Após dias seguidos de baixas, milho fecha terça-feira com leves ganhos na B3
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A terça-feira (27) termina com os preços internacionais do milho futuro contabilizando movimentações negativas na Bolsa de Chicago (CBOT).
Segundo a análise da Agrinvest, apesar da alta registrada pela soja no pregão de hoje, milho e trigo não tiveram fôlego para acompanhar nesta terça-feira.
“Na Euronext o trigo caiu para a mínima em cinco semanas pressionado pela valorização do euro, que reduz a competitividade do cereal europeu no mercado externo”, apontam os analistas.
O vencimento março/26 foi cotado a US$ 4,26 com desvalorização de 1,75 ponto, o maio/16 valeu US$ 4,34 com perda de 1,25 ponto, o julho/26 foi negociado por US$ 4,40 com baixa de 1,25 ponto e o setembro/26 teve valor de US$ 4,40 com queda de 1 ponto.
Esses índices representaram perdas, com relação ao fechamento da última segunda-feira (26), de 0,41% para o março/26, de 0,29% para o maio/26, de 0,28% para o julho/26 e de 0,23% para o setembro/26.
Mercado Interno
Os preços futuros do milho na Bolsa Brasileira (B3) também finalizaram o pregão desta terça-feira com a maior parte das posições registrando elevações.
A análise da Agrivenst destaca que, após uma longa série de quedas, os futuros do milho registraram pequenos ganhos na B3.
“Mesmo assim, o cenário continua o mesmo. Pressão no spot devido a colheita da safra de milho verão e de soja, levando alguns produtores a serem pressionados pelos gargalos logísticos e de armazenagem”, explicam os analistas da consultoria.
O reporte da SAFRAS & Mercado também ressalta que o mercado brasileiro de milho manteve o cenário de cotações pressionadas dos últimos dias.
“Entre os fatores de pressão para os preços, estão a colheita da safra de verão os estoques de passagem significativos, com necessidade também de liberação de espaço em armazéns para a chegada da safra de soja e a dificuldade de crédito no país, fazendo com que os produtores tenham de vender para fazer caixa”, avalia a consultoria.
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Para o consultor de Safras & Mercado, Paulo Molinari, as colheitas de verão começaram, como sazonalmente ocorre, pelo Rio Grande do Sul, refletindo boas produtividades iniciais. Nas demais regiões, um residual estoque em poder do produtor, o qual tinha a visão de que em janeiro os preços poderiam subir, agora vem ao mercado para vendas na pré-colheita da soja.
“O crédito caro e difícil, além da baixa condição de se alongar dívidas ou comprar insumos para a safrinha com financiamento ou prazo safra, vai levando os produtores a venderem o estoque da safra velha. Para o produtor, os preços de porto não ajudam e esta pressão interna de venda acaba repercutindo no preço de curto prazo”, aponta Molinari.
Confira como ficaram todas as cotações nesta terça-feira
O vencimento março/26 foi cotado a R$ 69,93 com queda de 0,09%, o maio/26 valeu US$ 68,48 com alta de 0,25%, o julho/26 foi negociado por R$ 67,45 com elevação de 0,10% e o setembro/26 teve valor de R$ 67,75 com ganho de 0,15%.
No mercado físico brasileiro o preço da saca de milho também caiu neste segundo dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou desvalorizações em Rio do Sul/SC, São Gabriel do Oeste/MS e Cândido Mota/SP, além de perceber valorização na praça de Tangará da Serra/MT.
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