Milho: dólar puxa cotações para cima na B3 nesta 2ªfeira

Publicado em 21/09/2020 12:02 e atualizado em 21/09/2020 16:47 527 exibições
Colheita avança nos EUA e pressiona CBOT

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A segunda-feira (21) segue positiva para os preços futuros do milho na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registravam movimentações altistas entre 0,38% e 0,87% por volta das 11h56 (horário de Brasília).

O vencimento novembro/20 era cotado à R$ 60,28 com valorização de 0,87%, o janeiro/21 valia R$ 60,70 com alta de 0,38%, o março/21 era negociado por R$ 60,50 com elevação de 0,67% e o maio/21 tinha valor de R$ 58,30 com ganho de 0,52%.

As movimentações cambiais também seguiram dando sustentação aos contratos do cereal, com o dólar subindo 1,37% e sendo cotado à R$ 5,46 por volta das 12h00 (horário de Brasília).

De acordo com análise da Agrifatto Consultoria, a semana começa com os produtores de olho no dólar, que disparou, aumentando a competitividade do cereal brasileiro no exterior. “A alta do dólar, aos poucos, vai reduzindo a esperança de alguns compradores de que o milho reduzisse de preço ainda no mês de setembro”.

Mercado Externo

Enquanto isso, os preços internacionais do milho futuro seguem caindo na Bolsa de Chicago (CBOT) nesta segunda-feira. As principais cotações registravam movimentações negativas entre 5,75 e 7,00 pontos por volta das 11h44 (horário de Brasília).

O vencimento dezembro/20 era cotado à US$ 3,71 com desvalorização de 7,00 pontos, o março/21 valia US$ 3,80 com perda de 6,75 pontos, o maio/21 era negociado por US$ 3,86 com queda de 6,25 pontos e o julho/21 tinha valor de US$ 3,89 com queda de 5,75 pontos.

Segundo informações do site internacional Farm Futures, a pressão de colheita agravou as perdas de uma rodada de realização de lucros durante a noite nos mercados de milho. Além disso, a queda dos preços da energia também sustentou as perdas desta manhã.

“A colheita do milho está avançandos para a maioria dos leitores do Farm Futures. Os produtores que participam da pesquisa Feedback from the Field relataram o corte em seus primeiros campos da temporada no final da semana passada, o que deve ser refletido no relatório de progresso da safra de hoje. A colheita do milho estava apenas 5% concluída há uma semana, mas deve avançar rapidamente no relatório de hoje, depois de uma semana de clima claro e seco favoreceu as condições de colheita”, aponta a analista Jacqueline Holland.

A publicação destaca também que, a safra de milho continua a amadurecer mais rápido que a média devido ao aumento do estresse térmico em agosto. No relatório da semana passada, 89% do milho americano atingiram o estágio dentado, enquanto o milho maduro subiu 9% além da média de cinco anos para atingir 41% maduro na semana passada.

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Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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