Mercado calmo e estoques elevados pressionam milho da B3 nesta quinta-feira
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A quinta-feira (8) chega ao final com os preços internacionais do milho futuro contabilizando movimentações próximas da estabilidade, flutuando no campo misto.
A análise da Aginvest destacou os movimentos de lado das cotações do milho, assim como do trigo, no pregão desta quinta-feira na CBOT.
O que ajudou a sustentar as cotações neste dia de quedas para a soja, foi a expectativa do mercado para o relatório de oferta e demanda mundial que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) deve divulgar na próxima segunda-feira.
“O milho tenta se equilibrar na expectativa de redução de estoques finais nos Estados Unidos, com a divulgação do relatório do USDA na próxima semana”, apontam os analistas.
O vencimento março/26 foi cotado a US$ 4,46 com queda de 0,75 ponto, o maio/26 valeu US$ 4,54 com estabilidade, o julho/26 foi negociado por US$ 4,60 com alta de 0,75 ponto e o setembro/26 teve valor de US$ 4,53 com elevação de 1,25 ponto.
Esses índices representaram, com relação ao fechamento da última quarta-feira (7), baixa de 0,17% para o março/26, estabilidade para o maio/26 e ganhos de 0,16% para o julho/26 e de 0,28% para o setembro/26.
Mercado Interno
Já na Bolsa Brasileira (B3), os preços futuros do milho registraram movimentações negativas ao longo de todo o pregão desta quinta-feira, estendendo as perdas registradas nos últimos dias.
Segundo os analistas da Agrinvest, esse foi mais um dia de queda no milho da B3, que apresenta sinais gráficos de “continuidade dessa tendência negativa, especialmente diante de estoques de passagem mais elevados em 2026 e boas perspectivas para a safra de verão”.
A consultoria destaca que neste momento “os contratos da B3 vêm reduzindo o spread em relação ao físico e trabalhando sobre pontos técnicos importantes, o que deixa quem está comprado em uma situação mais delicada, em alguns casos, exigindo stop nos contratos”.
Confira como ficaram todas as cotações nesta quinta-feira
O vencimento janeiro/26 foi cotado a R$ 68,82 com queda de 0,26%, o março/26 valeu R$ 72,67 com desvalorização de 0,55%, o maio/26 foi negociado por R$ 72,35 com baixa de 0,22% e o julho/26 teve valor de R$ 70,55 com alta de 0,06%.
No mercado físico brasileiro o preço da saca de milho registrou poucas alterações neste penúltimo dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou desvalorização somente em São Gabriel do Oeste/MS e percebeu valorizações apenas em Sorriso/MT e Machado/MG.
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