De olho na colheita americana e na demanda, milho tem dia de estabilidade na Bolsa de Chicago

Publicado em 05/10/2016 17:55 e atualizado em 06/10/2016 08:08
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Depois dos recentes ganhos, os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) encerraram a sessão desta quarta-feira (5) com ligeiras quedas, próximos da estabilidade. As principais posições da commodity finalizaram o pregão com perdas entre 0,50 e 0,75 pontos. O contrato dezembro/16 era cotado a US$ 3,47 por bushel, enquanto o março/17 era negociado a US$ 3,57 por bushel. Já o maio/17 finalizou o dia a US$ 3,64 por bushel.

O mercado ainda permanece pressionado pela perspectiva de uma grande safra nos Estados Unidos e da perspectiva de avanço na colheita do cereal no Meio-Oeste. "Ainda assim, as previsões meteorológicas continuam no foco, já que há indicativos de mais chuvas no cinturão produtor", disse o editor e analista do portal Farm Futures, Bob Burgdorfer.

Ainda segundo dados do site, ainda são previstas tempestades severas nesta quinta-feira ao longo do Kansas e em Iowa. Entretanto, no período de 12 a 18 de outubro, os mapas climáticos indicam chuvas abaixo da média no Meio-Oeste dos EUA e temperaturas acima da média, segundo dados do NOAA - Serviço Oficial de Meteorologia do país.

Até o início dessa semana, em torno de 24% da área plantada no país já havia sido colhida, informou o departamento americano. A média dos últimos anos é de 27%. Ainda hoje, a Informa Economics indicou a safra americana de milho em 384,2 milhões de toneladas, contra as 383,38 milhões de toneladas indicadas pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) no início do mês.

Além disso, os participantes do mercado ainda reforçam que a demanda pelo cereal americano permanece firme, o que também ajuda na sustentação dos preços. "O milho avançando acima da resistência, de US$ 3,44 por bushel no início da semana ajudou psicologicamente o mercado. O que poderia eventualmente, produzir uma corrida aos US$ 3,75 por bushel a US$ 3,80 por bushel", disse Tregg Cronin no halo Commodity Company.

Mercado brasileiro

Na bolsa brasileira, as cotações futuras do milho recuaram nesta quarta-feira (5). As principais posições da commodity finalizaram o dia com desvalorizações entre 0,30% e 1,02%. O novembro/16 era cotado a R$ 43,67 a saca e o janeiro/17 a R$ 43,76 a saca. O março/17 fechou a sessão a R$ 40,70 a saca.

Já no mercado físico, as cotações registraram mais um dia de poucas oscilações, conforme levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas. Em Sorriso (MT), o valor subiu 3,70%, com saca a R$ 28,00, já em São Gabriel do Oeste (MS), a valorização foi de 3,13%, com a saca a R$ 33,00. Em Barretos (SP), o ganho foi de 5,90%, com saca a R$ 35,17.

Na região de Assis (SP), o ganho ficou em 2,41%, com saca do cereal a R$ 33,51. Contrariamente, no Oeste da Bahia, o valor caiu 2,20% e a saca encerrou o dia a R$ 44,50. No Porto de Paranaguá, o preço permaneceu estável em R$ 33,00 a saca.

Os analistas ainda ponderam o mercado ainda permanece volátil, já que as expectativas em relação ao médio prazo são diferentes. Os grandes compradores já se abasteceram ou adquirem produto vindo da Argentina e do Paraguai. Ainda nesta quinta-feira, a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) realiza uma nova reunião para debater sobre a aprovação de importação de novas variedades transgênicas dos EUA.

Além das importações, as exportações de milho do Brasil também permanecem no foco dos investidores. Somente em setembro, os embarques totalizam 2,91 milhões de toneladas do grão. Do mesmo modo, o andamento do plantio da safra de verão no país continua sendo observada pelos participantes do mercado.

Dólar

A moeda norte-americana fechou o dia a R$ 3,2193 na venda, com queda de 1,1%. Segundo a agência Reuters, o câmbio foi influenciado pela busca por risco no exterior e pela informação de que a base aliada do governo encerrou questão para aprovar a proposta que limita o crescimento dos gastos públicos.

Confira como fecharam os preços nesta quarta-feira:

>> MILHO

Por: Fernanda Custódio
Fonte: Notícias Agrícolas

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