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Conab traz 1ª projeção para safrinha de milho com 80 milhões de toneladas, 6,7% a mais do que 2020

Publicado em 11/02/2021 10:56 1306 exibições
Produção total de milho é estimada em 105,4 milhões de toneladas e estoques finais deverão ficar em apenas 9,9 milhões de toneladas ao término da safa

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A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) divulgou seu boletim de acompanhamento da safra brasileira de grãos para o mês de fevereiro e, pela primeira vez, trouxe dados de acompanhamento junto à produtores para a segunda safra de milho, deixando de lado apenas o modelo de projeções estatísticas utilizados até então.

Com isso, a área plantada nesta safrinha é estimada em 14.356,7 mil hectares, um acréscimo de 4,4% em relação ao ano passado. Já para a produção, o aumento esperado é de 6,7% para um total de 80.076,6 mil toneladas.

O relatório também destacou a situação de alguns estados em particular. No Paraná, o plantio já se iniciou, mas só deverá atingir larga escala após o avanço da colheita da soja. “A janela de plantio será bem pequena, mas em alguns municípios houve extensão do zoneamento para fomentar o plantio. O percentual já comercializado é bem superior ao dos anos anteriores”, diz a Conab.

Já o Mato Grosso terá um aumento de área projetado para o milho, apesar das condições de clima adversas devido ao atraso no início do atual ciclo e à consequente diminuição da janela de semeadura. Projeta-se área de 5.641,8 mil hectares, com aumento de 4,2% sobre os hectares plantados na temporada passada.

“O milho deverá ganhar espaço especialmente sobre o algodão e culturas como o girassol e o gergelim, das quais, Mato Grosso é o principal produtor nacional. Fatores que incentivam a opção pelo milho se relacionam às cotações recordes, à demanda firme, tanto externa quanto interna, e à comercialização avançada”, pontuam os analistas da Conab.

Primeira Safra

Para a safra de verão, a Conab indica redução de 0,8% no plantio em comparação ao semeado em 2019/20, ficando agora com 4.200,1 mil hectares. “A semeadura do milho primeira safra foi bastante afetada pelo clima, que prejudicou o desenvolvimento das lavouras em todo o país. Após o início repleto de adversidades, considerando tanto o atraso no início das precipitações quanto na irregularidade das chuvas, nos meses subseqüentes, o ciclo 2020/21 passou a observar melhoria do quadro a partir de janeiro, à medida que ocorria a regularização das chuvas com uma melhor distribuição, registrado nas regiões produtoras”.

Terceira Safra

Já para a terceira safra de milho, as estimativas da Conab para o ciclo 2019/20 são de uma área plantada de 535,6 mil hectares e uma produção de 1.775,8 mil toneladas, elevação de 45,4% em relação a safra 2018/19. Já para 2020/21, os suportes estabelecidos pelo mercado sugerem a continuidade do incremento da área plantada.

“Apesar da expectativa, mas considerando que a movimentação dos produtores sobre essas operações ocorrerá a partir do segundo trimestre do ano, a Conab irá, por enquanto, manter as estatísticas observadas no exercício 2019/20”, aponta a publicação.

Oferta e Demanda

No total da safra 2020/21, a Conab espera produção de 105,4 milhões de toneladas, um aumento de 3,1% em relação ao esperado em janeiro e 2,9% maior do que a safra 2019/20.

Quanto ao consumo, as projeções subiram para 71,8 milhões de toneladas, 0,5% maior do que o divulgado em janeiro, ajustado devido “ao bom desempenho das exportações brasileiras e expectativa de aumento da produção doméstica de proteína animal”.

Por outro lado, a Conab mantém inalteradas suas projeções de importação e exportação de grãos de milho em 1 milhão de tonelada e 35 milhões de toneladas, respectivamente para safra 2020/21.

Sendo assim, o estoque final esperado em 2020/21 é projetado em 9,9 milhões de toneladas, queda de 6,6% em relação à safra anterior. “Esse fato se deve ao contínuo crescimento do consumo interno em contraponto com a nova expectativa de volume a ser produzido em 2020/21”, explica a Conab.

Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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