Em Chicago, milho volta a operar em campo negativo e testa leves quedas no pregão desta 3ª feira

Publicado em 24/01/2017 12:12
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Os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) mantêm a estabilidade ao longo do pregão desta terça-feira (24). Por volta das 12h49 (horário de Brasília), as principais posições do cereal exibiam leves quedas entre 1,75 e 2 pontos. O vencimento março/17 era cotado a US$ 3,67 por bushel, enquanto o maio/17 operava a US$ 3,74 por bushel.

De acordo com informações das agências internacionais, os participantes do mercado ainda acompanham as novas ações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O presidente eleito assinou um decreto nesta segunda-feira (23) que tira o país da Parceria Transpacífico (TPP), o maior acordo comercial do mundo.

Além disso, os investidores ainda observam a possibilidade de renegociação do Nafta, acordo de livre-comércio integrado por Estados Unidos, Canadá e México. A medida foi anunciada por Trump na última sexta-feira (20).

"O comércio está se perguntando como o ajuste do Nafta afetará o fluxo de exportação da agência dos EUA para o Canadá e o México, que aumentou em quatro vezes desde que o acordo foi promulgado", disse o analista Richard Feltes, ao Agrimoney.com.

O México é o segundo maior importador de milho mundial, com previsão de compras de 13,8 milhões de toneladas nesta temporada, segundo dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). O país é o principal destino do cereal norte-americano.

Ainda hoje, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportou nesta terça-feira (24) a venda de 125 mil toneladas de milho para destinos desconhecidos. O volume negociado deverá ser entregue ao longo da temporada 2016/17.

BM&F Bovespa

Na bolsa brasileira, os futuros do milho voltaram a trabalhar em campo negativo na sessão desta terça-feira (24). Por volta das 12h52 (horário de Brasília), os principais contratos apresentavam quedas entre 0,31% e 0,41%. O contrato março/17 era negociado a R$ 35,33 a saca e o maio/17  R$ 33,86 a saca.

O mercado voltou a cair após registrar importantes valorizações no dia anterior. Por outro lado, as perdas registradas nos preços no mercado internacional e também no dólar contribuem para pressionar negativamente os futuros do cereal.

Por: Fernanda Custódio
Fonte: Notícias Agrícolas

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