Baixas continuam se intensificando e petróleo cede mais de 12% com temores de nova variante da Covid-19 que desafia até vacinas

Publicado em 26/11/2021 08:55 e atualizado em 26/11/2021 17:35 4535 exibições
Mercados agrícolas voltam do feriado do Dia de Ação de Graças com perdas; soja e milho recuam mais de 1,5%, açúcar mais de 2,5% e café quase 2%

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Os preços do petróleo despencavam mais de 10% neste início de tarde de sexta-feira (26) nas bolsas externas, com mínimas de dois meses sendo testadas, em meio temores com a demanda diante da nova variante da Covid-19 detectada na África do Sul que desafia até as vacinas existentes.

Por volta das 13h50 (horário de Brasília), o petróleo WTI recuava 12,87%, para ser cotado a US$ 68,36 o barril. Enquanto isso, o óleo do tipo Brent tinha perda de 11,18%, valendo a US$ 72,86 o barril.

Cientistas do Reino Unido em anúncio para a imprensa na quinta-feira (25) consideraram a nova variante (B.1.1.529) da África do Sul como a mais significativa encontrada até agora e afirmam que ela poderia restringir as viagens e reduzir o crescimento econômico e a demanda por combustível no mundo.

Diante desse cenário delicado para as perspectivas do petróleo, considerado o pai das commodities, as agrícolas na Bolsa de Chicago (CBOT) retomaram os negócios do feriado do Dia de Ação de Graças com perdas expressivas, assim como as softs commodities na Bolsa de Nova York e Londres.

A soja e o milho recuavam mais de 1,5%, o óleo de soja perdia mais de 2% e o farelo quase 1,5%, o açúcar tinha desvalorização de mais de 2,5% e o café quase 2%.

Extração de petróleo na França REUTERSChristian Hartmann
Laboratório alemão BioNTech, sócio da Pfizer, levará até duas semanas para verificar eficácia de sua vacina - Foto: Reuters

A nova cepa pode tornar as vacinas menos eficientes, pois tem uma proteína spike que difere drasticamente das do coronavírus original, a qual as vacinas criadas até o momento foram baseadas. A variante da África do Sul tem mutações que também podem evadir a resposta imunológica gerada pelas infecções anteriores.

"O que sabemos é que há um número significativo de mutações, talvez o dobro do número de mutações que vimos na variante Delta", afirmou o secretário inglês de Saúde Sajid Javid à imprensa.

"E isso pode indicar que ela pode ser mais transmissível e que as atuais vacinas que temos podem ser menos eficientes".

Ainda segundo a Reuters internacional, os investidores do petróleo também estavam observando a resposta da China à liberação dos Estados Unidos de milhões de barris de petróleo de reservas estratégicas em conjunto com outras grandes nações na tentativa de conter os preços com maior oferta.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e Aliados (Opep+) ignorou os constantes pedidos dos EUA para elevar a oferta.

"A avaliação inicial da OPEP sobre a liberação coordenada e o súbito aparecimento de uma nova variante do coronavírus levanta sérias preocupações sobre o crescimento econômico e o equilíbrio do petróleo nos próximos meses", disse à Reuters o analista do PVM, Tamas Varga.

Pfizer em alerta com nova variante

Após preocupação dos cientistas com a nova variante do coronavírus na África do Sul, o laboratório alemão BioNTech, sócio da Pfizer, disse nesta sexta que levará até duas semanas para verificar se sua vacina é ou não eficaz contra a cepa. E, em menos de 100 dias, poderiam ajustar seus imunizantes.

"Pfizer y BioNTech se prepararam há vários meses para ajustar sua vacina em menos de seis semanas e entregar as primeiras doses em 100 dias no caso de uma variante resistente", disse um porta-voz do laboratório à AFP.

Por:
Jhonatas Simião
Fonte:
Notícias Agrícolas

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