Milho cai na B3 e flutua no mercado físico em 3ªfeira de negócios lentos

Publicado em 24/11/2020 17:12 532 exibições
Chicago fica próximo da estabilidade com mercado se preparando para o feriado

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A terça-feira (24) chega ao final com os preços do milho voláteis no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, foram percebidas desvalorizações em Dourados/MS (1,35% e preço de R$ 73,00), Brasília/DF e São Gabriel do Oeste/MS (1,43% e preço de R$ 69,00) e Rio do Sul/SC (2,56% e preço de R$ 76,00).

Já as valorizações apareceram nas praças de Amambaí/MS (0,70% e preço de R$ 71,50), Pato Branco/PR (0,72% e preço de R$ 70,20), Ubiratã/PR, Cafelândia/PR e Marechal Cândido Rondon/PR (0,73% e preço de R$ 69,00), Eldorado/MS (0,75% e preço de R$ 66,80) e Oeste da Bahia (1,53% e preço de R$ 66,50).

Confira como ficaram todas as cotações nesta terça-feira

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, “a dinâmica dos negócios de milho para a exportações está praticamente estagnada. No mercado interno o comprador segue retraído, o que deixa as referências sem força. O câmbio será um bom driver adiante”.

Enquanto isso no Paraná, o Deral informou que o plantio do milho verão foi finalizado no estado. Dessas lavouras, 1% ainda está em germinação, 76% estão em descanso vegetativo, 17% entraram em floração e 16 já avançaram para frutificação.

Já no Mato Grosso, o Indicador Imea subiu 2,53% e registrou preços médio da saca do cereal em R$ 64,36, no mesmo período do ano passado o valor era de R$ 29,99, conforme apontou o Imea em seu relatório semanal.

Para a consultoria SAFRAS & Mercado, o mercado brasileiro de milho deve manter um ritmo lento nos negócios. “Ainda que ofertas tenham surgido de forma pontual, os preços devem seguir sustentados pelas preocupações com o cenário de aperto na oferta previsto para o próximo ano, diante de uma safra verão mais discreta e afetada por problemas de clima”.

O consultor de SAFRAS & Mercado, Paulo Molinari, destaca que “houve alguma melhora pontual na oferta em algumas regiões, mas no geral a estabilidade predominou”.

B3

Os preços futuros do milho tiveram um dia de recuo na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registravam movimentações negativas entre 0,15% e 0,30% por volta das 17h07 (horário de Brasília).

O vencimento janeiro/21 era cotado à R$ 80,26 com desvalorização de 0,30%, o março/21 valia R$ 80,20 com queda de 0,15%, o maio/21 era negociado por R$ 75,70 com perda de 0,25% e o setembro/21 tinha valor de R$ 66,90 com baixa de 0,15%.

Os contratos do cereal brasileiro caíram assim como o câmbio para o dólar ante ao real. A moeda americana era cotado à R$ 5,37 com queda de 1,12% por volta das 17h12 (horário de Brasília).

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, o mercado nacional de milho segue sem grandes novidades. “As chuvas devem chegar a grande parte das regiões produtoras do Sul e com isso vão melhorando as condições da safra para perto de 23 a 25 milhões de toneladas”, diz.

Brandalizze destaca ainda que os grandes consumidores já estão em ritmo de final de ano e sem atuar no mercado em grandes lotes e consumindo estoques. “Estão esperando voltar em janeiro e de olho nas exportações. Os embarques até agora estão em 29,2 milhões de toneladas e pode não atingir a projeção do ano que era 34,5 milhões e ai sobra algum milho para o começo do ano”.

Mercado Externo

Já os preços internacionais do milho futuro operaram em baixa a maior parte do dia, mas recuperar força e encerraram a terça-feira próximos da estabilidade na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registraram flutuações entre 0,75 pontos negativos e 0,25 pontos positivos ao final do dia.

O vencimento dezembro/20 foi cotado à US$ 4,25 com perda de 0,75 pontos, o março/21 valeu US$ 4,32 com queda de 0,75 pontos, o maio/21 foi negociado por US$ 4,35 com desvalorização de 0,75 pontos e o julho/21 teve valor de US$ 4,36 com alta de 0,25 pontos.

Esses índices representaram baixas, com relação ao fechamento da última segunda-feira, de 0,23% para o dezembro/20, de 0,23% para o março/21 e de 0,23% para o maio/21, além de estabilidade para o julho/21.

Segundo informações do site internacional Successful Farming, os contratos de grãos tiveram poucas movimentações em Chicago com normalmente acontece nas vésperas de feriados nos Estados Unidos.

“Tradicionalmente, a semana de Ação de Graças é uma semana de negociação curta e tranquila. Este ano, também inclui o primeiro dia de aviso para o milho de dezembro. Às vezes, isso pode causar uma negociação um pouco instável, já que a ênfase é em negociações amplamente distribuídas”, diz Britt O'Connell da ever.ag.  

O clima na América do Sul e sua influência nas lavouras do continente também segue no radar. “Com os fundos segurando uma grande posição comprada, meu palpite é que eles vão manter uma grande safra na América do Sul. O progresso do plantio está no ritmo - a única questão que permanece agora é o clima. Sem muita umidade do subsolo oportuno as chuvas serão consideradas essenciais. O mercado pode reagir de forma bastante dramática com o desenvolvimento do clima”, comenta O'Connell.

“Estou observando as estimativas do comércio privado para o tamanho da safra na América do Sul. Uma das minhas fontes mais respeitadas reduziu a safra de milho na Argentina em 1 milhão de toneladas novamente esta semana.  Para o Brasil, a safra de milho e soja está estável em relação à semana passada. A safra total de milho na América do Sul está agora 6 milhões de toneladas (cerca de 240 milhões de bushels) abaixo do último relatório do USDA”, destaca Al Kluis, Kluis Advisors.

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Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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