Milho: Em Chicago, mercado mantém tom negativo ao longo desta 4ª feira com foco na safra americana

Publicado em 28/09/2016 13:17 e atualizado em 28/09/2016 17:59
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Durante as negociações desta quarta-feira (28), os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) mantêm o tom negativo. Às 12h51 (horário de Brasília), as principais posições do cereal exibiam perdas entre 1,00 e 1,25 pontos. O vencimento dezembro/16 era cotado a US$ 3,30 por bushel e o março/17 trabalhava a US$ 3,40 por bushel.

"Apesar dos anúncios de vendas, os participantes do mercado permanecem atentos aos números dos estoques, que serão reportados nesta sexta-feira (30)", informou o site internacional Agriculture.com. A perspectiva dos investidores é que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) indique os estoques trimestrais em 43,49 milhões de toneladas, contra as 43,94 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ano anterior.

Ainda nesta quarta-feira, o órgão divulgou a venda de 1.577,340 milhão de toneladas de milho ao México. Do total negociado, 1.036,320 milhão de toneladas deverá ser entregue ao longo da temporada 2016/17 e o restante, de 541,020 mil toneladas, no ciclo 2017/18.

Paralelamente, as atenções também estão voltadas ao clima no Meio-Oeste dos EUA. Nos últimos dias, as previsões climáticas voltaram a indicar um clima mais seco no cinturão produtor depois das recentes chuvas.

A perspectiva é que a partir de agora os trabalhos nos campos comecem a ganhar ritmo no país. Contudo, a média de área colhida indicada essa semana pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) ficou em 15%, abaixo da média dos últimos anos de 19% e do ano passado, de 16%.

Mercado brasileiro

Na BM&F Bovespa, as cotações futuras do milho esboçam uma tímida reação nesta quarta-feira (28) diante das perdas recentes. Por volta das 12h34 (horário de Brasília), as principais posições da commodity apresentavam valorizações entre 0,49% e 0,89%. O vencimento novembro/16 era cotado a R$ 40,70 a saca e o março/17 exibia leve queda de 0,51%, negociado a R$ 39,30 a saca.

As cotações acompanham a movimentação positiva registrada no dólar. A moeda norte-americana era cotada a R$ 3,2485 na venda, com alta de 0,54%, perto das 12h30 (horário de Brasília). O impulso é decorrente das declarações da chair do Federal Reserve, banco central americano, Janet Yellen, reforçarem a perspectiva de que a economia dos EUA está mais forte, o que leva o mercado a ampliar as apostas em uma elevação na taxa de juros no país.

Por Fernanda Custódio
Fonte Notícias Agrícolas

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