Preço do milho cai mais uma vez nesta 5ªfeira com compradores afastados do balcão

Publicado em 03/09/2020 16:32 e atualizado em 04/09/2020 09:23 1923 exibições
Chicago à espera do relatório de oferta e demanda

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A quinta-feira (03) chega ao fim com os preços do milho caindo no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, foram percebidas valorizações nas praças de Campo Novo do Parecis/MT (1,06% e preço de R$ 47,50), Não-Me-Toque/RS (1,96% e preço de R$ 52,00), Panambi/RS (2% e preço de R$ 52,02) e Tangará da Serra/MS (2,08% e preço de R$ 49,00).

Já as desvalorizações apareceram em Cafelândia/PR (1,01% e preço de R$ 49,00), Brasília/DF (1,03% e preço de R$ 48,00), Campinas/SP (1,64% e preço de R$ 60,00), Itapetininga/SP (1,72% e preço de R$ 57,00), Castro/PR e Ponta Grossa/PR (1,85% e preço de R$ 53,00), Cascavel/PR e Cândido Mota/SP (2,88% e preço de R$ 50,50) e São Gabriel do Oeste/MS e Amambaí/MS (4% e preço de R$ 48,00).

Confira como ficaram todas as cotações nesta quinta-feira

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, o mercado físico milho mostrou fraqueza nos últimos dias com o recuo das exportações e os compradores mais afastados do balcão. “Com isto, parte dos vendedores tenta negociar com preços abaixo dos vistos nas semanas anteriores”.

A Agrifatto Consultoria relata também que “a pressão baixista seguiu no mercado de milho brasileiro, com os vendedores mais dispostos a negociar preços, o recuo da cotação do cereal foi sentido em todo o país, com os preços em São Paulo rondando a casa dos R$ 60,50/sc”.

B3

Os preços futuros do milho operaram durante todo o dia em queda na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registravam movimentações negativas entre 1,96% e 3,05% por volta das 16h21 (horário de Brasília).

O vencimento setembro/20 era cotado à R$ 55,65 com desvalorização de 3,05%, o novembro/20 valia R$ 54,80 com queda de 2,91%, o janeiro/21 era negociado por R$ 55,25 com baixa de 2,99% e o março/21 tinha valor de R$ 54,90 com perda de 1,96%.

As flutuações cambiais pressionaram os contratos do cereal brasileiro durante esta quinta-feira. Por volta das 16h32 (horário de Brasília), o dólar caia 0,97% e era cotado à R$ 5,28.

O analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, destaca que o milho chegou a trabalhar em patamares de R$ 62,00, mas agora se acomoda com a sinalização de que os negócios de exportação estão acontecendo em volumes menores do que as expectativas.

“Tem ficado muito milho no mercado interno e esse é o alerta para que ficou carregado de estoques. O mercado está bom, mas ninguém garante que ele vai se sustentar”, diz Brandalizze.

Em sua análise, as indústrias de ração vão trabalhar comprando volumes do cereal por mais 45 ou 60 dias e depois vão sair do mercado e voltar somente no ano que vem próximo ano. “É um período de atenção. O cavalo ainda está ai, o mercado está bom, mas ele pode ir embora e o produtor precisa começar a olhar para isso”, afirma Brandalizze.

Mercado Externo

A Bolsa de Chicago (CBOT) também perdeu força nesta quinta-feira para os preços internacionais do milho futuro. As principais cotações registraram movimentações negativas entre 4,25 e 5,25 pontos ao final do dia.

O vencimento setembro/20 foi cotado à US$ 3,44 com desvalorização de 5,25 pontos, o dezembro/20 valeu US$ 3,53 com perda de 5,00 pontos, o março/21 foi negociado por US$ 3,64 com queda de 4,45 pontos e o maio/21 teve valor de US$ 3,71 com baixa de 4,25 pontos.

Esses índices representaram desvalorizações, com relação ao fechamento da última quarta-feira, de 1,43% para o setembro/20, de 1,40% para o dezembro/20, de 1,36% para o março/21 e de 1,07% para o maio/21.

Segundo informações da Agência Reuters, os futuros do milho despencaram com as perdas em ações e a força do dólar americano pressionando os mercados agrícolas, disseram traders.

A publicação destaca ainda que, o mercado está aguardando que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) atualize suas previsões de colheita de milho nos Estados Unidos em um relatório mensal de oferta e demanda em 11 de setembro, depois que a seca atingiu as lavouras do meio-oeste e uma tempestade de vento destruiu campos em Iowa no mês passado.

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Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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