Milho contabiliza novos ganhos no físico e na B3 nesta quarta-feira

Publicado em 23/09/2020 17:33 e atualizado em 24/09/2020 09:13 623 exibições
Chicago cai com vendas técnicas e colheita

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A quarta-feira (23) chega ao final com os preços do milho acumulando ganhos no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, não foram percebidas desvalorizações em nenhuma das praças.

Já as valorizações apareceram em Cândido Mota/SP, Ubiratã/PR, Londrina/PR (0,96% e preço de R$ 52,50), Marechal Cândido Rondon/PR, Cafelândia/PR, Eldorado/MS, Campo Novo do Parecis/MT, Campinas/SP (1,61% e preço de R$ 63,00), Panambi/RS, Palma Sola/SC, Rio do Sul/SC, Pato Branco/PR, Campo Grande/MS, São Gabriel do Oeste/MS, Tangará da Serra/MT e dourados/MS (2,86% e preço de R$ 54,00).

Confira como ficaram todas as cotações nesta quarta-feira

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, os negócios no mercado físico travaram em São Paulo no início desta semana. “Com a puxada rápida do dólar, o apetite em negociar nos portos com preços maiores também cresceu, o que deixou o volume no interior mais tímido”.

Os analistas da Agrifatto Consultoria acrescentam ainda que, “os vendedores que ainda detêm o cereal disponível viram a disparada do dólar e aproveitaram o cenário para aumentar o valor pedido. Em São Paulo, a referência para efetivação de negócios voltou a ser os R$ 60,00/sc”.

Em Goiás, por exemplo, o preço médio do cereal subiu 1,04% na semana e ficou em R$ 48,94. “Os produtores estiveram mais abertos a fechar vendas durante a semana, sem tirar o olho, contudo, dos aumentos de preços que podem ainda estar por vir”, aponta o Ifag.

No Mato Grosso do Sul, o preço da saca do milho se valorizou 3,55% entre 14 a 21 de setembro de 2020, encerrando o período negociado a R$ 49,19.

“Reitera-se o fato de que essas cotações não significam que o produtor está recebendo esses valores, uma vez que há uma escassez de estoques de milho junto ao produtor neste momento, diante da comercialização antecipada da safra que está sendo colhida neste momento”, ressalta a Famasul.

B3

Os preços futuros do milho operaram durante todo o dia contabilizando novos ganhos na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registravam movimentações positivas entre 0,06% e 1,64% por volta das 17h281 (horário de Brasília).

O vencimento novembro/20 era cotado à R$ 62,89 com valorização de 0,06%, o janeiro/21 valia R$ 63,00 com elevação de 0,08%, o março/21 era negociado por R$ 62,50 com alta de 1,64% e o maio/21 tinha valor de R$ 59,70 com ganho de 1,20%.

As movimentações cambiais também foram altistas para o dólar ante ao real nesta quarta-feira e sustentaram os contratos futuros do cereal brasileiro. Por volta das 17h31 (horário de Brasília), a moeda americana subia 2,14% e era cotada à R$ 5,58.

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, o mercado do milho deveria estar começando a acomodar, mas segue firme com as indústrias de ração no mercado para comprar.

“A brecha que a Alemanha está dando no mercado global (devido aos casos de Peste Suína Africana no país) está abrindo diretamente no Brasil e, automaticamente, isso é benéfico para o mercado do milho que vem andando forte”, diz Brandalizze.

O analista alerta que o temor do setor neste momento é o atraso das chuvas na região Sul do Brasil, o que dificulta o avanço do plantio das lavouras de milho verão nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

“As chuvas não estão chegando e as lavouras de milho já deveriam estar todas plantadas e as que já foram semeadas estão sofrendo com a seca que pode refletir em atraso na entrada da safra e comprometimento na produtividade. O período de entre safra do milho vai ficar mais longo e isso deixa o mercado firme. A própria B3 voltou a trabalhar acima dos R$ 60,00, perto dos R$ 62,00 também com a alta do dólar”, comenta.

Mercado Externo

Já os preços internacionais do milho futuro contabilizaram perdas nesta quarta-feira na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registraram movimentações negativas entre 0,75 e 1,75 pontos ao final do dia.

O vencimento dezembro/20 foi cotado à US$ 3,68 com queda de 0,75 pontos, o março/21 valeu US$ 3,77 com baixa de 1,25 pontos, o maio/21 foi negociado por US$ 3,83 com perda de 1,50 pontos e o julho/21 teve valor de US$ 3,86 com desvalorização de 1,75 pontos.

Esses índices representaram quedas, com relação ao fechamento da última terça-feira, de 0,27% para o dezembro/20, de 0,26% para o março/21, de 0,26% para o maio/21 e de 0,52% para o julho/21.

Segundo informações do site internacional Farm Futures, os preços do milho caíram levemente em outra rodada de vendas técnicas na quarta-feira, caindo no vermelho pela terceira sessão consecutiva, depois de subir para níveis máximos de quase seis meses no final da semana passada.

A publicação destaca ainda que, a pressão de colheita da safra de milho norte-americana, que chegou em 8% no último domingo de acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), está aplicando ventos contrários adicionais.

Agora, o mercado aguarda o próximo relatório semanal de vendas de exportação, divulgado na quinta-feira. Analistas esperam que a agência mostre vendas de milho entre 41,3 milhões e 70,9 milhões de bushels (entre 1,040 milhões e 1,8 milhões de toneladas) na semana encerrada em 17 de setembro.

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Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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