Após números do USDA, milho volta a testar o lado positivo e encerra 5ª feira com leves ganhos na CBOT

Publicado em 12/01/2017 17:13 e atualizado em 13/01/2017 07:40
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A quinta-feira (12) foi de volatilidade aos preços do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT). Após operar grande parte do pregão em campo negativo, as cotações voltaram a subir e encerraram o dia com ligeiras altas, próximas da estabilidade. O contrato março/17 era cotado a US$ 3,58 por bushel, enquanto o maio/17 operava a US$ 3,64 por bushel.

A grande informação desse pregão foi o relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). A produção de milho norte-americana da temporada 2016/17 foi revisada para baixo e ficou em 384,78 milhões de toneladas. Os estoques finais também recuaram e foram estimados em 59,82 milhões de toneladas. Já o volume de milho destinado à produção de etanol subiu e ficou em 135,26 milhões de toneladas.

>> USDA: Safras e estoques finais de soja e milho dos EUA abaixo do esperado

Ainda nesta quinta-feira, o USDA também reportou nova venda de milho, de 363,488 mil toneladas. A primeira operação de 110 mil toneladas teve como destino o Japão e a segunda, de 253,488 mil toneladas, para destinos desconhecidos. Ambas as compras deverão ser entregues na temporada 2016/17. Essa é a terceira operação reportada essa semana e o volume total é de 847,588 mil toneladas.

Por outro lado, as vendas semanais, também divulgadas pelo departamento norte-americano, somaram 755 mil toneladas na última semana. O volume ficou dentro das expectativas entre 500 mil a 800 mil toneladas do grão. No ano comercial, o volume vendido chega a 36.336,0 milhões de toneladas, contra as 20.452,3 milhões de toneladas registradas no mesmo período da temporada anterior.

Paralelamente, os participantes do mercado ainda acompanham as informações vindas da América do Sul. Especialmente na Argentina, a preocupação é decorrente do excesso de chuvas em algumas regiões produtivas, o que pode ocasionar perdas na produção.

Mercado brasileiro

No mercado brasileiro, a quinta-feira (12) foi de ligeira modificação aos preços do milho. Conforme levantamento do economista do Notícias Agrícolas, André Lopes, em Panambi (RS), a queda foi de 6,60%, com a saca a R$ 28,02. Em contrapartida, em Sorriso (MT), a alta foi de 4,35%, com a saca do cereal a R$ 24,00. Em Assis (SP), a valorização foi de 2,52%, com a saca a R$ 30,50.

No Porto de Paranaguá, a saca para entrega setembro/17 permaneceu em R$ 30,50. Nas demais praças pesquisadas o dia foi de estabilidade.

Os analistas ainda ponderam que, o foco dos participantes do mercado continua na safra brasileira e no quadro entre oferta e demanda. Diante das novas projeções trazidas pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), a safra de verão ficou em 28,40 milhões de toneladas e a safrinha em 56 milhões de toneladas. Essa tranquilidade em relação à oferta e também o início da colheita da 1ª safra trouxe um ambiente mais favorável aos compradores.

"A previsão para a segunda safra é praticamente a estimativa de consumo doméstico, com isso, a safra de verão é excedente de mercado interno. E para mudar a perspectiva de preços, precisaremos manter um bom ritmo de exportação, acima de 24 milhões de toneladas, ou de algum fator que interfira no tamanho da oferta", disse o pesquisador do Cepea, Lucílio Alves.

Já na BM&F Bovespa, os futuros do milho finalizaram o pregão desta quinta-feira (12) com ligeiras altas. As principais posições do cereal encerraram o dia com ganhos entre 0,32% e 0,94%. O contrato março/17 era cotado a R$ 34,25 a saca e o maio/17 a R$ 33,20 a saca. Apenas do janeiro/17 apresentou leve queda, de 0,43%, negociado a R$ 34,45 a saca.

Mais uma vez, as cotações do cereal testaram uma reação após as perdas recentes. Já o dólar, importante componente na composição dos preços, finalizou o dia a R$ 3,1756 na venda, com queda de 0,50%. Segundo a Reuters, o câmbio acompanhou o comportamento da moeda norte-americana no cenário internacional e também caiu diante das expectativas da entrada de novos recursos de fora.

Confira como fecharam os preços nesta quinta-feira:

>> MILHO

Por: Fernanda Custódio
Fonte: Notícias Agrícolas

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