Milho sobe no Brasil estimulado por compras de fim de mês para estoques da indústria

Publicado em 26/10/2020 16:53 e atualizado em 27/10/2020 09:21 1065 exibições
Chicago caiu influenciado pelo trigo

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A segunda-feira (26) chega ao final com os preços do milho mais caros no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, as únicas desvalorizações foram percebidas em Tangará da Serra/MT (1,59% e preço de R$ 62,00), Campo Novo do Parecis/MT (1,64% e preço de R$ 60,00) e São Gabriel do Oeste/MS (2,86% e preço de R$ 68,00).

Já as valorizações apareceram em Não-Me-Toque/RS, Panambi/RS, Pato Branco/PR, Ubiratã/PR, Londrina/PR, Cascavel/PR, Cafelândia/PR, Marechal Cândido Rondon/PR, Eldorado/MS, Cândido Mota/SP, Campinas/SP (2,44% e preço de R$ 84,00), Ponta Grossa/PR, Palma Sola/SC, Rio Verde/GO, Porto Santos/SP (3,66% e preço de R$ 85,00) e Porto Paranaguá/PR (4,05% e preço de R$ 77,00).

Confira com ficaram todas as cotações nesta segunda-feira

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, o mercado físico do milho seguiu firme na semana anterior. “No entanto, o volume de negócios caiu com o distanciamento das intenções de compra versus as pedidas para a venda”.

Ainda nessa segunda-feira, o Cepea divulgou sua nota semana apontando que o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas/SP) de milho está em alta consecutiva desde o encerramento de setembro.

Nesta parcial de outubro (até o dia 23), o Indicador já subiu expressivos 23,87%, fechando a R$ 78,82/saca de 60 kg na sexta-feira, 23, o maior valor nominal da série do Cepea e próximo do recorde real, de R$ 81,4/saca de 60 kg, registrado no dia 30 de novembro de 2007 (os valores diários foram deflacionados pelo IGP-DI de setembro/2020).

Segundo pesquisadores do Cepea, o forte avanço das cotações está atrelado à retração de vendedores, às aquecidas demandas externa e interna e à maior paridade de exportação.

B3

Os preços futuros do milho operaram durante todo o dia subindo na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registravam movimentações positivas entre 3,77% e 4,42% por volta das 16h21 (horário de Brasília).

O vencimento novembro/20 era cotado à R$ 83,64 com valorização de 4,42%, o janeiro/21 valia R$ 83,84 com ganho de 4,41%, o março/21 era negociado por R$ 82,77 com alta de 4,11% e o maio/21 tinha valor de R$ 77,00 com elevação de 3,77%.

As movimentações cambiais também foram altistas para o dólar ante ao real nesta segunda-feira. A moeda americana era cotada à R$ 5,62 com elevação de 0,06% por volta das 16h53 (horário de Brasília).

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, nesta última semana de outubro existe a expectativa de que os compradores venham para o mercado e comprem para abastecer seus estoques de final de ano.

“Essa alta é em cima de dois fatores. Os portos melhoraram seus níveis para R$ 74,00 em função do dólar e esse final de mês com o mercado comprando. Então o mercado acaba se protegendo do lado de cima”, explica Brandalizze.

Mercado Externo

Já os preços internacionais do milho futuro fecharam o primeiro dia da semana em queda na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registraram movimentações negativas entre 1,00 e 2,00 pontos ao final da segunda-feira.

O vencimento dezembro/20 foi cotado à US$ 4,17 com baixa de 1,50 pontos, o março/21 valeu US$ 4,18 com perda de 1,75 pontos, o maio/21 foi negociado por US$ 4,19 com desvalorização de 2,00 pontos e o julho/21 teve valor de US$ 4,19 com queda de 1,00 ponto.

Esses índices representaram baixas, com relação ao fechamento da última sexta-feira, de 0,48% para o dezembro/20, de 0,48% para o março/21, de 0,48% para o maio/21 e de 0,24% para o julho/21.

Segundo informações do site internacional Farm Futures, os preços do milho perderam cerca de 0,5% em uma rodada de vendas técnicas nesta segunda-feira, caindo, em parte estimulada pela fraqueza do trigo.

Ainda nesta segunda-feira, as inspeções de exportação de milho registraram um declínio semana após semana de quase um terço, caindo para 25,0 milhões de bushels (635 mil toneladas). Mas o ano comercial de 2020/21 em geral continua com um começo muito melhor do que no ano passado, com tendência de 75% acima do ritmo do ano passado para 239,9 milhões de bushels (6.093.460 toneladas) desde 1º de setembro.

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Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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