Milho passa a subir na B3 nesta 4ªfeira com suporte do apetite externo

Publicado em 14/10/2020 11:54 e atualizado em 14/10/2020 14:43 412 exibições
Chicago pesa colheita x estoques e preços chineses

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A quarta-feira (14) seguiu e os preços futuros do milho alteraram seu caminho na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registravam movimentações positivas entre 0,73% e 1,39% por volta das 11h49 (horário de Brasília).

O vencimento novembro/20 era cotado à R$ 72,43 com alta de 0,81%, o janeiro/21 valia R$ 72,40 com elevação de 1,12%, o março/21 era negociado por R$ 71,99 com valorização de 1,39% e o julho/21 tinha valor de R$ 66,48 com ganho de 0,73%.

De acordo com a análise da Agrifatto Consultoria, o apetite externo continua firme e é um dos principais fatores para que o preço do cereal não se desvalorize no Brasil. “A desaceleração dos embarques da soja fez com que o milho retomasse a dianteira como o produto primário do setor agropecuário brasileiro que tivesse a maior contribuição na receita obtida”, diz.

Mercado Externo

Os preços internacionais do milho futuro começaram o dia caindo na Bolsa de Chicago (CBOT) com o avanço da colheita norte-america, mais receberam apoio de outros fatores de mercado e ganharam um pouco de força. As principais cotações registravam movimentações entre 2,00 pontos negativos e 0,50 pontos positivo por volta das 11h53 (horário de Brasília).

O vencimento dezembro/20 era cotado à US$ 3,91 com alta de 0,50 pontos, o março/21 valia US$ 3,99 com queda de 0,25 pontos, o maio/21 era negociado por US$ 4,02 com perda de 1,00 ponto e o julho/21 tinha valor de US$ 4,03 com desvalorização de 2,00 pontos.

Segundo informações do site internacional Farm Futures, os futuros do milho caíram esta manhã depois que o relatório de progresso da safra de ontem encontrou velocidades de colheita mais rápidas do que o esperado.

Com praticamente toda a safra de milho de 2020 amadurecida, o progresso da colheita de milho está ganhando impulso nos Estados Unidos. O relatório de progresso da safra de ontem encontrou 94% do milho maduro, 7% acima da semana anterior e bem acima da média de cinco anos de 87%. Até 11 de outubro, 41% da safra de milho do país havia sido colhida. O total surpreendeu analistas de mercado , que previam que o avanço semanal chegaria a 39%.

Por outro lado, a redução dos estoques finais para a safra de milho 2020/21 fez com que os futuros de dezembro subissem em torno de US$ 4,00/bushel na semana passada e o enfraquecimento do dólar também ajuda a aumentar as perspectivas para os preços à vista do milho, aponta o analista Bryce Knorr. 

“Um quarto ano consecutivo de redução dos estoques globais em conjunto com a baixa produção na Europa tornará o milho dos Estados Unidos uma compra atraente no mercado mundial, especialmente com o aumento da demanda da China, Europa e outros países asiáticos”, escreve Knorr na última coluna Ag Marketing IQ .

Outro ponto que chama a atenção do mercado nesta quarta-feira são os futuros do milho chinês que alcançaram um novo recorde durante a noite, uma vez que as reservas estatais continuam a encolher e as perspectivas de produção caem com as reduções de rendimento devido aos danos do tufão no cinturão do milho no nordeste da China no início deste ano. 

“Os futuros de milho nas proximidades na bolsa de Dalian atingiram US$ 9,67/bushel durante a noite, com o pânico de compras acontecendo durante a noite, enquanto os usuários finais procuravam rapidamente encontrar suprimentos de milho disponíveis. Os preços do milho estão 30% mais altos do que há um ano, mas isso provavelmente não limitará a demanda”, diz a analista Jacqueline Holland.

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Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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