Projeção de produção do milho sobe 1 milhão de toneladas na Argentina, aponta Ministério
![]()
O Ministério de Agricultura, Pecuária e Pesca da Argentina divulgou seu informe semanal de estimativas agrícolas atualizando seus dados para a safra de milho 2021/22. Segundo a publicação, 85% das lavouras de milho argentinas já foram colhidas, uma antecipação de 2 pontos percentuais com relação ao mesmo período do ano anterior.
As regiões mais adiantadas com os trabalhos são Junín, Pergamino, Salliqueló, Venado Tuerto, Corrientes, Jujuy, Misiones e San Luis (100%), Lincoln, Marcos Juárez, Paraná e Rosario del Tala (99%), Bolívar e 25 de Mayo (97%), La Plata (96%), Río Cuarto e Cañada de Gómez (95%), Pahuajó (94%), Bahía Blanca e San Francisco (93%), General Madariaga, Laboulaye, Casilda e Stgo. Estero (92%), Bragado (90%).
Por outro lado, as atividades estão mais atrasadas em Avellaneda (12%), Chaco Pcia.R.S.Peña (21%), Tucumán (40%) e Pigué (50%).
Olhando para a qualidade das lavouras, os técnicos do Ministério destacam as delegações de Pehuajó (100%), Avellaneda (20%) e Roque Sáenz Peña (11%) como as com mais áreas avaliadas como muito boas. Já as delegações com mais avaliações ruins são Cañada de Gómez (36%), Casilda (32%), Rosario del Tala (29%) e Río Cuarto (15%).
Diante de todo esse cenário, o Ministério subiu a projeção de produção total das 57 milhões de toneladas estimadas em junho para 58 milhões de toneladas, elevação de 1,8%. Mesmo assim, o patamar é 4,1% menor do que as 60,5 milhões registradas na campanha 20/21.
“Em relação aos rendimentos, apresentam tendência de aumento, no entanto, em relação à campanha anterior, ainda se observa um decréscimo, explicado principalmente pelas condições climáticas (altas temperaturas e falta de umidade) ocorridas durante o mês de janeiro, que afetaram a cultura durante as fases críticas, principalmente nas parcelas de semeadura precoce. Então, as temperaturas mais baixas e a ocorrência de chuvas durante a semeadura em datas posteriores, determinaram o milho com melhores desempenhos, atenuando as perdas, resultando em uma produtividade média ao nível do país próxima a 116,67 sc/ha”, diz a publicação.
Os técnicos do Ministério ainda destacam que, não está descartado que possa haver novos aumentos na estimativa de produção ao final da safra. “Como os que ainda precisam ser colhidos são o milho tardio, não se descarta. Em menor escala, esta campanha caracteriza-se por uma elevada heterogeneidade nos rendimentos, explicada por todas as situações que ocorreram durante a evolução da cultura”.
0 comentário
Cotações do milho fecham semana volátil em Chicago com mercado de olho no Oriente Médio
Foco do mercado na comercialização da soja mantém cotações do milho lateralizadas no Brasil
Entre guerra e custos altos, milho deve perder espaço nos EUA e provocar reação nos preços
Milho: Mercado fecha 5ª feira com estabilidade na Bolsa de Chicago e na B3
Milho fecha em alta em Chicago, enquanto B3 termina o dia em campo misto nesta 3ª
Preços do milho sobem em Chicago nesta 3ª feira, enquanto B3 caminha de lado