Governo corta subsídios agrícolas para reduzir rombo nas contas públicas

Publicado em 13/09/2016 07:31

Apesar do discurso de que a competitividade da agropecuária brasileira justificaria cortes de subsídios, na prática o governo tenta, com a diminuição desses benefícios, reduzir o rombo do setor nas contas públicas, no processo de ajuste fiscal. Relatório do Tesouro obtido pelo Grupo Estado, aponta que, entre janeiro de 2015 e julho de 2016, o Tesouro gastou 14,3 bilhões de reais somente para cobrir o déficit gerado pela postergação de repasses a bancos financiadores de operações do crédito rural – os chamados “restos a pagar” na rubrica orçamentária.

O período coincide com as “despedaladas” fiscais e o acerto de contas com instituições financeiras feito pelo governo. O rombo no Tesouro chegou a 11,6 bilhões de reais no ano passado e, entre janeiro e julho de 2016, atingia 2,73 bilhões de reais. Em 2015, o governo registrou a execução de um orçamento de 7,8 bilhões de reais com subsídios. Os gastos com operações financeiras bancárias de subvenção ao setor agrícola, no entanto, somaram 19,5 bilhões de reais. Segundo o Tesouro, a diferença entre as cifras refere-se à quitação dos restos a pagar, ou seja, são de operações antigas.

De janeiro a julho deste ano, 8,6 bilhões de reais estavam previstos no orçamento com subsídios. O que foi pago no total, porém, chegou a 11,3 bilhões de reais. Ou seja, o resultado foi um rombo de 2,6 bilhões de reais no período. O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, expõe abertamente que não há recursos em caixa que sustentem subsídios como os concedidos no passado. O Ministério da Fazenda não quis comentar mudanças na política adotada pelo governo nos últimos anos para estimular o setor.

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Fonte:
Veja.com

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3 comentários

  • LEONARDO ZUCON Itapeva - SP

    Subsídios? Nós estamos falando de que país? dos Estado Unidos da América? Que possuí seguro agrícola para cobrir o valor investido e a renda perdida naquele ano agrícola? Acho que não se trata do Brasil, não. Eu já dei minha opinião em diversas matérias referente à nosso setor..., muitas pessoas acham que sou radical, mas quem está na produção agricola sabe muito bem que, em primeiro lugar, os valores anunciados em rede nacional do plano safra nunca chegam às mãos dos produtores que realmente necessitam do crédito. Em segundo lugar, quem garante que o valor anunciado corresponde ao valor que realmente foi destinado ao setor? Em um país com tanta corrupção, uma cultura extremamente individualista, o paraíso dos bancos e de políticos desonestos, infelizmente vamos continuar vendo este monte de mentiras e absurdos... Tem emissora de televisão fazendo propaganda do Agro, coisa que nunca fez, inclusive nos seus programas não mostra a realidade nua e crua do agronegócio..., e as pessoas que estão no meio urbano acreditam que o agro está faturando! Será? Será que os custos de produção não acompanharam os preços maravilhosos? É, pois é! Infelizmente este país não vai mudar nos próximos 1.000 anos. As injustiças vão continuar reinando sobre este solo, infelizmente.

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    • wellington almeida rodrigues Sucupira - TO

