Milho fecha 3ª feira em campo negativo na CBOT diante da perspectiva de aumento na oferta no Brasil

Publicado em 07/03/2017 18:07 236 exibições

Nesta terça-feira (7), os futuros do milho encerraram a sessão em campo negativo na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais posições do cereal finalizaram o dia com desvalorizações entre 2,00 e 3,25 pontos. O vencimento março/17 era cotado a US$ 3,69 por bushel, enquanto o maio/17 finalizou o dia a US$ 3,76 por bushel. O julho/17 operava a US$ 3,83 por bushel.

Segundo informações reportadas pela Reuters internacional, os preços da commodity foram pressionadas negativamente pela perspectiva de grande safra no Brasil. A INTL FCStone, projetou a produção brasileira, da temporada 2016/17, em 93,3 milhões de toneladas. O crescimento é decorrente da projeção de melhora na 1ª safra do cereal.

“Os resultados do cultivo de verão têm sido muito positivos, em linha ao que se observa para a soja. Essa produção mais elevada decorre de ajustes de produtividade em estados do Sul do país, com destaque para o Paraná, ressaltando que a região concentra quase a metade da produção na primeira safra”, explicou a analista de mercado, Ana Luiza Lodi, em relatório.

Além disso, os participantes do mercado já se preparam para o próximo boletim de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). O relatório será reportado na próxima quinta-feira (9). E os analistas reforçam que é comum os ajuste de posição por parte dos investidores antes dos boletins.

"Ainda assim, tivemos uma notícia altista ao longo do dia que foi a venda anunciada pelo USDA", destacou o site internacional Agrimoney.com. Hoje, o órgão norte-americano reportou a venda de 120 mil toneladas de milho para destinos desconhecidos. O volume negociado será entregue na temporada 2016/17.

Mercado brasileiro

Enquanto isso, no mercado futuro brasileiro, o dia também foi de queda aos preços. As principais posições do cereal acumularam desvalorizações entre 1,15% e 2,49%. O março/17 finalizou a terça-feira a R$ 35,35 a saca e o maio/17 a R$ 31,31 a saca. O setembro/17 era cotado a R$ 30,08 a saca.

A queda é resultado das perdas registradas na Bolsa de Chicago e também do dólar. A moeda norte-americana cedeu 0,22% nesta terça-feira e encerrou o pregão a R$ 3,1201 na venda. Ainda conforme dados da Reuters, o dólar exibiu "um movimento de correção e em meio à expectativa da aprovação da nova rodada de regularização de ativos mantidos no exterior pelo Senado, que pode ampliar a entrada de recursos no país".

Já no mercado doméstico, as cotações permaneceram estáveis, de acordo com levantamento do economista do Notícias Agrícolas, André Lopes. Em Sorriso (MT), a queda foi de 5%, com a saca a R$ 19,00. Em Luís Eduardo Magalhães (BA), a perda ficou em 2,70%, com a saca a R$ 36,00. No Porto de Paranaguá, a saca futura caiu 1,64%, e terminou o dia a R$ 30,00.

Em contrapartida, no Oeste da Bahia, a alta foi de 2,07%, com a saca a R$ 37,00. Na região de São Gabriel do Oeste (MS), o ganho foi de 2,08%, com a saca a R$ 24,50.

As cotações do cereal permanecem pressionadas negativamente, especialmente nas regiões onde a colheita da primeira safra avançou. E, consequentemente, há maior disponibilidade do grão, reportou o Cepea.

Confira como fecharam os preços nesta terça-feira:

>> MILHO

Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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