Milho registra quedas de até 7,25 pontos em Chicago nessa quinta-feira

Publicado em 07/03/2019 17:52 e atualizado em 08/03/2019 09:29
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As quedas do milho na Bolsa de Chicago (CBOT) se acentuaram ao longo do dia e fecharam a quinta-feira (07) no campo negativo da tabela. As principais cotações registraram desvalorizações entre 6,5 e 7,25 pontos negativos. O vencimento março/19 era cotado a US$ 3,56, o maio/19 valia US$ 3,65 e o julho/19 era negociado por US$ 3,74.

De acordo com análise de Ben Potter da Farm Futures, os futuros do milho registram quedas na venda técnica após a divulgação dos números de exportações americanas do USDA e antes do relatório de oferta e demanda que deve ser publicado nesta sexta-feira.

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou seus números de vendas semanais dando conta de que exportadores americanos venderam 969,7 mil toneladas de milho da safra 2018/19, já descontados os cancelamentos, na semana encerrada em 28 de fevereiro. Esse volume representa uma queda de 21,7% do que foi reportado na semana anterior, quando foram vendidas 1,239 milhão de toneladas.

Confira mais informações sobre o relatório do USDA:

>> Relatório do USDA aponta venda semanal de 969,7 mil toneladas de milho da safra 2018/19 nos EUA

Mercado Interno:

Já no mercado interno, os preços do milho disponível permaneceram sem movimentações em sua maioria. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, as valorizações apareceram somente nas praças de Oeste da Bahia, Assis/SP, Dourados/MS, Tangará da Serra/MT, Campo Novo do Parecis/MT, Campinas/SP (2,31% e preço de R$ 43,34) e Luís Eduardo Magalhães/BA (2,86% e preço de R$ 36,00).

Confira como ficaram as cotações nessa quinta-feira:

>> MILHO

A Agrifatto Consultoria informa que, passado o período de carnaval, as negociações devem retornar gradualmente ao centro da mesa. Por enquanto, as referências para o cereal são praticamente mantidas – o último indicador do CEPEA foi reajustado em 0,58% para cima, com fechamento em R$ 41,84/sc.

Além disso, o Centro de Estudos em Economia da Esalq, também divulgou análise ontem sobre o mercado do cereal. A nota destaca as cotações firmes deste insumo, com a baixa disponibilidade doméstica e as exportações aquecidas gerando pressão positiva. Neste cenário, a ponta consumidora acaba precisando pagar valores mais altos para conseguir originar o cereal.

A XP Investimentos analisa que o mercado paulista de milho retorna do feriado de carnaval sem novidades, especulado e com preços recordes. Nesta quinta-feira, a amostra da XP Investimentos registra R$ 41,87/sc, a maior referência dos últimos 10 meses para a praça. A regionalização dos lotes, por conta dos fretes elevados, segue sendo o ponto chave. 

Em entrevista ao Notícias Agrícolas, o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalize Consulting, afirmou que no mercado futuro nacional, as cotações também seguem reagindo com consistência, refletindo os baixos estoques nacionais e a demanda aquecida tanto nas exportações, quanto internamente. 

O consultor explica que os produtores têm, de fato, segurado mais o volume que ainda têm para comercializar, aguardando preços um pouco mais elevados. "Produtores continuam segurando o máximo que podem à espera de novas altas, e assim não tem rodado nada de novo na exportação", diz.

Confira a matéria completa sobre os preços do milho no Brasil:

>> Milho: Exportação e demanda interna elevam em mais de 10% preço nos portos

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Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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