      É meu caro Leonardo, até tomarmos uma atitude radical nesse agronegócio, as vezes falam que também sou radical em meus comentários, acontece que não sou radical eu não sou é trouxa de ficar puxando saco desses malandros de carteirinha, nosso setor passa por uma devassa destruição, estamos sendo levados a beira do precipício, falo em meus comentários, preciso da ajuda de vocês, precisamos de união, temos que largar o orgulho de lado e lutarmos juntos, não precisa que todos sejam envolvidos, basta mais da metade, para que tenhamos uma voz forte que chegue aos mais altos escalões desse governinho de faz de contas, eu juntamente que nossos amigos, Guilherme, Rodrigo, Rensi , Vitor, Carlo, Eduardo e muitos outros produtores que não vou relatar aqui se não vou encher o espaço, defendemos uma agricultura que se anda com suas próprias pernas, quando falo isto amigo, falo de nós mesmos financiarmos nossa atividade, não esses bancos lotados de BUROCRACIA e DINHEIRO, você na agência eles te tratam igual a um cachorro, não te fala nada mas também demora em te atender, agora até que ponto vamos aguentar isso, até que ponto vamos ser marionetes dos jornais e das TVs rede bobo, bobo rural, muitos me criticam, já encontrei pessoas que disse que não sei administrar meu negócio, que não tenho boa gestão, vem cá ver no meu dia dia, falar e fácil, falar de mim a maioria fala, quero ver ser eu..., mas não é nesse intuito nosso bate papo, estamos aqui no NA, falando , falando , debatendo, mas que dia vamos por uma ideia funcionar, estou ansioso por isso, por exemplo, a safra está chegando, estou no banco do Brasil pedindo uma prorrogação do restante do custeio para 5 anos, a normativa do banco central saiu ontem, o banco quer prorrogar para 1, mas espera lá, não tenho só o banco do Brasil, e os investimentos em outros credores, como fica? O banco me respondeu simplesmente assim, NÃO TEMOS NA HAVER COM OUTROS FINANCIAMENTOS COM OUTROS BANCOS, mas espera lá, respondi, coloco um financiamento aqui no BB, demora 4, 5 até 6 meses as vezes nem sai, coloca se no Bradesco com 15 dias está pronto com sua máquina na fazenda, falei mas preciso pagar os investimentos, são tratores , colheitadeiras, plantadeiras, enfim, como vou plantar sem eles, para obter receitas para pagar o BB..., há e a prorrogação de 300 mil por exemplo, estou dando 600 mil de garantia Real, tem mais essa..., estou falando de gente grande o senhor Álvaro do banco do Brasil nacional em Brasília, não desses banquinhos de cidade, para eles tá tudo bem, estamos com os bolsos cheio de dinheiro, não financiaram meu lavoura de milho até hoje, por causa da prorrogação, porque está impactando no limite e querem colocar a receita do milho para dar capacidade de pagamentos, não financiam e querem a receita para não prorrogar para mais tempo, então amigos produtores de todo o Brasil, não podemos ficar somente em conversas, enquanto estamos debatendo eles na surdina da noite estão agindo fortemente para fechar nossas saídas, dominar nosso negócio, mandar e desmandar em tudo, não basta pagarmos 40% de nossas receitas, temos que ser escravos também, alimentar esse sistema podre que beneficia poucos e muitos ficam atolados em dívidas até o pescoço, vamos marcar uma reunião no centro do Brasil, pode ser em Goiânia para ficar mais fácil a todos, e tomar atitudes severas e concretas contra esses safados, sozinho não consigo, mas com 50% mais um dos produtores conseguimos, aguardo ansioso por isso abraço a todos e boa sorte para nós....!

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    • roberto andrea maffessoni Cascavel - PR

      É isso ai mesmo. devido aos problemas climáticos, estamos na realidade enterrando nosso patrimônio, pois a gente faz seguro e não tem cobertura, juros e outros nas alturas (média de custeio em 25%aa) e sempre há desculpas para não nos pagar.

      o que temos a fazer, já que estes desgovernos gostam de pressão, é

      DEIXARMOS DE PLANTAR só 30% neste ano e se não nos derem uma cobertura maior, deixamos de plantar 50% no ano seguinte, até eles acordarem

      NÓS DEIXANDO DE PLANTAR UM POUCO CADA UM, fazemos a diferença.

      ou nos auxiliam ou quebramos a balança de pagamentos do brasil.

