B3 fecha semana de desvalorização para o milho

Publicado em 14/05/2021 16:49 1372 exibições
Chicago cai nesta 6ªfeira e despenca quase 15% na semana

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A sexta-feira (14) chega ao final com os preços do milho mais baixos no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, foram percebidas valorizações apenas nas praças de Tangará da Serra/MT e Campo Novo do Parecis/MT.

Já as desvalorizações apareceram em Ubiratã/PR, Londrina/PR, Cascavel/PR, Marechal Cândido Rondon/PR, Pato Branco/PR, Dourados/MS, São Gabriel do Oeste/MS, Eldorado/MS, Amambaí/MS e Oeste da Bahia.

Confira como ficaram todas as cotações nesta sexta-feira

Enquanto isso, no Rio Grande do Sul, 85% das lavouras de milho do estado já foram colhidas. Na safra anterior a colheita já estava finalizada em 87% das áreas e em 83% na média dos últimos anos cinco. Quanto ao estágio das lavouras ainda em campo, 5% ainda estão em enchimento de grãos e 10% já chegaram à maturação.

“A colheita do milho destinado à produção de grãos segue em ritmo normal, e já foi efetivada em 85% das lavouras. Nesta safra, destacam-se a ocorrência de enfezamento nas lavouras mais tardias, causando redução no potencial, e a estiagem, nas do cedo”, destaca o relatório.

B3

Os preços futuros do milho estenderam as quedas na Bolsa Brasileira (B3) nesta sexta-feira. As principais cotações registraram movimentações negativas entre 0,16% e 1,47% ao final do dia.

O vencimento maio/21 foi cotado à R$ 102,00 com perdas de 0,16%, o julho/21 valeu R$ 96,45 com desvalorização de 1,47%, o setembro/21 foi negociado por R$ 94,90 com queda de 0,63% e o novembro/21 teve valor de R$ 94,81 com baixa de 0,72%.

Com relação ao fechamento da última semana, os futuros do milho acumularam queda de 0,58% para o maio/21, de 7,88% para o julho/21, de 5,43% para o setembro/21 e de 6,08% para o novembro/21 na comparação com a última sexta-feira (07). 

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, o mercado do milho começa a se acomodar com quedas tanto lá fora como internamente no Brasil. Na Bolsa Brasileira, as posições que antes era de R$ 105,00 ou R$ 103,00 já começaram a liquidar.

“Nos próximos dias começa a colheita da safrinha e o mercado está vendo que o Brasil não fez grandes contratos de exportação nos últimos três meses, temos já milho negociado, mas o volume não é grande. As cotações caem porque se olha safra, e os grandes consumidores sabem vai se colher 75 milhões de toneladas e vamos consumidor 40 milhões no segundo semestre”, explica.

Mercado Externo

Já a Bolsa de Chicago (CBOT) perdeu força ao longo do dia e despencou para os preços internacionais do milho futuro nesta sexta-feira. As principais cotações registraram movimentações negativas entre 15,50 e 34,00 pontos ao final do dia.

O vencimento maio/21 foi cotado à US$ 6,85 com desvalorização de 34,00 pontos, o julho/21 valeu US$ 6,43 com perda de 31,00 pontos, o setembro/21 foi negociado por US$ 5,63 com queda de 20,00 pontos e o dezembro/21 teve valor de US$ 5,42 com baixa de 15,50 pontos.

Esses índices representaram desvalorizações, com relação ao fechamento da última quinta-feira, de 4,73% para o maio/21, de 4,60% para o julho/21, de 3,43% para o setembro/21 e de 2,87% para o dezembro/21. 

Com relação ao fechamento da última semana, os futuros do milho acumularam perdas de 11,27% para o maio/21, de 12,16% para o julho/21, de 13,91% para o setembro/21 e de 14,78% para o dezembro/21 na comparação com a última sexta-feira (07).

Segundo informações da Agência Reuters, os futuros do milho nos Estados Unidos caíram pela terceira sessão consecutiva na sexta-feira, com o contrato de referência de julho atingindo uma baixa de duas semanas na liquidação em meio a preocupações com a diminuição da oferta.

A publicação destaca que este foi o primeiro recuo em sete semanas com os comerciantes se concentrando na previsão de oferta maior do que o esperado do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). O relatório do USDA, juntamente com o nervosismo nos mercados financeiros sobre a inflação, alimentou as vendas após o pico de oito anos do milho na semana passada. 

"Só acho que as especificações têm mais vendas a fazer. Pode levar tempo para fazer esse mercado funcionar novamente", disse Jack Scoville, analista do Price Futures Group em Chicago.

Em meio a tudo isso, o mercado ignorou a confirmação do USDA de vendas privadas de 1,36 milhão de toneladas de milho da nova safra dos EUA para a China, o mais recente em uma série de anúncios de vendas de milho nos últimos dias.

Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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1 comentário

  • Marcos Paulo Dambros Itapejara D´Oeste - PR

    Aposto minha lavoura de milho inteira que a produção brasileira não chega nem perto desses 75 milhões de toneladas. Conab e brandalizze só analisam números de papel, saiam de seus escritórios nas capitais e vão para o interior dar uma analisada nas lavouras. Se chegar a 50 milhões de toneladas será uma produção record para o ano como esta correndo.

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    • Carlos William Nascimento Campo Mourão - PR

      O sistema é bruto. assim como Bolsonaro luta contra a grande mídia que espalha fake news, nós , os agricultores também lutamos a mesma batalha. Nunca esperei nada da CNA ou das Federações. Sistema sindical patronal acabou. Vive das merrecas do SENAR. Não soube representar os agricultores na época da contribuição obrigatória. Agora paga o preço. Se a Aprosoja não quiser seguir pelo mesmo caminho, que faça urgentemente o contraponto a esses falsos relatórios. Divulgue estimativa de safra da Aprosoja. Esta entidade tem que botar na cabeça que agricultor quer renda para se manter na atividade e poder encaminhar seus filhos na vida. Nem todos os agricultores tem 10.000 ha de terra plantada. A imensa maioria não está bem das pernas. Entendam que estes relatórios </p><p>falsos tiram a nossa renda mais do que qualquer praga. Façam alguma coisa. Não usem a associação como trampolim político. Poderiam também elaborar um modelo de contrato para as vendas de cereais. Os que temos só tem claúsulas favorecendo os compradores. Se o agricultor pifar na entrega, ele responde com os bens, mas se o a cooperativa pifar, qual a garantia que temos? Os bens da cooperativa estão hipotecados até o 20º grau. E sim, os compradores podem não pagar. Experimenta acontecer o contrário do que aconteceu este ano. Contratar soja a 160 reais e o preço desabar para 80 reais. Aprosoja poderia começar por estas duas iniciativas.

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