China corta previsão de uso de milho, importa mais sorgo e investe na produção de soja

Publicado em 09/12/2016 08:39
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As autoridades chinesas revisaram suas previsões de uso doméstico para o milho e aumentaram suas expectativas em relação às importações de sorgo - logo, o afastamento dos substitutos do milho do mercado chinês não deve vir tão rápido quanto se esperava.

O Centro Nacional de Informações de Cereais e Óleos da China reduziu sua estimativa para o consumo de milho em 2 milhões de toneladas para 2016/17, chegando ao número de 197 milhões de toneladas.

A China tem um longo caminho a percorrer para baixar seus estoques de milho. Qualquer desaceleração da produção, portanto, prejudicará o consumo interno.

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Uso para ração animal

A baixa foi resultado de um corte para o uso esperado de milho em ração animal, sugerindo a substituição para outros grãos.

Os agricultores chineses se voltam também para o sorgo e a cevada para substituir o milho, mais caro - devido a uma demanda global de ração mais branda.

O milho para uso industrial, no entanto, teve seus números inalterados.

A estimativa de importação de sorgo é de 4,5 milhões de toneladas.

Problemas de logística

O fato de que o milho chinês pode não crescer tão rápido quanto se espera e também de que a importaçao de sorgo continua alta, sugere que os preços domésticos do milho ainda não podem cair o suficiente para reequilibrar o mercado.

Problemas de transporte entre o cinturão de grãos e a área de gado também impulsionaram os altos preços do milho.

O clima frio, agora, aumenta a demmanda de carvao. Isso significa menos capacidade e maiores taxas de frete para o milho.

Na quinta-feira (8), os preços do milho caíram acentuadamente, porém. Os futuros de Dailan caíram para 1.538 yuans (cerca de US$222, nas cotações de hoje) por tonelada, uma queda de 1,7%.

Queda da produção

Ainda assim, os preços mais baixos têm sido suficientes para reduzir a produção doméstica de milho, em favor da produção da soja.

A produção de grãos na China caiu 0,8%, para 616,2 milhões de toneladas, segundo dados do National Bureau of Statistics.

A produção de milho caiu cerca de 5 milhões de toneladas, para 219,6 milhões de toneladas, contra 224,6 milhões no ano anterior, à medida em que os hectares destinados ao cereal também diminuiram.

Hectares destinados à soja, no entanto, sobem 10,7% ao ano.

Tradução: Izadora Pimenta

Fonte: Agrimoney

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