Preço do milho no Brasil sobe mais nesta 2ªfeira e renova recordes nominais

Publicado em 31/08/2020 16:46 e atualizado em 01/09/2020 09:34 2215 exibições
Chicago acumula alta de 10% em agosto

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A segunda-feira (31) chega ao final com os preços do milho mais altos no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, as únicas desvalorizações foram percebidas em Cafelândia/PR (0,97% e preço de R$ 51,00) e Amambaí/MS (1,92% e preço de R$ 51,00).

Já as valorizações apareceram nas praças de Cascavel/PR (0,97% e preço de R$ 52,00), Brasília/DF (1,04% e preço de R$ 48,50), Campinas/SP (1,59% e preço de R$ 64,00), Dourados/MS (1,89% e preço de R$ 54,00), Panambi/RS (1,92% e preço de R$ 51,00), Não-Me-Toque/RS (2% e preço de R$ 51,00) e Rio do Sul/SC (4% e preço de R$ 52,00).

Confira como ficaram todas as cotações nesta segunda-feira

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, o mercado físico esteve mais calmo nesta última semana frente aos dias anteriores. “O recuo do dólar e a boa expectativa em relação a safra dos Estados Unidos foram os motivos para deixar os compradores menos ativos”.

Ainda nesta segunda-feira, o Cepea divulgou sua nota semanal apontando que, atentos à colheita, à valorização do dólar, à alta nos preços externos e ao maior ritmo de exportação, produtores brasileiros de milho consultados pelo Cepea seguem afastados das vendas e resistentes em fixar valores do cereal junto a cooperativas e cerealistas.

“Na maior parte da semana anterior, compradores precisaram ofertar preços maiores para conseguir atrair vendedores e efetivar negócios”.

Neste contexto, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (região de Campinas/SP) acumula fortes avanços de 2,2% em sete dias e de 20,8% em agosto (até o dia 28), fechando a R$ 60,97/saca de 60 kg nessa sexta-feira, 28. Este é o maior valor nominal da série histórica do Cepea, iniciada em 2004.

De olho na colheita da segunda safra, a SAFRAS & Mercado divulgou que a colheita da safrinha 2020 de milho atingia 93,6% da área estimada de 13,27 milhões de hectares na sexta-feira (28).

B3

Os preços futuros do milho operaram durante todo o dia em alta na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registravam movimentações positivas entre 1,04% e 2,08% por volta das 16h21 (horário de Brasília).

O vencimento setembro/20 era cotado à R$ 60,64 com elevação de 1,97%, o novembro/20 valia R$ 60,35 com valorização de 2,08%, o janeiro/21 era negociado por R$ 60,30 com alta de 1,86% e o março/21 tinha valor de R$ 58,50 com ganho de 1,04%.

Assim como os contratos do cereal brasileiro, as movimentações cambiais também foram de altas para o dólar ante ao real neste início da semana. Por volta das 16h31 (horário de Brasília), a moeda americana era cotada à R$ 5,47 com elevação de 1,60%.

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, o Brasil está começando a embarcar um bom volume dessa safrinha para a China, que também deve comprar mais volumes nos Estados Unidos e isso deixa o mercado interno firme.

“Além disso, o Ministério brasileiro deu uma acalmada sobre a remoção da TEC de importação. Então ficaram como opções o milho do Paraguai e da Argentina, que são boas oportunidades para o pessoal do Sul. Depois vamos vendo o que vai apertar lá para a frente no abastecimento”, diz Brandalizze.

Outro ponto que merece destaque do analista, é que muito trigo que sofreu com geadas não vai ter padrão para os moinhos e será destinado para o setor de rações. “Isso pode ajudar a tirar um pouco da pressão das cotações”.

Mercado Externo

Já os preços internacionais do milho futuro encerraram a segunda-feira em campo misto na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registravam movimentações entre 1,75 pontos negativos e 2,50 pontos positivos ao final do dia.

O vencimento setembro/20 foi cotado à US$ 3,48 com valorização de 2,50 pontos, o dezembro/20 valeu US$ 3,57 com queda de 1,50 pontos, o março/21 foi negociado por US$ 3,67 com desvalorização de 1,75 pontos e o maio/21 teve valor de US$ 3,74 com perda de 1,75 pontos.

Esses índices representaram elevações, com relação ao fechamento da última sexta-feira, de 0,58% para o setembro/20, e baixas de 0,56% para o dezembro/20, de 0,54% para o maio/21 e de 0,27% para o março/21.

Com relação as movimentações durante o mês de agosto, o milho em Chicago acumulou valorizações de 10,13% para o setembro/20, de 9,17% para o dezembro/20, de 8,58% para o março/21 e de 8,09% para o maio/21.

Segundo informações do site internacional Farm Futures, os preços do milho foram misturados em meio a algumas manobras técnicas desiguais, com traders encorajados por outra grande venda para a China relatada esta manhã, mas ainda dispostos a realizar alguma realização de lucro depois que os preços atingiram as máximas de cinco meses nesta manhã.

Exportadores privados relataram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 23,5 milhões de bushels de milho para entrega à China durante a campanha de comercialização de 2020/21, que começa em 1º de setembro.

O mercado aguarda ainda o relatório semanal de progresso da safra desta tarde do USDA. Os analistas esperam que a agência reduza a qualidade do milho outros três pontos, caindo para 61% classificados em condições boas a excelentes, devido principalmente às condições quentes e secas em grandes porções do meio-oeste passado semana.

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Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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