Milho: Em Chicago, mercado inicia pregão desta 3ª feira em campo negativo com foco na safra americana

Publicado em 23/08/2016 08:37
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O início do pregão desta terça-feira (23) é negativo aos preços do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais posições do cereal exibiam perdas entre 4,25 e 4,75 pontos, por volta das 8h17 (horário de Brasília). O contrato setembro/16 era cotado a US$ 3,29 por bushel, já o dezembro/16 trabalhava a US$ 3,38 por bushel.

Segundo informações do site internacional Agrimoney, as cotações do cereal voltaram a exibir perdas após os primeiros resultados trazidos pela expedição Pro Farmer. No caso do milho em Ohio, a produtividade foi estimada em 157,7 sacas por hectare. O rendimento médio estimado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) para o estado é de 172,52 sacas por hectare.

Em Dakota do Sul, o número projetado é de 158,55 sacas do cereal por hectare, contra as 175,57 sacas por hectare colhidas no ano passado e a média dos últimos anos, de 169,45 sacas por hectare. "Apesar de estarem abaixo das médias, essas eram esperadas para serem as piores áreas de produção de milho no Corn Belt", disse Benson Quinn Commodities, em entrevista ao Agrimoney.

Ainda ontem, o USDA aumentou em 1% o índice de lavouras de milho em boas ou excelentes condições, para 75%. O órgão ainda informou que 18% das plantações estão em condições regulares e 7% têm condições ruins ou muito ruins.

Veja como fechou o mercado nesta segunda-feira:

Milho: Focado na safra dos EUA, mercado fecha pregão desta 2ª feira com leve queda, próximo da estabilidade

A sessão desta segunda-feira (22) foi de ligeira queda aos preços do milho praticados na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais posições do cereal encerraram o dia com desvalorizações entre 1 e 1,25 pontos. O contrato setembro/16 era cotado a US$ 3,33 por bushel, enquanto o dezembro/16 era cotado a US$ 3,42 por bushel. Já o março/17 fechou o pregão a US$ 3,52 por bushel.

"Os embarques do cereal até foram melhores do que o esperado, porém, isso não foi o suficiente, pois os investidores olham mais adiante para uma grande colheita de milho", informou o analista e editor do portal Farm Futures, Bob Burgdorfer. A perspectiva é que sejam colhidas pouco mais de 384 milhões de toneladas do grão nesta temporada.

Os embarques de milho ficaram em 1.249,309 de toneladas, na semana encerrada no dia 18 de agosto. O número ficou acima das apostas dos participantes do mercado, entre 1 milhão e 1,2 milhão de toneladas. As informações foram reportadas pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

Ainda assim, o clima continua a ser observado no Meio-Oeste do país. Isso porque, segundo dados das agências internacionais, alguns campos de milho no Kansas estão sofrendo com uma seca severa. Em contrapartida, no estado de Louisiana, o excesso de chuva pode ocasionar a brotação do milho em algumas lavouras.

Mercado brasileiro

No mercado brasileiro, a semana foi de leve movimentação aos preços do milho. Em Mato Grosso, nas praças de Tangará da Serra e Campo Novo do Parecis, as cotações voltaram a subir e retornaram ao patamar de R$ 30,00, com ganho de 3,45%, conforme levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas.

No Oeste da Bahia, a cotação subiu 1,52%, com a saca de milho a R$ 50,00. Por outro lado, os preços cederam 5,56% em São Gabriel do Oeste (MS) e a saca do cereal fechou a segunda-feira a R$ 34,00. Em Paranaguá, o valor da saca para entrega setembro/16 caiu 6,63% e voltou ao nível de R$ 31,00.

"Os preços internos do milho acumulam queda na parcial de agosto, com exceção do cereal disponível nos portos, que voltou a se valorizar diante do aumento do ritmo das exportações. Segundo colaboradores do Cepea, a pressão sobre as cotações domésticas vem, principalmente, do recuo de compradores, devido aos elevados patamares de preços. Além disso, nos últimos dias, vendedores estiveram mais flexíveis nas negociações, reforçando as baixas", informou o Cepea em nota nesta segunda-feira.

Enquanto isso, na BM&F, as cotações também recuaram nesse início de semana. As principais posições do cereal apresentaram desvalorizações entre 0,16% e 0,87%. O contrato setembro/16, referência para a safrinha, era cotado a R$ 43,65 a saca, já o novembro/16 era negociado a R$ 43,71 a saca.

Dólar

Depois de trabalhar em campo positivo em grande do dia, o dólar fechou o pregão desta segunda-feira (22) com leve queda. A moeda norte-americana encerrou o dia a R$ 3,2017 na venda, com perda de 0,17%.

Segundo a agência Reuters, o pregão foi marcado pelo baixo volume negócios, uma vez que os investidores aguardam mais dados sobre a política monetária nos Estados Unidos. Os participantes do mercado ainda esperam o início do julgamento do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff.

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Por Fernanda Custódio
Fonte Notícias Agrícolas

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