Milho segue desvalorizado em Chicago com mercado no aguardo de relatório de progresso de plantio

Publicado em 22/04/2019 12:31 e atualizado em 22/04/2019 17:12
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Os preços internacionais do milho futuro seguem apresentando leves baixas na Bolsa de Chicago (CBOT) ao longo dessa segunda-feira (22). As principais cotações registravam desvalorizações entre 1,75 e 2,25 pontos negativos por volta das 12h20 (horário de Brasília).

O vencimento maio/19 era cotado à US$ 3,56, o julho/19 valia US$ 3,65 e o setembro/19 era negociado por US$ 3,72.

Segundo o site Barchart, o mercado vai seguir com poucas movimentações no aguardo da divulgação do novo relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) para o progresso do plantio americano que deve acontecer nessa semana.

“As expectativas para o progresso do plantio de milho estão em 6 a 8% contra a média de 5 anos de 12%. A melhor atividade estava sendo anotada no sábado e no domingo, quando os campos secavam em algumas áreas”, apontou a publicação.

Já os analistas da Labhoro indicam que as indefinições sobre a guerra comercial entre Estados Unidos e China também devem segurar as movimentações do mercado. “Negociantes dos EUA viajarão para a China na semana do dia 29 de abril para a sétima rodada de negociações presenciais”.

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Essa mesma tendência foi estendia para a bolsa brasileira, com as principais cotações registrando quedas entre 1,35% e 1,85% por volta das 11h36 (horário de Brasília).

O vencimento maio/19 era cotado à R$ 33,66, o julho/19 valia R$ 31,85 e o setembro/19 era negociado por R$ 31,90 nesse segunda-feira.

De acordo com a Agrifatto Consultoria, as negociações antecipadas têm forte disputa de preços, mas os valores em queda podem retirar a pressão vendedora no curto-prazo. Já em horizonte mais longo, a dificuldade em armazenagem pode causar maior inclinação vendedora, quando avançar a colheita da safrinha.

Para a Radar Investimentos, a expectativa de uma oferta confortável tem colocado uma pressão negativa sobre as referências do físico e do futuro nos últimos dias. O ritmo dos negócios esteve travado com o feriado e a atenção à elevação dos preços do diesel.

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Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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