Preços do petróleo sobem com EUA proibindo petróleo russo e Reino Unido cortando gradualmente
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Por Shariq Khan
BANGALORE (Reuters) - Os preços do petróleo fecharam com alta de cerca de 4% nesta terça-feira, quando os Estados Unidos proibiram as importações do produto russo e o Reino Unido disse que irá eliminá-las gradualmente até o final do ano, uma decisão que deve piorar os fluxos no mercado global de energia, já que a Rússia é o segundo maior exportador da commodity.
Os preços de petróleo subiram mais de 30% desde que a Rússia invadiu a Ucrânia, e os Estados Unidos e outros países impuseram sanções.
As sanções já haviam derrubado as exportações russas de petróleo e gás antes mesmo da proibição, já que os comerciantes tentavam evitar entrar em conflito com futuras medidas.
O presidente dos EUA, Joe Biden, anunciou a proibição do petróleo russo e outras importações de energia na terça-feira, enquanto o Reino Unido disse que eliminará gradualmente a importação de petróleo e derivados russos até o final de 2022, dando tempo ao mercado e aos negócios para encontrar alternativas.
Os futuros do Brent fecharam a 127,98 dólares o barril, alta de 3,9%, enquanto o petróleo dos EUA fechou a 123,70 dólares o barril, subindo 3,60%.
A Rússia envia de 7 milhões a 8 milhões de barris por dia de petróleo e combustível para os mercados globais.
Embora os Estados Unidos importem muito pouco petróleo da Rússia, a proibição é "mais uma fonte de perda de oferta", disse Matt Smith, analista de petróleo da Kpler.
Muitos compradores já estão evitando o petróleo russo para não se envolver nas sanções existentes, e a Shell disse que interromperia todas as compras à vista de petróleo russo depois de receber críticas por uma compra feita em 4 março.
Enquanto isso, alguns observadores do mercado levantaram preocupações de que o rali foi exagerado e o petróleo brevemente devolveu a maioria dos ganhos cerca de uma hora antes do fechamento. Os comerciantes atribuíram o recuo a relatos sobre o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky não pressionar mais pela adesão à OTAN.
(Reportagem adicional de Sonali Paul e Mohi Narayan em Nova Delhi)
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