Milho: mercado brasileiro segue estabilizado e sem grande tendência para baixo ou para cima, diz Brandalizze

Publicado em 17/09/2020 11:56 e atualizado em 17/09/2020 17:09 589 exibições
Chicago se mexe pouco de olho na demanda e na colheita

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A Bolsa Brasileira (B3) registra uma quinta-feira (17) de movimentações nos dois campos positivos e negativos para os preços futuros do milho. As principais cotações contabilizavam flutuações entre 0,41% negativo e 0,02% positivo por volta das 11h49 (horário de Brasília).

O vencimento novembro/20 era cotado à R$ 59,85 com estabilidade, o janeiro/21 valia R$ 60,25 com perda de 0,41%, o março/21 era negociado por R$ 59,81 com elevação de 0,02% e o maio/21 tinha valor de R$ 56,95 com estabilidade.

De acordo com a análise da Agrifatto Consultoria, as notícias vindas do exterior pesam sobre o olhar do mercado para os contratos na B3. Enquanto isso, o dólar ao redor dos R$ 5,20 diminui a competitividade do cereal brasileiro e as cotações em São Paulo vão se estabelecendo próximas aos R$ 59,00 a saca.

O analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, aponta ainda que poucos negócios acontecem nos portos neste momento com patamares entre R$ 57,00 e R$ 59,00 e que negócios internos ocorrem apenas próximos de industrias no Sul e Sudeste entre R$ 60,00 e R$ 64,00. “Estamos praticamente há um mês com o mercado estabilizado e com poucos fundamentos para cima ou para baixo”, diz.

Mercado Externo

Os preços internacionais do milho futuro operaram com muita volatilidade, mas com movimentações restritas na Bolsa de Chicago (CBOT) ao longo desta quinta-feira. As principais cotações registravam flutuações negativas entre 0,25 e 0,50 pontos por volta 11h41 (horário de Brasília).

O vencimento dezembro/20 era cotado à US$ 3,71 com baixa de 0,25 pontos, o março/21 valia US$ 3,80 com desvalorização de 0,50 pontos, o maio/21 era negociado por US$ 3,85 com perda de 0,50 pontos e o julho/21 tinha valor de US$ 3,89 com queda de 0,50 pontos.

Segundo informações do site internacional Farm Futures, à medida que os preços do milho sobem na China e no Brasil, o milho americano mais barato está se tornando mais atraente no mercado mundial.

Diante disso, o mercado aguarda a divulgação do novo relatório de exportações do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) ainda nesta quinta-feira. “Sem grandes vendas de exportação de milho registradas no período de relatório de 4 a 10 de setembro, os números devem variar entre 31,5 milhões e 74,8 milhões de bushels (entre 800.100 e 1,899 milhões de toneladas)”, aponta a analista Jacqueline Holland.

Do lado da safra, Brandalizze aponta que a colheita das lavouras norte-americanas está em cerca de 10% neste momento e deve seguir avançando bem já que as condições climáticas são favoráveis aos trabalhos. “Colheita acontecendo é pressão de baixa”, afirma.

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Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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