Mesmo com perdas, Bolsa de Buenos Aires consolida safra de milho argentina como a 4ª maior produção dos últimos 21 anos
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Com os términos dos trabalhos de colheita da safra de milho na Argentina, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA) divulgou seu informe final consolidando os dados finais do milho argentino no ciclo 2021/22.
De acordo com o levantamento divulgado, o país vizinho cultivou 7,7 milhões de hectares nesta temporada, o que representa a maior área semeada dos últimos 21 anos. “A expansão da área esteve relacionada às boas produtividades coletadas em safras anteriores, ao cenário climático e à relação insumo/produto favorável”.
Já a produção total foi contabilizada em 52 milhões de toneladas. Este patamar é 7 milhões de toneladas menor do que as estimativas iniciais da BCBA para esta safra e representam uma queda de 5,5% com relação à temporada passada. Mesmo assim, o volume se posiciona com o 4º maior registrado nas últimas 21 safras.
Para tanto, a produtividade média argentina ficou em 116,5 sacas por hectare, número 15,67 sc/ha menor do que a safra passada e 11,50 sc/ha atrás da média história para as últimas 5 campanhas. Essas reduções se deram “como resultado do impacto da seca, e dos choques térmicos em janeiro que afetaram os primeiros plantios”, explicam os técnicos da Bolsa.
Do lado financeiro, a BCBA aponta que, dado este volume de produção e os preços internacionais em níveis historicamente elevados, a safra 2021/22 trará US$ 21,302 milhões de Produto Bruto do Milho, uma contribuição recorde para a economia argentina e 16% maior do que o valor do ano passado.
Neste ciclo as exportações de milho da Argentina devem totalizar US$ 10,367 milhões, 3% a mais do que a safra 20/21, e adicionar US$ 4,915 milhões em arrecadação de impostos ao governo argentino, 13% a mais do que a temporada anterior.
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