grandes colheitas nos Estados Unidos este ano", disse Frank Rijkers, economista agroalimentar pelo ABN AMRO Bank.

Segundo Michael Cordonnier, um dos consultores mais importantes internacionalmente, os produtores norte-americanos poderão colher até 178,87 sacas de milho por hectare. A estimativa anterior era de 177,8 sacas por hectare.

Paralelamente, o milho ainda encontra suporte nas informações de que o Governo brasileiro está tomando medidas para permitir mais importações de milho transgênico do país, ainda conforme explica Rijkers. E, segundo nota da ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal) divulgada nesta terça-feira, o Governo liberará a importação de 1 milhão de toneladas de milho norte-americano.

Ainda hoje, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportou a venda de 290 mil toneladas de milho para destinos desconhecidos. O volume deverá ser entregue durante a temporada 2016/17.

BM&F Bovespa

Na bolsa brasileira, as principais posições do milho esboçam uma recuperação nesta quarta-feira (3). Às 11h52 (horário de Brasília), as principais posições da commodity exibiam valorizações entre 0,05% e 1,14%. O vencimento setembro/16, referência para a safrinha, era cotado a R$ 46,31 a saca, já o novembro/16 era negociado a R$ 46,95 a saca.

As cotações testam uma reação depois das perdas expressivas registradas no dia anterior. Ainda ontem, as principais posições recuaram mais de 4% diante das perspectivas de importação de 1 milhão de toneladas de milho transgênico dos Estados Unidos.

Dólar

Ainda hoje, a moeda norte-americana era cotada a R$ 3,2779, com alta de 0,36%, por volta das 11h39 (horário de Brasília). Conforme dados da agência Reuters, os investidores estão cautelosos sobre a capacidade do governo do presidente interino Michel Temer de aprovar no Congresso Nacional medidas de ajuste econômico.

Por outro lado, o câmbio ainda acompanha os mercados externos depois do reporte de dados mais fortes que o esperado sobre o emprego nos EUA.

Por: Fernanda Custódio
Fonte: Notícias Agrícolas

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