      NÓS PODEMOS

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    • wellington almeida rodrigues Sucupira - TO

      Perfeitamente Roberto está na hora de andarmos com nossas próprias pernas, mostrarmos a esse Brasil que tem jeito, igual você mesmo falou deixamos de plantar 30% se não der vamos para 50%, vamos acabar de arrebentar com a balança comercial, chega desse papinho que o Brasil é o celeiro do mundo, com a maioria dos produtores devendo até a alma para os bancos, multinacionais, tradings, lojas de venenos, enfim , tem visto nossos amigos bem próximo enterrados até o pescoço com essas empresas, tem produtor que planta 900 há devendo 15000 sacas de soja para pagar em 2 safras, como paga não dá conta, faz a conta, tem que pagar arrendo ainda, jamais vai sair do sufoco, que se trabalha assim, nem sua culpa foi, teve se uma seca severa...,prestem bem atenção, quando o malandro do lula ganhou em seu primeiro mandato, o banco do Brasil, caixa econômica, eram bancos quebrados, vê hoje, estão milionários, em apenas poucos anos, como se ganha tanto dinheiro desse jeito, hoje os bancos quase não nos atende, você paga suas contas em dia, e não adianta, você senta na mesa do gerente, ele atende telefone, e fica, fica, não tá nem aí com você, levanta vai tomar café, e some, mas na hora de pagar 98 mil de seguro somos bons, na hora de fazer Brasilprev, na hora de pagar seguro de vida, eles ficam doidos para morder no seu bolso..., olha só, esse tipo de problema não está só nos bancos não, está em todos os setores, veja e entendam como está grave, a Bunge fertilizantes comprou, a IAP, SERRANA,MANAH E OUTRA QUE NAO ME LEMVRO, agora a YARA COMPROU A BUNGE, a Dow fez fusão com a Dupont, os chineses cofecon COMPROU NIDERA, NOVA AGRI E SYNGENTA, a Dupont comprou Pioneer, enfim , são muitas , por último a vagabunda da BAYER ucompro a

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    • wellington almeida rodrigues Sucupira - TO

      BAYER comprou a MONSANTO, o que vocês acham disso, tem produtor eufórico falando que é bão demais, coitado deles, estamos indo para o fundo do poço meus amigos, abram os olhos, estamos indo para um verdadeiro monopólio, vai ficar cada produto na mão de um só, não teremos concorrência com ninguém, imagina , para onde estamos entrando...!

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    • Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR

      Sr. Wellington, discordo com o final do seu comentário, quando o Sr. diz: ...para onde estamos entrando...! Penso, que o Sr. usou um gerundismo, mas entendi que estamos propensos a adentrar num sistema monopolista... Errado ! Quanto a esse mercado, há mais de uma década estamos sendo sufocados por práticas de um mercado monopolista. Acho que foi o Sr. Eduardo Lima Porto, que já explicou o impedimento de comercializar no Brasil as moléculas produzidas na China, com preços muito mais acessíveis, para o controle de plantas daninhas e parasitas.

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  • roberto andrea maffessoni Cascavel - PR

    SUBSIDIOS: ou as noticias são mentirosas, ou o governo é mentiroso... para o custeio agrícola, pagamos 8,75% a 12,75% de juros + projeto 0,5% a 2% + seguro (que nunca cobre nada, em torno de 8,5% a 10%) e funrural de 2,3%. TOTAL DE CUSTEIO: acima de 28%... e ainda falam em subsidios?!!! com o detalhe de que colocamos o dinheiro na terra e oramos a Deus e todos os santos, para chover certo na hora certa, e tentamos acertar a hora da venda, pois nos fazem de fantoches, nas mãos dos especuladores... Hipocrisia do AGRONEGÓCIO.... por isso o agricultor está deixando de plantar... Só vão ficar as empresas agropecuárias que captam dolar no mercado externo a 2/3% ao ano e investem aqui. Para nós brasileiros, chega sempre a hora de entregar tudo para os bancos para cobrir custos. Por isso, a agropecuária brasileira está falida.

    Diogo Patua - Mensagem:

    O colega se esqueceu ainda dos custos de cartório que também não são baratos e voltam para o governo...

