Milho tem 2ª feira de ligeiro recuo em Chicago com mercado já se posicionando antes do USDA

Nesta segunda-feira (5), o mercado do milho na Bolsa de Chicago dá início à semana trabalhado com ligeiras baixas. Perto de 8h50 (horário de Brasília), as cotações cediam de 0,50 a 2 pontos entre as posições mais negociadas, com o maio/18 valendo US$ 3,84 por bushel.
Segundo explicam analistas internacionais, os traders se mantêm ainda focados nas adversidades climáticas que vêm castigando as lavouras da Argentina, porém, já se posicionam também antes do novo boletim mensal de oferta e demanda que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz nesta quinta-feira (8).
"Uma maior liquidez e o aumento dos spreads deverão ser características dessa semana na medida em que os traders se preparam para o relatório e para os desdobramentos em torno das tarifas impostas aos EUA para a China", diz o boletim diário da Allendale.
Segundo o grupo Water Street Solutions, "há muita ansiedade em torno dessa 'guerra retórica' e das negociações envolvendo o Nafta neste momento. Além da questão da China com a soja, afinal, há ainda os impactos sobre o México e o milho.
No entanto, ainda segundo a consultoria internacional, o cereal norte-americano se mantém como o mais barato no comércio global, o que ajuda a manter a demanda e, consequentemente, dá algum suporte às cotações. Atenção, portanto, aos números dos embarques semanais que o USDA traz em seu reporte nesta segunda-feira.
Sobre o clima na Argentina, de acordo com informações da Labhoro Corretora, nenhuma mudança foi registrada durante o final de semana e permanecem as altas temperaturas e o tempo seco no país. E para os próximos dias, as previsões seguem mostrando condições ainda muito adversas. Não há nos mapas climáticos chuvas consideráveis para as regiões produtoras do país e o calor deve continuar.
Veja como fechou o mercado na última semana, por Fernanda Custódio:
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