Milho ainda em alta no físico, mas cai na B3 com realização de lucros nesta 5ªfeira

Publicado em 27/08/2020 17:05 e atualizado em 28/08/2020 03:29 798 exibições
Chicago sobe impulsionado por novas compras da China

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A quinta-feira (27) chega ao final com os preços do milho ainda subindo no mercado interno do Brasil. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, não foram percebidas desvalorizações em nenhuma das praças.

Já as valorizações apareceram em Cafelândia/PR (1% e preço de R$ 50,50), Brasília/DF (1,04% e preço de R$ 48,50), Cândido Mota/SP (1,89% e preço de R$ 54,00), Pato Branco/PR (1,95% e preço de R$ 52,20), Londrina/PR, Ubiratã/PR, Cascavel/PR e Marechal Cândido Rondon/PR (2% e preço de R$ 51,00), Não-Me-Toque/RS (2,04% e preço de R$ 50,00), Panambi/RS (2,08% e preço de R$ 50,04), Eldorado/MS (2,09% e preço de R$ 48,80) e Dourados/MS (3,92% e preço de R$ 53,00).

Confira como ficaram todas as cotações nesta quinta-feira

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, a manifestação da intenção do governo em zerar as tarifas de importação do milho, da soja e do arroz chamou a atenção dos mercados. “Os principais consumidores adotaram uma postura de cautela em relação a demanda”.

Segundo o analista de milho do Deral, Edmar Gervásio, o Paraná já colheu 70% desta segunda safra e a produção total do cereal deve ser mesmo de 11,7 milhões de toneladas para os 2,3 milhões de hectares cultivados. O que representa queda de 1,4 milhões de toneladas do que foi inicialmente previsto.

Um ponto que merece destaque do analista foi o atual patamar de preços para o milho, recordes históricos no Paraná, com média de R$ 46,00 a saca na última semana. Com muitos negócios fechados até mesmo acima deste nível, Gervásio aponta uma safra extremamente rentável ao produtor, que teve custos de produção entre R$ 25,00 e R$ 30,00.

Para a safra verão 20/21, o departamento espera uma manutenção na área cultivada, já que a concorrência com a soja é muito elevada, e uma produção de mais de 3 milhões de toneladas. A semeadura, que está mais adiantada na região de Ponta Grossa, deve ganhar força no próximo mês e se estender até outubro.

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B3

Os preços futuros do milho operaram durante toda a quinta-feira em queda na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registravam movimentações negativas entre 0,30% e 1,53% por volta das 16h21 (horário de Brasília).

O vencimento setembro/20 era cotado à R$ 59,93 com queda de 0,53%, o novembro/20 valia R$ 59,02 com perda de 0,30%, o janeiro/21 era negociado por R$ 59,30 com baixa de 0,67% e o março/21 tinha valor de R$ 58,00 com desvalorização de 1,53%.

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, o dólar mais calmo e investidores realizando lucros pesaram sobre as cotações do cereal nesta quinta-feira. Outro fator que influenciou foi a possibilidade de retirar as taxas de importação de milho da fora do Mercosul.

“Essa questão pesa e os investidores acabam liquidando suas posições neste momento”, diz Brandalizze.

Apesar disso, o analista acredita que não há muito espaço para baixa porque o milho internacional, mesmo sem a taxação, chegaria ao Brasil em patamares similares aos já praticados no país, cerca de R$ 63,00 ou R$ 65,00 para o cereal americano, por exemplo.

“Esses preços nos portos já são os patamares em que a industria tem trabalhado. Isso serve mais para limitar novas altas, mas o mercado vai se manter firme. O mercado está muito comprador e pouco vendedor, então essa situação serve para tirar um pouco da pressão”, explica Brandalizze.

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Mercado Externo

Já os preços internacionais do milho futuro subiram nesta quinta-feira na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registraram movimentações positivas entre 3,50 e 4,25 pontos ao final do dia.

O vencimento setembro/20 foi cotado à US$ 3,44 com alta de 3,75 pontos, o dezembro/20 valeu US$ 3,58 com valorização de 4,25 pontos, o março/21 foi negociado por US$ 3,69 com ganho de 3,50 pontos e o maio/21 teve valor de US$ 3,76 com elevação de 3,50 pontos.

Esses índices representaram altas, com relação ao fechamento da última quarta-feira, de 1,18% para o setembro/20, de 1,13% para o dezembro/20, de 0,82% para o março/21 e de 1,08% para o maio/21.

Segundo informações da Agência Reuters, os futuros do milho subiram nesta quinta-feira após o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciar que novos volumes do cereal foram vendidos para a China.

Exportadores privados relataram a venda de 747.000 toneladas de milho para a China e 140.000 toneladas de milho para destinos desconhecidos, disse o USDA nestaa quinta-feira.

“Os mercados de grãos estão pegando fogo. Os comerciantes se concentraram no estresse da seca desta semana, reduzindo as estimativas de produção, enquanto o frenesi de compras da China aumenta as expectativas de demanda”, disse Arlan Suderman, economista-chefe de commodities da corretora StoneX.

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Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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