Preço do milho sobe 36% em Natal

Publicado em 14/06/2010 07:16 e atualizado em 14/06/2010 12:41 426 exibições
Confirmando as previsões de analistas, a escassez de chuvas registrada no Rio Grande do Norte ao longo dos primeiros meses de 2010 provocou o aumento do preço do milho, produto bastante consumido durante este período do ano e que é base para a grande parte dos pratos que integram a mesa das festas juninas. Na Feira do Milho, promovida pela Central de Abastecimento do Rio Grande do Norte (Ceasa) – que funciona desde o último sábado-, a mão do produto (que corresponde a 50 espigas), será comercializada a uma média de R$ 30, enquanto no ano passado o valor médio era R$ 22. O aumento foi de mais de 36%.

Nos supermercados de Natal, o preço mais comum da bandeja com cinco espigas já descascadas é de R$ 4. Dessa forma, a diferença entre os dois tipos de ponto de venda é pequena: o consumidor que comprar na Ceasa pagará em torno de R$ 0,60 por unidade e para aquele que optar por adquirir o milho nos supermercados o custo ficará em cerca de R$ 0,80.

Se estendendo até o dia 30, a edição deste ano da Feira Estadual do Milho contará com 20 barracas voltadas para a comercialização do produto e oito para a venda de comidas típicas, montadas no estacionamento do Centro de Comercialização do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), localizado no cruzamento entre as avenidas Jaguarari e Capitão-mor Gouveia. A expectativa dos organizadores é movimentar em torno de R$ 1 milhão, o que representará um incremento de 20% em relação ao ano passado, quando o faturamento alcançou os R$ 800 mil.

De acordo com o gerente comercial da Ceasa, César Arruda, há uma expectativa de elevação no preço do produto neste período, em relação a 2009, devido a escassez de milho causado pela pequena quantidade de chuva que caiu no Rio Grande do Norte, desde o início do ano. “A média de preço da mão do milho deverá ser de R$ 30, enquanto no ano passado o preço médio ficou em R$ 22. E quando chegar mais perto do São João pode ser que a mão chegue a custar R$ 40”.

A Ceasa estima que 50 produtores e 28 comerciantes participem da feira, com a expectativa de que sejam comercializados cerca de 1 milhão de toneladas de milho, superando as 600 toneladas que foram comercializadas na feira de 2009.

Programação

Durante os 19 dias de evento, cerca de 2 mil pessoas são esperadas no local, que foi transferido do Largo do Machadão devido à falta de estrutura e segurança da área. Além desse volume, outra parte de consumidores deverá ser atraída pela programação cultural que será realizada no interior do Centro de Comercialização do Pronaf, contando com praça de alimentação, apresentações de quadrilhas juninas e shows com bandas de forró.

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Fonte:
Tribuna do Norte

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