Milho se movimenta pouco nesta 3ªfeira com o mercado desacelerado

Publicado em 15/09/2020 16:28 498 exibições
Chicago cai com clima bom podendo impulsionar safra dos EUA

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A terça-feira (15) chega ao final com os preços futuros do milho com pouquíssimas movimentações no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, não foram percebidas valorizações em nenhuma das praças.

Já as desvalorizações apareceram em Pato Branco/PR (0,98% e preço de R$ 50,70) e Brasília/DF (2,08% e preço de R$ 47,00).

Confira como ficaram todas as cotações nesta terça-feira

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, no mercado físico do Brasil, os negócios estão mais travados.

A análise da consultoria SAFRAS & Mercado é que o mercado brasileiro de milho registrou mais um dia de negócios calmos no Brasil. “O comprador segue retraído, tentando forçar novos movimentos de queda nos preços para retomar as aquisições, enquanto os produtores seguem adotando a estratégia de reter as ofertas”.

O consultor da SAFRAS & Mercado, Paulo Molinari, destaca que o milho registrou preços pouco alterados, com o mercado não apresentando maior pressão de venda. Por outro lado, também os compradores estão tentando não aceitar valores mais altos.

B3

Os preços futuros do milho operaram em queda durante toda a terça-feira na Bolsa Brasileira (B3), apesar de o contrato setembro ainda buscar suas últimas altas. As principais cotações registravam movimentações entre 1,42% negativo e 0,34% positivo por volta das 16h21 (horário de Brasília).

O vencimento setembro/20 era cotado à R$ 59,36 com elevação de 0,34%, o novembro/20 valia R$ 59,15 com baixa de 1,35%, o janeiro/21 era negociado por R$ 59,81 com perda de 0,98% e o março/21 tinha valor de R$ 59,15 com desvalorização de 1,42%.

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, o mercado de milho no Brasil já atingiu as máximas possíveis no mercado físico e não tem muito espaço para novas altas com a possibilidade de sobrar milho lá na frente.

“O embarque de milho neste mês está em pouco mais de 3 milhões de toneladas e no acumulado do ano em 17 milhões. A projeção seria fechar o ano com 35 milhões, mas temos pouco tempo para chegar nesse volume. Como os portos estão pagando hoje de R$ 57,00 à R$ 59,00 não estão conseguindo comprar nada e não tem saído negócios novos”.

Brandalizze considera que este fator, aliado ao dólar que também não mostra muito espaço para altas, leva a B3 para esse sinal de queda. “O mercado, aparentemente, já bateu e o cavalo começa a se distanciar”, diz.

Mercado Externo

A Bolsa de Chicago (CBOT) também teve um dia de baixa para os preços internacionais do milho futuro. As principais cotações registraram movimentações negativas entre 3,25 e 3,50 pontos ao final da terça-feira.

O vencimento dezembro/20 foi cotado à US$ 3,66 com desvalorização de 3,50 pontos, o março/21 valeu US$ 3,75 com perda de 3,25 pontos, o maio/21 foi negociado por US$ 3,81 com queda de 3,50 pontos e o julho/21 valeu US$ 3,85 com baixa de 3,25 pontos.

Esses índices representaram desvalorizações, com relação ao fechamento da última segunda-feira, de 0,54% para o dezembro/20, de 0,79% para o março/21, de 0,78% para o maio/21 e de 0,77% para julho/21.

Segundo informações da Agência Reuters, os futuros do milho recuaram das máximas de seis meses estabelecidas um dia antes, enquanto o tempo seco esperado no Meio-Oeste deve ajudar a impulsionar a colheita de grandes safras de milho nos Estados Unidos.

“No geral, o clima dos Estados Unidos parece fantástico, com exceção da região bem inferior do Delta (e) sudeste, onde o milho não colhido pode sofrer com inundações localizadas”, disse Terry Reilly, analista sênior da Futures International em Chicago.

A publicação destaca ainda que os traders ignoraram as quedas nas avaliações das condições do milho nos EUA conforme as safras se aproximam da maturidade. O USDA na noite de segunda-feira avaliou 60% do milho dos EUA em condições boas a excelentes, ante 61% na semana passada. Os analistas, em média, não esperavam nenhuma mudança.

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Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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