Com previsão de chuva no Meio-Oeste e feriado nos EUA, milho tem semana com leves altas na CBOT

Publicado em 26/05/2017 17:56 654 exibições

A semana foi ligeiramente positiva aos preços do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT). Conforme levantamento realizado pelo economista do Notícias Agrícolas, André Lopes, as cotações do cereal acumularam valorizações entre 0,47% e 0,58%. Já no pregão desta sexta-feira (26), os preços da commodity subiram entre 4,75 e 5,00 pontos. O julho/17 era cotado a US$ 3,74 por bushel, enquanto o setembro/17 era negociado a US$ 3,81 por bushel.

"Alguns comerciantes estavam vendendo soja e comprando posições de milho em meio ao clima mais úmido no Meio-Oeste americano, o que pode retardar a fase final de plantio do grão", destacou a agência Reuters internacional. Até o início dessa semana, 84% da área projetada para essa temporada havia sido cultivada, segundo dados oficiais do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

As últimas projeções climáticas ainda indicam chuvas acima da média em grande parte do Corn Belt nos próximos 8 a 14 dias, de acordo com dados reportados pelo NOAA - Serviço Oficial de Meteorologia do país. No mesmo período, as temperaturas deverão permanecer dentro da normalidade.

Precipitações previstas nos EUA nos próximos 8 a 14 dias - Fonte: NOAA

Precipitações previstas nos EUA nos próximos 8 a 14 dias - Fonte: NOAA

Temperaturas previstas nos EUA nos próximos 8 a 14 dias - Fonte: NOAA

Temperaturas previstas nos EUA nos próximos 8 a 14 dias - Fonte: NOAA

Apesar de o plantio americano estar caminhando próximo do registrado no ano anterior, o mercado ainda especula sobre possíveis áreas de replantio. "As chuvas frequentes no Meio-Oeste dos EUA deixaram muitos campos de milho e soja não plantados ou com áreas inundadas que precisam ser replantadas", destacou o Agriculture.com.

"O milho está sendo protegido da queda que aflige a soja por fatores incluindo preocupações com as plantações nos EUA, graças às persistentes chuvas e pela perspectiva de que a área plantada será menor nesta temporada. Além disso, a segunda safra do Brasil ainda não chegou ao mercado", reportou o Agrimoney.com.

Além disso, os investidores também se prepararam para o final de semana prolongado no país. Na próxima segunda-feira (29), a Bolsa de Chicago não irá operar devido ao feriado do Memorial Day no país.

Mercado brasileiro

No mercado interno, as cotações do cereal cederam essa semana nas principais praças pesquisadas. No Paraná, as cotações recuaram 4,76%, nas praças de Ubiratã e Londrina, com a saca do cereal a R$ 20,00. Em Campo Grande (MS), a perda também ficou em 4,76%, com a saca do cereal a R$ 20,00.

Na região de Sorriso (MT), os valores também caíram, 3,85%, com a saca a R$ 12,50. No Oeste da Bahia, a saca caiu 3,19% e terminou a semana a R$ 22,75. No Porto de Paranaguá, a saca futura caiu 1,72% e encerrou a sexta-feira a R$ 28,50. Por outro lado, a saca subiu 11,11% em Rondonópolis (MT) e valor de R$ 20,00. Na região de São Gabriel do Oeste (MS), o ganho ficou em 5,00% e a saca a R$ 21,00.

Ainda de acordo com os analistas, os compradores permanecem retraídos e aguardam a chegada da safrinha no mercado. Paralelamente, a crise vivida por um dos principais compradores de milho no mercado doméstico, o grupo JBS, deixou os vendedores ainda mais cautelosos nas vendas.

Em contrapartida, alguns especialistas ainda destacam que a alta recente do dólar contribuiu para melhorar a competitividade do milho no mercado internacional e alguns negócios foram realizados para exportação, mas não em níveis expressivos. A moeda norte-americana fechou a sexta-feira a R$ 3,2654 na venda, com queda de 0,54%.

"A moeda quebrou a sequência de dois pregões seguidos de alta, com os investidores ainda cautelosos com a cena política brasileira após a grave crise que afeta o governo do presidente Michel Temer", informou a Reuters. Na semana, o câmbio subiu 0,25%.

No acumulado do ano, de janeiro a abril, os embarques de milho somam 2,33 milhões de toneladas. Para essa temporada, a projeção oficial é que sejam exportadas 25,50 milhões de toneladas do grão, segundo a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento).

Porém, além da instabilidade cambial, os produtores brasileiros ainda precisarão enfrentar a competição com os EUA e a Argentina, de acordo com os analistas. Ainda na tentativa de equilibrar o mercado, o Governo realizou mais três operações de apoio à comercialização essa semana.

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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