Preço do milho sobe no Brasil e chega à R$ 80,00 em Campinas/SP nesta 4ªfeira

Publicado em 21/10/2020 16:46 1503 exibições
Chicago se eleva para maior patamar desde de agosto de 2019

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A quarta-feira (21) chega ao final com os preços do milho subindo no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, não foram percebidas desvalorizações em nenhuma das praças.

Já as valorizações apareceram em Não-Me-Toque/RS, Panambi/RS, Ubiratã/PR, Londrina/PR, Cafelândia/PR, Marechal Cândido Rondon/PR, Pato Branco/PR, Rio do Sul/SC, Rondonópolis/MT, Alto Garças/MT, Itiquira/MT, Tangará da Serra/MT, Campo Novo do Parecis/MT, Jataí/GO, Rio Verde/GO, Brasília/DF, Dourados/MS, São Gabriel do Oeste/MS, Maracaju/MS, Campo Grande/MS, Eldorado/MS, Amambaí/MS, Cândido Mota/SP, Itapetininga/SP e Campinas/SP.

Confira como ficaram todas as cotações nesta quarta-feira

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, o mercado físico do milho está travado em São Paulo. “O produtor limita as vendas o quanto pode, enquanto o comprador evita comprar volumes relevantes, mas o dólar deixa os preços nos portos sustentados”.

Em Goiás, por exemplo, o preço médio da saca de milho subiu 2,80% na última semana e fechou a sexta-feira (16) com valor de R$ 59,75. O Ifag (Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás) apontou que a valorização foi acompanhada também nas cotações futuras.

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B3

Os preços futuros do milho tiveram um dia de grandes valorizações na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registravam movimentações positivas entre 4,74% e 5,03% por volta das 16h21 (horário de Brasília).

O vencimento novembro/20 era cotado à R$ 83,92 com valorização de 5,03%, o janeiro/21 valia R$ 84,04 com elevação de 4,92%, o março/21 era negociado por R$ 82,88 com ganho de 4,91% e o maio/21 tinha valor de R$ 78,02 com alta de 4,74%.

Para o analista da Germinar Corretora, Roberto Carlos Rafael, essas cotações podem subir ainda mais, com a B3 puxando o mercado físico, mas existe um limite para as altas e ele está atrelado à paridade de importação, que nos cálculos dele, já está próxima.

Na visão de Rafael, o milho importado dos Estados Unidos hoje, já sem a TEC de importação, chegaria aos portos brasileiros na faixa dos R$ 76,00 e às indústrias, já com o frete, por volta de R$ 82,00. Sendo assim, devemos ter registro de grandes importações do cereal norte-americano nos próximos 30 dias, o que atuaria para frear as cotações no Brasil.

O analista destaca que não há falta de milho no país, mas o vendedor que está capitalizado e acompanha a alta de preços e o clima para as próximas safras opta por não vender.  Neste caso, o atual patamar de preços pode ser interessante para novas comercializações.

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Mercado Externo

Os preços internacionais do milho futuro também contabilizaram ganhos nesta quarta-feira na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registraram movimentações positivas entre 2,50 e 5,00 pontos ao final do dia.

O vencimento dezembro/20 era cotado à US$ 4,13 com valorização de 5,00 pontos, o março/21 valia US$ 4,16 com elevação de 3,50 pontos, o maio/21 era negociado por US$ 4,18 com ganho de 3,00 pontos e o julho/21 tinha valor de US$ 4,18 com ganho de 2,50 pontos.

Esses índices representaram ganhos, com relação ao fechamento da última terça-feira, de 1,23% para o dezembro/20, de 0,73% para o março/21, de 0,72% para o maio/21 e de 0,72% para o julho/21.

Segundo informações do site internacional Farm Futures, os preços do milho registraram outra rodada de sólidos ganhos na quarta-feira, depois que uma rodada de compras técnicas elevou os preços em mais 1% e fechando nos níveis mais altos desde agosto de 2019. O otimismo das exportações continua forte por enquanto, e as condições de seca emergentes na América do Sul podem comprometer o potencial de rendimento Brasil e Argentina.

Agora o mercado aguarda o relatório de exportação semanal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Analistas esperam que a agência mostre vendas de milho variando entre 31,5 milhões e 55,1 milhões de bushels (800.100 e 1,399 milhão de toneladas) para a semana encerrada em 15 de outubro, expressando confiança de que os reais ultrapassarão a contagem da semana anterior de 25,8 milhões de bushels.

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Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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