À espera do reporte do USDA, cotações do milho em Chicago registram leves ganhos nesta 4ª feira

Publicado em 12/10/2016 09:47
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As cotações futuras do milho na Bolsa de Chicago (CBOT) registram ganhos moderados nos principais contratos nesta quarta-feira (12). Nos últimos dias, o mercado vem trabalhando próximo da estabilidade, refletindo a espera do novo reporte de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que será divulgado na tarde de hoje.

Às 9h39, pelo horário de Brasília, dezembro/16 era cotado a US$ 3,46 por bushel, após anotar ganhos de o,75 pontos, assim como março/17 que estava negociado a US$ 3,56 por bushel. Já julho/17 trabalhava com ganhos de 1 ponto, com US$ 3,69 por bushel. 

Além das expectativas em relação ao relatório - que pode trazer redução para a produtividade de milho -, a Bolsa de Chicago também tem  refletido informações da demanda, que continua aquecida, após o reporte do USDA de embarques semanais na terça-feira.  Dados de sites internacionais apontam também o mercado trabalha de forma técnica e com ganhos um pouco maiores que na última sessão. 

Veja como fechou o mercado na terça-feira:

Em véspera de relatório do USDA, milho encerra sessão desta 3ª feira com ligeiras valorizações na CBOT

Por Fernanda Custódio

Pelo segundo dia consecutivo, os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) encerraram o pregão do lado positivo da tabela. Nesta terça-feira (11), as principais posições da commodity finalizaram a sessão com leves altas entre 1,50 e 2,25 pontos. O contrato dezembro/16 era cotado a US$ 3,45 por bushel e o março/17 a US$ 3,55 por bushel. O vencimento maio/17 era negociado a US$ 3,61 por bushel.

As cotações do cereal encontraram suporte no anúncio da venda de 161,544 mil toneladas do grão para destinos desconhecidos, reporte feito pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). O volume negociado deverá ser entregue ao longo da temporada 2016/17 e demonstra que a demanda ainda segue firme pelo produto americano.

Os bons números dos embarques semanais também contribuíram para dar sustentação às cotações do milho. De acordo com boletim do departamento americano, na semana encerrada no dia 6 de outubro, os números ficaram em 1.131,707 milhão de toneladas. O volume indicado ficou dentro das apostas dos investidores, que estavam entre 1,1 milhão e 1,4 milhão de toneladas.

Em relação à última semana, o número representa uma queda de pouco mais de 353,569 mil toneladas, conforme divulgou o site internacional Pro Farmer. Na última semana, os embarques do cereal ficaram em 1.485,276 milhão de toneladas.

Ainda assim, o movimento desta terça-feira foi pontual em Chicago, uma vez que, tradicionalmente, os investidores se mantêm mais cautelosos e buscam um melhor posicionamento antes do boletim de oferta e demanda do USDA. O relatório será divulgado nesta quarta-feira (12).

Até o momento, a aposta do mercado é de uma revisão para baixo na produção de milho americana, que poderá ser indicada em 382,04 milhões de toneladas na safra 2016/17. Em setembro, o USDA projetou a produção em 383,38 milhões de toneladas. No ciclo anterior, os produtores americanos colheram 345,48 milhões de toneladas do grão.

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Além disso, os participantes do mercado ainda esperam pelos números de colheita da safra americana. No final da tarde desta terça-feira, o USDA traz os números atualizados sobre o andamento dos trabalhos nos campos e das condições das lavouras do cereal. No início da semana anterior, o departamento reportou a área colhida em 24%.

"Chuva é esperada em grande parte do Meio-Oeste americano entre terça-feira e quarta-feira, mas o tempo deve seguir firme pelo fim de semana", disse Bob Burgdorfer, editor e analista de mercado Farm Futures. Já o NOAA - Serviço Oficial de Meteorologia do país - indica chuvas acima da média no período de 16 a 20 de outubro na região. As temperaturas deverão ficar bem acima da normalidade no mesmo intervalo.

Mercado brasileiro

Na BM&F Bovespa, as principais posições do milho encerraram o pregão desta terça-feira (11) do lado positivo da tabela. As primeiras posições acumularam valorizações entre 0,25% e 1,14%. O novembro/16 era cotado a R$ 43,47 a saca e o janeiro/17 a R$ 43,59 a saca. Apenas o setembro/17 recuou 0,29%, cotado a R$ 33,80 a saca.

No mercado brasileiro, o dia também foi bem lento em virtude do feriado desta quarta-feira (12). Segundo levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, em Avaré (SP) o preço caiu 7,32%, com a saca a R$ 37,12. No Porto de Paranaguá, a cotação permaneceu estável em R$ 33,00, assim como nas demais praças pesquisadas.

Os especialistas ainda reforçam que os preços ainda buscam um posicionamento. O cenário apertado entre oferta e demanda continua a ser um fator positivo aos preços. Porém, a recente decisão da CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) em aprovar o uso de três variedades transgênicas dos Estados Unidos no Brasil pode contribuir as importações brasileiras.

Além desses fatores, os participantes do mercado permanecem atentos à primeira safra no país. Na contramão de anos anteriores, os preços mais altos estimularam o retorno dos investimentos na cultura na primeira safra. As projeções indicam um crescimento de 10% na área e uma safra próxima de 30 milhões de toneladas.

Contudo, os produtores estão atentos ao período um pouco mais seco, especialmente no Rio Grande do Sul, que pode afetar o desenvolvimento da cultura. Ainda no estado gaúcho e alguns pontos do Paraná, algumas plantações também registraram perdas devido à ocorrência de granizo.

Veja como fecharam os preços nesta terça-feira:

>> MILHO

Por Sandy Quintans
Fonte Notícias Agrícolas

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