Milho sobe na B3 seguindo o dólar nesta segunda-feira

Publicado em 23/11/2020 17:09 791 exibições
Chicago também se valorizou de olho na demanda e no clima na América do Sul

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A segunda-feira (23) chega ao final com os preços do milho levemente mais baixos no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, foram percebidas valorizações nas praças de Londrina/PR (1,45% e preço de R$ 70,00) e Luís Eduardo Magalhães/BA (1,54% e preço de R$ 66,00).

Já as desvalorizações apareceram apenas em Panambi/RS (1,19% e preço de R$ 80,04), Castro/PR (1,32% e preço de R$ 75,00), Dourados/MS (1,33% e preço de R$ 74,00), São Gabriel do Oeste/MS (1,41% e preço de R$ 70,00) e Oeste da Bahia (3,68% e preço de R$ 65,50).

Confira como ficaram todas as cotações nesta segunda-feira

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, “de maneira gradativa, no mercado físico do milho tem tido alterações. Os compradores estão mais recuados com o menor volume de confinamento e alojamento de aves. O vendedor está mais disposto a negociar, mas ainda calmo”.

Ainda nesta segunda-feira, a Conab divulgou sua nota semanal apontando que as chuvas na semana passada aliviaram muitos produtores de milho, especialmente os do Sudeste e de parte do Centro-Oeste, tendo em vista que favoreceram o desenvolvimento das lavouras da safra de verão 2020/21.

“Já no Sul do país, as precipitações ainda são pontuais e agricultores, preocupados, seguem à espera de maiores volumes. Nesse cenário, os preços de comercialização do milho continuam registrando movimentos distintos dentre as regiões acompanhadas pelo Cepea. Em São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso, as recentes chuvas deixaram agentes mais otimistas quanto à produção da safra de verão e, por isso, houve um ligeiro aumento na oferta e consequente quedas nos valores”.

A publicação destaca ainda que, por outro lado, temerosos, produtores do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina seguem limitando a oferta – levando, inclusive, consumidores a buscarem o milho em Mato Grosso do Sul. Esse contexto sustenta as cotações do milho nestes estados do Sul.

Enquanto isso, a agência SAFRAS & Mercado divulgou que 89,8% da área estimada de 3,855 milhões de hectares para a safra verão de 2020/21 já foram semeadas no Brasil. No mesmo período do ano passado o plantio estava concluído em 92,3% da área estimada de 4,057 milhões de hectares. Já a média de plantio dos últimos cinco anos atingia 89% no período.

B3

Os preços futuros do milho operaram em alta durante toda a segunda-feira na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registravam movimentações entre 0,94% negativo e 2,09% por volta das 17h07 (horário de Brasília).

O vencimento janeiro/21 era cotado à R$ 81,00 com elevação de 0,11%, o março/21 valia R$ 80,84 com ganho de 0,02%, o maio/21 era negociado por R$ 75,18 com perda de 0,94% e o julho/21 tinha valor de R$ 68,50 com valorização de 2,09%.

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze a B3 em alta segue a linha de acompanhar as elevações dos cambiais do dólar ante ao real, que acaba valorizando as posições em R$ 1,00 acima do que estava na semana passada.

“O milho continua sendo um produto exportável brasileiro apesar de não estar tendo negócios porque internamente não temos oferta e a demanda interna está pagando um pouco mais do os portos. Mas o Brasil é o segundo principal exportador mundial e a B3 segue essa linha, o porto está puxando R$ 1,00 as cotações e ela acaba também trabalhando positiva”, explica.

Nestes 14 dias úteis de novembro, o Brasil exportou 3.495.873 toneladas de milho não moído, segundo o último levantamento da Secretaria de Comércio Exterior divulgado na tarde desta segunda-feira. Este volume representa 67,79% do total embarcado no último mês de outubro e segue em busca das 5,44 milhões de toneladas estimadas pela Anec para este novembro.

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Mercado Externo

A Bolsa de Chicago (CBOT) também teve um dia de ganhos para os preços futuros do milho nesta segunda-feira. As principais cotações registraram movimentações positivas entre 3,25 e 5,75 pontos ao final do dia.

O vencimento dezembro/20 foi cotado à US$ 4,26 com alta de 3,25 pontos, o março/21 valeu US$ 4,33 com elevação de 5,00 pontos, o maio/21 foi negociado por US$ 4,36 com valorização de 5,75 pontos e o julho/21 teve valor de US$ 4,36 com ganho de 5,50 pontos.

Esses índices representaram altas, com relação ao fechamento da última sexta-feira, de 0,71% para o dezembro/20, de 1,17% para o março/21, de 1,40% para o maio/21 e de 1,40% para o julho/21.

Segundo informações da Agência Reuters, os futuros de milho avançaram impulsionados por preocupações com a seca na América do Sul, assim como o que aconteceu com a soja neste início de semana.

As chuvas do fim de semana se limitaram às áreas do extremo norte do cinturão da soja no Brasil, disse a empresa de tecnologia espacial Maxar em uma nota climática de safra, e as previsões para esta semana não eram muito melhores.

“Espera-se que a quantidade de chuva seja leve na maioria das áreas, o que manterá as preocupações com a seca em grande parte do Brasil, destacando o milho e a soja”, disse a nota da Maxar.

Os futuros do milho também obtiveram suporte adicional da demanda de exportação. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) confirmou vendas privadas de 334.000 toneladas de milho dos EUA para destinos desconhecidos, o mais recente de uma série de anúncios diários de vendas de milho.

“O milho também está firme com o mau tempo da safra sul-americana, inclusive na Argentina, com mais demanda de exportação também esperada, com o milho americano parecendo o mais barato do mundo”, disse Matt Ammermann, gerente de risco de commodities da StoneX.

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Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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