Em Chicago, milho consolida movimento positivo e fecha pregão desta 3ª feira com ligeiras valorizações

Publicado em 31/01/2017 18:01 e atualizado em 01/02/2017 09:23
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Na Bolsa de Chicago (CBOT), os preços futuros do milho encerraram a sessão desta terça-feira (31) com ligeiras altas. As principais posições da commodity exibiram ganhos entre 1,75 e 2,00 pontos no final do dia. O vencimento março/17 era cotado a US$ 3,59 por bushel, enquanto o maio/17 era negociado a US$ 3,67 por bushel. O julho/17 terminou o pregão a US$ 3,73 por bushel.

Durante o dia, o mercado testou uma recuperação após as perdas registradas recentemente nos preços no mercado internacional. Contudo, os investidores permanecem atentos à relação comercial entre os Estados Unidos e o México depois das recentes medidas tomadas pelo novo presidente norte-americano, Donald Trump.

O México é o principal comprador do milho de origem americana. Somente nesta temporada, a perspectiva é que o país compre 13,8 milhões de toneladas de milho dos EUA. "Os produtores de alimentos e carregadores americanos estão tentando acelerar as exportações para o México e alinhar mercados alternativos com preocupações de que esse mercado poderia estar em risco", reportou a Reuters internacional.

Enquanto isso, os fundamentos do mercado permanecem sem alterações. Conforme, dados dos analistas, a partir de agora, a atenção dos participantes do mercado estará voltada para a nova safra norte-americana e a área que será destinada ao plantio do cereal no país.

Mercado brasileiro

A terça-feira foi de ligeiras quedas aos preços do milho praticados no mercado doméstico. De acordo com levantamento realizado pelo economista do Notícias Agrícolas, André Lopes, na região de Tangará da Serra (MT), a perda ficou em 6,00%, com a saca de milho a R$ 23,50. Em Formosa (GO), o recuo foi de 5,71%, com a saca a R$ 33,00. A mesma variação e preço foram registrados na localidade de Paracatu (MG).

Ainda no estado mato-grossense, em Rondonópolis, a saca caiu 3,45% e finalizou o dia a R$ 28,00. Em Chapadão do Céu (GO), a perda foi de 3,13%, com a saca a R$ 31,00. No Porto de Paranaguá, a saca futura, para entrega setembro/17, encerrou o dia estável cotada a R$ 30,00.

Segundo o consultor de mercado da Céleres Consultoria, Anderson Galvão, no decorrer de 2017, a combinação entre as cotações da Bolsa de Chicago, a demanda e a taxa de câmbio, deixarão os preços em patamares ainda remuneradores. Porém, distante dos preços excepcionais registrados no ano anterior.

"Não é um ano para arriscar com plantio tardio e baixo potencial de produtividade. Os agricultores não deveriam avançar com o plantio depois da janela do dia 15 a 20 de fevereiro, pois a produtividade pode ser sacrificada. É preciso manter o equilíbrio entre produtividade e custo da lavoura", reforça o consultor.

Já na BM&F Bovespa, as cotações do cereal apresentaram ligeiras altas nesta terça-feira. As principais posições do cereal esboçaram uma  reação depois das quedas e encerraram o dia com ganhos entre 0,23% e 0,73%. O contrato março/17 era cotado a R$ 34,39 a saca e o maio/17 a R$ 32,67 a saca.

Por outro lado, o dólar finalizou o dia a R$ 3,1510 na venda, com alta de 0,75%. O câmbio foi sustentado pela sinalização de que o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, pode rolar parcialmente ou simplesmente não rolar os contratos de swap cambial que vencem em março. Porém, a moeda norte-americana encerrou o mês de janeiro com queda de 3,04%, segundo levantamento da Reuters.

Confira como fecharam os preços nesta terça-feira:

>> MILHO

Por: Fernanda Custódio
Fonte: Notícias Agrícolas

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