Milho sobe nesta 2ªfeira com B3 buscando equilibrar mercado interno e exportação
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A segunda-feira (20) chega ao final com os preços futuros do milho acumulando novas movimentações altistas na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações já flutuam na faixa entre R$ 91,68 e R$ 99,84.
O vencimento julho/22 foi cotado à R$ 91,68 com elevação de 0,55%, o setembro/22 valeu R$ 94,81 com ganho de 0,88%, o novembro/22 foi negociado por R$ 97,22 com valorização de 0,96% e o janeiro/23 teve valor de R$ 99,84 com alta de 0,49%.
Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, a B3 registrou leves altas porque o mercado interno estava mais barato do que o mercado externo, com o porto pagando mais.
“A B3 está fazendo uma correção técnica para equilibrar o mercado interno com a exportação, que na semana passada girava no porto em torno de US$ 330 a tonelada, com o milho de agosto na faixa de R$ 95,00, de dezembro em R$ 100,00 e de janeiro em R$ 101,00. O mercado está bom para o milho com excelentes cotações no porto e o produtor precisa começar a pensar nisso”, diz Brandalizze.
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Já no mercado físico brasileiro, o preço da saca de milho não se movimentou muito e registrou pequenos recuos neste primeiro dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas não encontrou valorização em nenhuma das praças, mas percebeu desvalorizações em Marechal Cândido Rondon/PR, Tangará da Serra/MT e Eldorado/MS.
Confira como ficaram todas as cotações nesta segunda-feira
De acordo com a análise diária da Radar Investimentos, “o mercado do milho encerrou a sexta-feira cotado na média de R$ 86,50/sc em Campinas/SP suportado pela paridade de exportação”.
Ainda nesta segunda-feira, o Cepea divulgou sua nota semanal apontando que, mesmo diante do início da colheita da segunda safra em importantes regiões produtoras, como Mato Grosso e Paraná, os preços do milho apresentaram leves altas na semana passada na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea.
Segundo pesquisadores, a sustentação veio da postura firme de vendedores, que estiveram atentos à maior paridade de exportação. Já demandantes preferiram aguardar melhores oportunidades com o avanço da colheita, cenário que limitou a liquidez. Nos portos, as cotações também avançaram, influenciadas pelas valorizações do dólar e externa.
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