Produtor pode precisar de até 124 sc/ha na próxima safra para cobrir custos do milho em MT, diz Imea

Publicado em 31/05/2017 08:05 1279 exibições

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) revisou as estimativas de custos da próxima safra de milho no Estado. De acordo com o boletim, divulgado ontem, o custo total do milho de alta tecnologia está estimado em R$ 2.580 por hectare, apresentando, em relação à estimativa anterior, um aumento de 1,1%, o que equivale a R$ 27,20 a mais por hectare. Apesar da alta observada no último mês, o Imea destaca que a estimativa ainda continua abaixo à da safra 16/17, consolidada em R$ 2.718,55/ha.

Ainda de acordo com o documento, houve um aumento de 1% nos custos variáveis, ante a estimativa realizada em março de 2017, agora previsto em R$ 2.166,38/ha. Segundo o Imea, com este novo custo e considerando uma produtividade média do milho de alta tecnologia para a safra 17/18, de 120 sc/ha, o ponto de equilíbrio para o preço em MT fica simulado em R$ 18,05.

Leia a notícia na íntegra no site Só Notícias.

Fonte:
Só Notícias

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2 comentários

  • Danilo Julio Antonowiski Paranatinga - MT

    A solução tá na mão dos produtores!! cada um reduzir o plantio de safrinha 50% de sua área!! deixar em pousio pelo menos prejuízo não dá!!

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    • Homil Abdala Abdo Ituverava - SP

      Infelizmente o produtor prefere tomar prejuízo a reduzir área de plantio.

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    • Josino da Veiga Antunes cristalina - GO

      Todo o Ramo de negócio tem que ter seu planejamento. as indústrias quando há muita ofertas eles reduzem a produção. O Produtor prefere apostar mesmo sabendo que as chances de perder é grande. ai depois fica lamentando. Mercado é mercado.

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    • Angelo Miquelão Filho Apucarana - PR

      Não adianta malhar em ferro frio, a maioria dos produtores irão continuar fazendo o que lhes é automático; plantar, plantar, semear e semear! Mesmo a soja no preço em se que encontra, em áreas arrendadas não sobra nada! Os custos ficaram na casa dos 70 sacas por alqueire, as operações levam mais 25, o arrendamento mais 40, 45 e em muitos casos até 50... Ou seja, ou colhe-se acima de 150 sacas ou se está fora do ramo. Na medida que a produção cresce, também cresce os olhos dos proprietários de terra, estão todos querendo aumento de renda, e se o arrendatário ceder, logo vai estar trabalhando por dia em alguma fazenda. Milho safrinha a 20 reais a saca não paga os custos de produção, trigo então... Este ano fiquei na aveia preta, chega de bancar o trouxa e encher os bolsos dos moinhos, cooperativas e lojas de insumos, não tenho queda pela filantropia, preciso jogar para ganhar, pois se for para empatar compensa ficar parado! A diferença entre os ramos de negócios é que um comerciante nunca vende abaixo do seu custo, já nós produtores não temos escolhas, ou vende ou o nome vira um pau de galinheiro...

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  • CESAR AUGUSTO SCHMITT Maringá - PR

    Ainda não entendi. Pelo Imea o plantio de milho safrinha é inviável economicamente na proporção atual. Ao mesmo tempo, não vejo qualquer atuação de Imea, Aprosoja ou qualquer outro órgão ou organização do MT, incentivando uma redução de área e também pesquisando e divulgando opções de cobertura de solos, que se não oferecem lucros imediatos, proporcionam um melhor ambiente para desenvolvimento da soja no verão, pelo menos não causam prejuízos como acontecerá, segundo o Imea. Acho que preferem exaltar o aumento de área antes e a choradeira depois.

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    • Samuel Garcia Salomão Filho tanabi - SP

      Mas a função do IMEA não é falar ao produtor o que fazer, reduzir área ou aumentar, ele esta mostrando os custos de produção e como esta o mercado e cabe a cada um tomar sua decisão, essa é minha opinião. Imagina se o IMEA recomenda diminuir área, produção e o preço do milho explode no mercado internacional por algum motivo não previsto como uma quebra da safra americana? Muito complicado isso.

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