Agência Senado: Gleisi propõe a Temer que renuncie e convoque eleições diretas

Publicado em 25/11/2016 10:40 e atualizado em 25/11/2016 14:40
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Da presidência da sessão não deliberativa desta sexta-feira (25), a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) propôs ao presidente da República, Michel Temer, que renuncie do cargo e convoque eleições diretas. Para ela, é o único caminho para resolver a crise política e permitir a volta do crescimento da economia.

A senadora classificou como muito grave a denúncia do ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, de que teria sido pressionado por Michel Temer para liberação de empreendimento imobiliário em Salvador, de interesse do ministro Geddel Vieira Lima.

— É uma situação muito grave. O que o presidente estava fazendo era tráfico de influência, advocacia administrativa a favor de interesse privado. Disse seu porta-voz que aquilo era mediação de conflito entre ministérios, o que se dá na discussão de políticas públicas, mas não pode se dar em relação a interesses particulares — avaliou.

Para Gleisi Hoffmann, a denúncia feita por Calero agravou a crise política e tornou inviável a votação da PEC do Teto de Gastos (PEC 55/2016), prevista para terça-feira (29). Além de considerar que o governo federal não estaria em condição de pedir a votação da matéria, a senadora reafirmou sua convicção de que a proposta retira direitos e garantias constitucionais.

— A PEC não só vai desvincular recursos da saúde e da educação, mas também vai limitar recursos da Previdência Social. Se a PEC for aprovada, será permitido que brasileiros passem a ganhar menos de um salário mínimo na Previdência, vão desvincular o salário mínimo dos benefícios previdenciários — alertou.

Leia mais sobre o agravamento da crise no governo Temer, com a saída de seu sexto ministro, Geddel Vieira Lima:

>> Na Folha: Geddel decide deixar o cargo após agravamento de crise política

Lindbergh e Gleisi veem crime de responsabilidade em ação de Temer

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) classificou como “muito grave” a denúncia do ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, contra o presidente da República, Michel Temer. A avaliação foi feita na abertura da audiência pública da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), na noite desta quinta-feira (24).

Segundo publicado pela imprensa, Calero informou, em depoimento à Polícia Federal, que o presidente Temer o pressionou para encontrar uma saída para um caso de interesse do ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima. Calero pediu demissão na semana passada, acusando Geddel de pressioná-lo para o que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), órgão vinculado ao Ministério da Cultura, liberasse um projeto imobiliário no qual o ministro adquiriu uma unidade. O imóvel, que fica em Salvador, está com sua construção embargada pelo Iphan.

Na visão de Gleisi Hoffmann, o episódio vai exigir uma postura de muita firmeza por parte do Senado. Ela disse que a ex-presidente Dilma Rousseff foi afastada “politicamente”, em uma manobra para caracterizar a edição de decretos como crime de responsabilidade. Para a senadora, o caso de Temer tem uma evidente base jurídica para um processo de impeachment.

Segundo o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), Temer praticou tráfico de influência e advocacia administrativa ao pressionar o então ministro Calero. O senador também anunciou que vai ter uma reunião com sua equipe jurídica para apresentar um pedido de impeachment. Ele ainda acrescentou que vai pedir uma reunião com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para tratar do assunto.

- Temer usou o cargo de presidente da República para interesses privados. Ele agiu como sócio de Geddel. É gravíssimo e caracteriza crime de responsabilidade – afirmou o senador, que ainda defendeu a realização de eleições diretas, em caso de queda de Temer.

Fonte: Agência Senado

1 comentário

  • Salete carvalho Lavras - MG

    Sempre Gleise e Lindbergh os do contra, vai cuidar dos seus erros vcs que tem o rabo preso não deviam nem dar palpite. Temer está tentando organizar as finanças, consertar um pouco o rombo que o PT deu nos cofres publicos

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