Milho fecha em alta na Bolsa de Chicago nesta 4ª, na esteira do trigo e da soja
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O mercado futuro do milho na Bolsa de Chicago encerrou o dia em alta nesta quarta-feira (17). O movimento positivo foi construído, em grande parte, pelo efeito de contágio de outros mercados, com destaque para o trigo que liderou os ganhos nesta sessão, além de soja e farelo. O fôlego veio impulsionado por notícias mais favoráveis e um alívio vindo do cenário geopolítico global, o que deu suporte aos ativos agrícolas apesar das baixas registradas no petróleo ao longo do dia.
Assim, os preços terminaram o dia subindo entre 6 e 7,25 pontos nos principais contratos, com o julho sendo cotado a US$ 4,21 e o dezembro a US$ 4,48 por bushel.
Além do fluxo financeiro, os fundamentos climáticos também desempenharam um papel importante para o suporte às cotações. São esperadas, para o Corn Belt, condições climáticas favoráveis e chuvas regulares até o final de junho, o que limita altas mais intensas. No entanto, os operadores já começam a dedicar mais atenção aos alertas desenhados para o início de julho. Embora essas previsões ainda estejam no campo das especulações, o receio de janelas de calor excessivo no auge do desenvolvimento das lavouras acende o sinal amarelo.
O clima não é apenas uma preocupação americana. O calor intenso e a seca severa que atingem algumas regiões produtoras da Europa — com destaque para a França, um dos principais players do continente — vêm comprometendo o potencial produtivo local e reduzindo as expectativas de oferta global, como informou a Agrinvest Commodities.
NA B3, NOVAS BAIXAS
Na contramão do otimismo internacional, a B3 enfrentou mais um pregão marcado por variações moderadas e viés de baixa. A realidade no Brasil é ditada pelo ritmo do campo, uma vez que as cotações seguem pressionadas pelo avanço da colheita da segunda safra, que eleva a disponibilidade física do grão no mercado interno.
As perdas nas posições mais negociadas foram de 0,06% a a 0,4%, levando o julho a R$ 63,94 e o setembro a R$ 67,30 por saca. Os contratos mais alongados permanecem acima dos R$ 70,00.
Com isso, o ritmo de negócios mostra-se lento na maior parte das regiões produtoras. Sabendo da entrada do milho novo, os compradores adotam uma postura mais reticente, trabalhando abastecidos e postergando novas aquisições na expectativa de preços ainda mais baixos.
Por outro lado, a alta do dólar frente ao real atuou como um importante amortecedor para as cotações nesta quarta-feira. A valorização da moeda americana - que fechou com R$ 5,11 e alta de de 0,4% - ajudou a limitar o recuo no mercado futuro nacional.
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