Impacto de vacina sobre demanda por petróleo ainda levará muitos meses, diz IEA

O lançamento de vacinas neste mês para combater a pandemia de coronavírus não irá reverter rapidamente a destruição vista na demanda global por petróleo, alertou a Agência Internacional de Energia (IEA na sigla em inglês) nesta terça-feira.
"A compreensível euforia ao redor do início de programas de vacinação explica parcialmente preços mais altos, mas ainda levará diversos meses antes que alcancemos uma massa crítica de pessoas economicamente ativas vacinadas e possamos então ver um impacto sobre a demanda por petróleo", disse a IEA em relatório mensal.
"Nesse meio tempo, os feriados de final de ano estarão diante de nós com o risco de um novo salto nos casos de Covid-19 e a possibilidade de ainda mais medidas de isolamento."
A agência com sede em Paris revisou para baixo as estimativas para a demanda por petróleo neste ano, em 50 mil barris por dia (bpd), enquanto cortou projeções para o próximo ano em 170 mil bpd, citando a demanda escassa por combustível de aviação, uma vez que menos pessoas tem viajado de avião.
A Europa responde por boa parte da retração, com previsão de demanda menor no quarto trimestre do que no terceiro, devido à nova onda de medidas de isolamento.
A IEA ainda elogiou a "eficiente" gestão da oferta pelos grandes produtores da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e aliados incluindo a Rússia, um grupo conhecido como Opep+, que chegou a acordo neste mês para manter restrições de oferta.
"A demanda claramente será menor por mais tempo que o esperado quando o acordo de oferta foi concluído em abril, e há uma produção em alta na Líbia que precisa ser acomodada", disse a agência.
"O mercado continua frágil e precisa de ajustes cuidadosos."
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