Milho começa a semana subindo na B3 e com altas e baixas no físico

Publicado em 14/12/2020 17:18 e atualizado em 15/12/2020 09:55 760 exibições
Chicago perde força ao longo dia e dezembro/20 cai 5 pontos

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A segunda-feira (14) chega ao término com os preços do milho registrando altos e baixos no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, foram percebidas valorizações em Campinas/SP (2,70% e preço de R$ 76,00), Itapetininga/SP (4,29% e preço de R$ 73,00) e Oeste da Bahia (15,69% e preço de R$ 73,46).

Já as desvalorizações apareceram nas praças de Panambi/RS (1,28% e preço de R$ 74,04), Não-Me-Toque/RS (1,39% e preço de R$ 71,00), Campo Novo do Parecis/MT (1,59% e preço de R$ 62,00), Castro/PR (2,78% e preço de R$ 70,00), Ponta Grossa/PR (4,11% e preço de R$ 70,00) e Amambaí/MS (4,62% e preço de R$ 62,00)

Confira como ficaram todas as cotações nesta segunda-feira

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, “o mercado físico do milho seguiu pressionado nos últimos dias com o recuo do dólar. Por outro lado, o fluxo de negócios diminuiu com o produtor mais calmo e as grandes indústrias consumidoras ausentes”.

Ainda nesta segunda-feira, o Cepea divulgou sua nota semanal apontando que a comercialização de milho está bastante lenta, com agentes negociando apenas pequenas quantidades, conforme indicam pesquisadores do Cepea.

“No geral, compradores postergam as aquisições para o próximo ano, enquanto vendedores seguem atentos ao desenvolvimento das lavouras e ao clima. Apesar de as chuvas terem retornado na maior parte das regiões, produtores estimam possíveis quedas na produtividade. Por enquanto, dados oficiais ainda apontam produção recorde na temporada 2020/21, superando 102 milhões de toneladas, mesmo com a redução na primeira safra”, diz a publicação. 

Enquanto isso, a SAFRAS & Mercado divulgou levantamento apontando que o plantio do milho verão no Brasil atingiu 98,8% da área estimada de 3,953 milhões de hectares até a última sexta-feira (11).

B3

Os preços futuros do milho registraram elevações durante a segunda-feira na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações contabilizavam movimentações positivas entre 0,20% e 1,54% por volta das 17h14 (horário de Brasília).

O vencimento janeiro/21 era cotado à R$ 76,15 com ganho de 0,20%, o março/21 valia R$ 76,50 com estabilidade, o maio/21 era negociado por R$ 73,00 com alta de 0,27% e o julho/21 tinha valor de R$ 66,00 com valorização de 1,54%.

Ainda nesta segunda-feira, o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços divulgou seu relatório semanal que aponta as exportações acumuladas de diversos produtos agrícolas até o final da segunda semana de dezembro.

Nesses primeiros 9 dias úteis do mês, o Brasil exportou 2.263.984,8 toneladas de milho não moído. Com isso, a média diária de embarques ficou em 251.553,9 toneladas, patamar 2,75% maior do que a média do mês passado (244.821,8 toneladas). Em comparação ao mesmo período do ano passado, a média de exportações diárias ficou 26,84% maior do que as 198.324,1 do mês de dezembro de 2019.

Mercado Externo

Já os preços internacionais do milho futuro começaram a segunda-feira em alta, mas perderam a força na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registraram movimentações entre 5,00 pontos negativos e 0,75 pontos positivos ao final do dia.

O vencimento dezembro/20 foi cotado à R$ 4,19 com queda de 5,00 pontos, o março/21 valeu R$ 4,24 com alta de 0,50 pontos, o maio/21 foi negociado por R$ 4,27 com ganho de 0,75 pontos e o julho/21 teve valor de R$ 4,28 com elevação de 0,25 pontos.

Esses índices representaram perda, com relação ao fechamento da última sexta-feira, de 1,18% para o dezembro/20, valorização de 0,24% para o março/21 e de 0,23% para o maio/21, além de estabilidade para o julho/21.

Segundo informações do site internacional Successful Farming, os mercados de hoje viram um dia selvagem com as compras observadas nos mercados da noite para o dia, em seguida, entraram em colapso após a reabertura.

 “No meio da sessão, os mercados estão voltando um pouco. Ainda estamos preocupados com o tempo seco e a falta de demanda chinesa significativa em nossos mercados no momento. O clima na América do Sul ainda é quase seco, mas algumas áreas estão recebendo chuvas significativas no nordeste da Argentina, bem como em algumas áreas no Brasil central. É provável que chova em quase todas as áreas nas próximas semanas, mas as ideias são de que ainda estará seco”, disse Scoville.

Al Kluis, Kluis Advisors, diz que os usuários finais estão comprando nas quedas do mercado. “O recuo nos preços dos grãos na semana passada trouxe muita demanda doméstica e de exportação. A base de firmeza e os spreads são sinais positivos para preços mais altos dos grãos. Parece que os comerciais estão comprando quando os preços caem e os fundos estão vendendo”, disse.

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Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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