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    • diogo patua barreiras - BA

      O colega se esqueceu ainda dos custos de cartório que também não são baratos e voltam para o governo...

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    • Luiz Alfredo Viganó Marmeleiro - PR

      Lembrando do Ourocap ou seguro que gentilmente somos lembrados a fazer, e ainda os bancos cobram o "flat" das empresas ao repassar os recursos...

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    • osmar antoninho cauz Medianeira - PR

      Muito boa declá ração Parabéns pela observacao

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    • Cassiano aozane Vila nova do sul - RS

      Do couro sai a correia , mas eu também levo em conta o incômodo de passa dias envolto a preparar uma extensa documentação desde guias e certidões , e se não fizer seguro de vida ou serviços,

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    • Guilherme Frederico Lamb Assis - SP

      Já comentei sobre isso algumas vezes aqui. Esses ditos "subsídios" são uma grande farsa populista, nosso dinheiro que o governo nos toma via impostos estratosféricos para depois usar esse dinheiro para fazer propaganda estatal, com esses ditos empréstimos com condições especiais. O que Obviamente é outra mentira.

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    • Guilherme Frederico Lamb Assis - SP

      "O Governo é bom em uma coisa. Ele sabe como quebrar as suas pernas apenas para depois lhe dar uma muleta e dizer:"veja, se não fosse pelo governo, você não seria capaz de andar!"."

      Harry Browne

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    • Guilherme Frederico Lamb Assis - SP

      "O estado é a grande ficção através da qual todos tentam viver às custas de todos."

      - "L'État c'est la grande fiction à travers laquelle tout le monde s'efforce de vivre aux dépens de tout le monde."

      - L'Etat: Maudit Argent, Página 11, Frédéric Bastiat, Guillaumin et ce, 1849 - 64 páginas

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    • Rodrigo Antonio Noro Ipiranga do norte - MT

      e isso mesmo o tal subsidio e o proprio estelionato sobre os produtores

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    • wellington almeida rodrigues Sucupira - TO

      Tem que incluir nessa conta os juros exorbitantes do cheque especial e o cartão de crédito...!

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  • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC

    O governo precisa subsidiar os juros da agricultura devido aos alto custos de produção e investimentos no Brasil. É a coisa mais contraproducente do mundo, recolhe dinheiro ao tesouro através de impostos e retira dinheiro através dos subsidios?!! Para quem e qual a vantagem de um sistema desses? Lhes digo amigos, se não fosse a falta de transparência dos dados do governo em um dia diria para quem e qual a vantagem em detrimento de quem! Quem no Brasil sabe a verdade sobre isso? Quem poderia dizer: Olhem aqui, as coisas se dão desse modo? Cairiam as estrelas do céu, os capitalistas compadres do governo, qualquer governo certamente viriam à luz e saberiamos a verdade, mas não no Brasil, não aqui no lugar onde setores vitais da politica e da economia estão na mão de maloqueiros, não raro imbecis deslumbrados, que estão nas mãos do movimento comunista sem sequer saber.

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    • Guilherme Frederico Lamb Assis - SP

      Dia 14/9, eu li uma notícia que até essa data somente 12% dos recursos para o custeio do atual ano agrícola tinham sido liberados. Uma situação preocupante, pois a maior parte desses recursos é para ser empregado no verão, que está começando já e o dinheiro não chegou ainda ao destino final.

      Pode não parecer olhando friamente para os números, afinal o ano safra começou há apenas dois meses, mas considerando que a safra de verão já começou a ser plantada e é a que demanda maiores recursos, então vemos que o volume é irrisório.

      Mais um grande problema, os recursos anunciados raramente são aplicados em sua totalidade, todo ano quando encerra o ano safra, parte desses recursos voltam para os cofres públicos e o governo não anuncia essa situação da mesma maneira que faz quando propagandeia a liberação de verbas para o setor.

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