Milho: B3 retorna do feriado acompanhando o dólar e caindo

A terça-feira (03) tem início com os preços futuros do milho recuando na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registravam movimentações negativas de até 1,32% por volta das 09h14 (horário de Brasília).
O vencimento novembro/20 era cotado à R$ 78,51 com desvalorização de 1,32%, o janeiro/21 valia US$ 79,20 com queda de 1%, o março/21 era negociado por R$ 79,05 com estabilidade e o maio/21 tinha valor de R$ 73,05 com estabilidade.
As flutuações do cereal brasileiro retornam do recesso do feriado do Dia de Finados na última segunda-feira (02) seguindo o caminho do dólar ante ao real nesta manhã. Por volta das 09h19 (horário de Brasília), a moeda americana caia 0,51% e era cotada à R$ 5,71.
Mercado Externo
Já os preços internacionais do milho futuro começaram a terça-feira subindo na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registravam movimentações positivas entre 1,50 e 3,00 pontos por volta das 09h02 (horário de Brasília).
O vencimento dezembro/20 era cotado à US$ 4,00 com valorização de 3,00 pontos, o março/21 valia US$ 4,04 com elevação de 2,50 pontos, o maio/21 era negociado por US$ 4,06 com alta de 2,00 pontos e o julho/21 tinha valor de US$ 4,07 com ganho de 1,50 pontos.
Segundo informações do site internacional Successful Farming, as cotações dos grãos aumentaram no comércio da madrugada depois que um relatório do governo mostrou que a colheita não estava tão adiantada quanto alguns esperavam e com a demanda contínua por produtos agrícolas dos Estados Unidos.
O último relatório de acompanhamento de safra do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reportou que 82% das lavouras de milho haviam sido colhidas até o domingo (01), contra 72% sete dias antes.
Os analistas, no entanto, esperavam um ritmo ligeiramente mais rápido, com uma estimativa média de 83% - embora as estimativas individuais variassem entre 80% e 88%.
A publicação destaca ainda que os preços também foram impulsionados pela demanda persistente por suprimentos dos EUA. Um país não identificado comprou 204.000 toneladas de milho para entrega no ano comercial que começou em 1º de setembro, disse o USDA em um relatório ontem.
“Desde o início do ano de comercialização em 1o de setembro, os compradores estrangeiros compraram 30,6 milhões de toneladas métricas de milho dos EUA, um aumento de 168% em relação ao mesmo período do ano passado”, pontua o analista Tony Dreibus.
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