Milho opera em campo misto na B3 nesta 5ªfeira com poucos negócios acontecendo

Publicado em 17/09/2020 17:07 e atualizado em 18/09/2020 09:19 422 exibições
Chicago sobe após boas exportações dos EUA

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A quinta-feira (17) chega ao final com os preços do milho novamente subindo no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, foram percebidas desvalorizações apenas em Cândido Mota/SP (0,95% e preço de R$ 52,00).

Já as valorizações apareceram nas praças de Rondonópolis/MT (0,38% e preço de R$ 52,30), Alto Garças/MS (0,40% e preço de R$ 49,90), Itiquira/MT (0,40% e peço de R$ 50,30), Londrina/PR (1% e preço de R$ 50,50), Amambaí/MS e Cafelândia/PR (1,01% e preço de R$ 50,00), Eldorado/SP (2,11% e preço de R$ 48,50), Pato Branco/PR (1,97% e preço de R$ 51,70), Ubiratã/PR e Marechal Cândido Rondon/PR (1,02% e preço de R$ 50,50) e Ponta Grossa/PR (3,77% e preço de R$ 55,00).

Confira como ficaram todas as cotações nesta quinta-feira

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, o mercado físico do milho esteve mais travado de negócios nos últimos dias. “O comprador está mais cauteloso com a colheita dos Estados Unidos e a queda do dólar, enquanto o produto está capitalizado”.

Para a agência SAFRAS & Mercado, o mercado brasileiro de milho deve manter um cenário de poucas mudanças nos preços. “A alta do dólar pode favorecer uma maior movimentação de negócios, após dias seguidos de lentidão. No cenário internacional, a Bolsa de Chicago opera em queda, avaliando as vendas semanais dos EUA”.

Segundo o consultor de SAFRAS & Mercado, Paulo Molinari, o mercado seguiu relativamente calmo, com alguma queda nas cotações em São Paulo. “A oferta existe e os preços estão estáveis na maior parte das praças”, comenta.

B3

Os preços futuros do milho operaram durante todo o dia em campo misto na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registravam movimentações entre 1,09% negativo e 0,96% positivo por volta das 16h21 (horário de Brasília).

O vencimento novembro/20 era cotado à R$ 59,20 com desvalorização de 1,09%, o janeiro/21 valia R$ 59,94 com queda de 0,93%, o março/21 era negociado por R$ 60,00 com alta de 0,33% e o julho/21 tinha valor de R$ 52,50 com ganho de 0,96%.

O analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, destaca que poucos negócios acontecem nos portos neste momento com patamares entre R$ 57,00 e R$ 59,00 e que negócios internos ocorrem apenas próximos de indústrias no Sul e Sudeste entre R$ 60,00 e R$ 64,00. “Estamos praticamente há um mês com o mercado estabilizado e com poucos fundamentos para cima ou para baixo”, diz.

Mercado Externo

A Bolsa de Chicago (CBOT) terminou a quinta-feira em alta para os preços internacionais do milho futuro. As principais cotações registraram movimentações positivas entre 2,00 e 3,50 pontos ao final do dia.

O vencimento dezembro/20 foi cotado à US$ 3,75 com valorização de 3,50 pontos, o março/21 valeu US$ 3,84 com alta de 3 pontos, o maio/21 foi negociado por US$ 3,88 com ganho de 2,50 pontos e o julho/21 teve valor de US$ 3,91 com elevação de 2 pontos.

Esses índices representaram altas, com relação ao fechamento da última quarta-feira, de 1,08% para o dezembro/20, de 0,79% para o março/21, de 0,52% para o maio/21 e de 0,51% para julho/21.

Segundo informações do site internacional Farm Futures, os preços do milho subiram moderadamente na quinta-feira, já que o otimismo das exportações e a força do spillover de outros grãos desencadearam algumas compras técnicas.

“As vendas semanais de exportação chegaram no topo das estimativas de comércio esta manhã, e outra grande venda rápida para destinos desconhecidos também foi anunciada hoje”, aponta o analista Ben Potter.

Exportadores privados anunciaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 4,7 milhões de bushels (119.380 toneladas) de milho para entrega a destinos desconhecidos durante a campanha de comercialização de 2020/21, que começou em 1º de setembro. As vendas de exportação de milho alcançaram 63,4 milhões de bushels (1,610 milhão de toneladas) na semana passada, contra estimativas de comércio que variaram entre 31,5 milhões e 74,8 milhões de bushels (entre 800.100 e 1,899 milhão de toneladas).

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Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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