Na CBOT, milho consolida 4ª valorização consecutiva e atinge nível mais alto das últimas 3 semanas

Publicado em 05/01/2017 17:17 e atualizado em 05/01/2017 17:52
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A sessão desta quinta-feira (5) foi de ligeira alta aos preços do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT). Em um pregão marcado pela volatilidade, os preços conseguiram se sustentar e encerraram o dia com ganhos entre 1,50 e 2,00 pontos. O vencimento março/17 era cotado a US$ 3,61 por bushel, enquanto o maio/17 trabalhava a US$ 3,67 por bushel. O julho/17 finalizou o dia a US$ 3,74 por bushel. O mercado consolidou o 4º dia seguido de alta e atingiu máximas das últimas três semanas.

De acordo com dados reportados pela Reuters internacional, as cotações do milho acabaram encontrando suporte nos ganhos registrados nos contratos do trigo. Os contratos da commodity subiram mais de 7 pontos no pregão desta quinta-feira em Chicago, com movimentação de compras especulativas.

Os fundos também continuam presentes na ponta compradora do mercado de milho, o que impulsionou os preços nos últimos dias. "A última sessão foi marcada por compras dos fundos em soja e trigo, e já temos dois dias de compras em milho", disse Benson Quinn Commodities.

"Além disso, a queda do dólar, que torna as commodities dos EUA mais atraentes para os investidores que procuram uma proteção contra a inflação também ajudaram as cotações do milho e do trigo", reportou a Reuters internacional.

No quadro fundamental, o mercado segue sem novidades. Com isso, os investidores ainda observam o encaminhamento da safra na América do Sul e também as informações vindas do lado da demanda. Nos próximos meses, o foco estará novamente no planejamento da nova safra americana.

Mercado brasileiro

Pelo terceiro dia consecutivo, os preços futuros do milho negociados na BM&F Bovespa recuaram. Na sessão desta quinta-feira, as principais posições do cereal acumularam desvalorizações entre 0,25% e 1,37%. O janeiro/17 foi o contrato que mais cedeu e encerrou o dia a R$ 36,82 a saca. Já o março/17 era negociado a R$ 35,14 a saca, enquanto o setembro/17 trabalhava a R$ 31,60 a saca.

A nova queda registrada no dólar acabou pesando nos preços do cereal. O câmbio encerrou o dia o pregão a R$ 3,1980 na venda, com perda de 0,63%. De acordo com dados da Reuters, o dólar seguiu o movimento da moeda norte-americano no cenário internacional depois do reporte dos dados mais fracos sobre o emprego nos Estados Unidos. Nas duas sessões anteriores, o câmbio recuou 1,93%.

Já no mercado interno, os preços registraram mais um dia de poucas oscilações. Segundo levantamento realizado pelo economista do Notícias Agrícolas, André Lopes, em Não-me-toque (RS), o preço caiu 3,03% e a saca fechou o dia a R$ 32,00. Ainda no estado gaúcho, em Panambi, a perda foi de 2,91%, com a saca a R$ 32,04.

Na região de Avaré (SP), a desvalorização foi de 2,87%, com a saca a R$ 33,21. Em contrapartida, em Campinas (SP), a cotação voltou a subir e a saca encerrou o dia a R$ 38,60, com ganho de 1,31%. No Porto de Paranaguá, o dia foi de estabilidade, com a saca futura, para entrega em setembro/2017, a R$ 32,00.

O mercado brasileiro ainda segue com poucos negócios, com produtores e vendedores tentando encontrar um preço satisfatório para ambas as pontas da cadeia. Enquanto os vendedores estão cautelosos em negociar nos atuais patamares, os compradores ainda tentam forçar os preços para baixo.

O foco continua na chegada da safra de verão ao mercado, que deve ultrapassar 30 milhões de toneladas nesta temporada, conforme ponderam os especialistas. Enquanto isso, a colheita já iniciou em algumas localidades do Sul e no Centro-Oeste do país e em áreas irrigadas no Sudeste.

Confira como fecharam os preços nesta quinta-feira:

>> MILHO

Por: Fernanda Custódio
Fonte: Notícias Agrícolas

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