Milho: Com compras especulativas e foco na safra dos EUA, mercado segue com leves ganhos na CBOT nesta 4ª

Ao longo do pregão desta quarta-feira (18), os futuros do milho tentam se manter em campo positivo na Bolsa de Chicago (CBOT). Às 11h52 (horário de Brasília), as principais posições da commodity exibiam ganhos entre 1,50 e 2,00 pontos. O contrato setembro/18 operava a US$ 3,48 por bushel, enquanto o dezembro/18 operava a US$ 3,61 por bushel.
As cotações do cereal buscam consolidar a terceira alta consecutiva. E, de acordo com informações das agências internacionais, o mercado encontra suporte na redução do índice de lavouras em boas ou excelentes condições no Meio-Oeste.
No início da semana, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reduziu de 75% para 72% o índice de lavouras em boas ou excelentes condições. O mês de julho é de extrema importância ao cereal, já que as lavouras estão em fase de polinização, uma das mais importantes para a cultura.
"Tem sido quente em grande parte do Meio-Oeste nas últimas semanas, embora tenha caído muita chuva. Ainda assim, o clima quente continuado em vários estados está minando a umidade do solo, e as temperaturas durante a noite em algumas áreas não estão ficando baixas o suficiente para a produção ótima das culturas", destacou o site Agriculture.com.
Porém, os mapas atualizados já indicam condições mais frias e, principalmente, mais secas dominando até o final do mês, informou o portal Farm Futures.
"Isso, juntamente com os preços extremamente baixos que estão atraindo importadores, usuários finais e compradores especulativos, está impulsionando os preços", divulgou o Agriculture.com.
BM&F Bovespa
Enquanto isso, na bolsa brasileira, as cotações do cereal também operam com leves ganhos nesta quarta-feira. As principais posições da commodity exibiam altas entre 0,24% e 0,95%, às 11h21 (horário de Brasília). O setembro/18 trabalhava a R$ 38,68 a saca e o novembro/18 operava a R$ 40,53 a saca.
Os preços acompanham o movimento positivo registrado no mercado internacional e também no câmbio. A moeda norte-americana era cotada a R$ 3,850 na venda, às 12h04 (horário de Brasília).
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