A PETROBRAS E EU...

Publicado em 12/12/2014 12:54 e atualizado em 15/12/2014 15:08 1115 exibições
Por Percio M. Branco, geólogo, post escrito em 24 de abril de 2014, em seu blog sobre mineralogia.

A Petrobras e eu

 

 

Quando eu era estudante de Geologia, na segunda metade da década de 1960, nossa profissão era muito pouco conhecida. Ainda é, na verdade, mas bem menos que naquela época. Quando me perguntavam que curso eu estava fazendo e eu respondia Geologia, era muito comum o comentário Ah, e depois vai trabalhar na Petrobrás, né?

Associar a profissão de geólogo com a Petrobrás não era pura desinformação. Nossos cursos de Geologia surgiram pela necessidade de fornecer este tipo de técnico àquela empresa, criada quatorze anos antes de eu ingressar na universidade.

Nunca trabalhei na Petrobrás, mas, depois de diplomado, as confusões continuaram a acontecer: quando eu dizia que era geólogo (muitos entendiam zoólogo), vinha o comentário: Ah! Trabalha na Petrobrás?

Na verdade, o trabalho na grande empresa brasileira de petróleo nunca me atraiu muito, como não atraiu vários de meus colegas de turma. A Petrobrás oferecia ótimo plano de carreira, excelente programa de treinamento e uma remuneração atraente. Mas, ao lado dessas atrações, havia inconvenientes.

Obviamente, a gente iria trabalhar com pesquisa para petróleo, e isso a empresa só fazia nas áreas geologicamente mais promissoras, entre as quais não se incluía (como ainda não se inclui) o sul do Brasil. Além disso, era um trabalho muito especializado e numa empresa que detinha monopólio da pesquisa de petróleo no Brasil, de modo que quanto mais a gente se especializasse trabalhando na Petrobrás, mais restrito ficava o mercado para quem dela saísse.  Pelo menos era o que eu e vários dos meus colegas de turma pensávamos.

Além, disso, havia outro fator, menos importante, mas presente: dizia-se – não sei se era verdade – que a Petrobrás não gostava de geólogos gaúchos porque eles não ficavam lá muito tempo. Depois de uns dois ou três anos, saíam.

No ano em que me formei, a empresa procurou geólogos recém-formados para contratar e, apesar das restrições apontadas, fiz a prova de seleção que ela exigiu (não sei bem se era concurso). As ofertas de emprego eram escassas e eu não podia me dar o luxo de escolher muito.  Por coincidência ou não, ninguém da minha turma foi chamado e nunca fiquei sabendo do resultado da minha prova.

Apesar de nunca ter exercido atividades profissionais na nossa empresa estatal de petróleo, ela sempre foi importante para mim. Como brasileiro e como geólogo, não havia como ignorar sua relevância em muitos aspectos, e tudo o que de importante com ela acontecia me interessava, como continua interessando.

Empresas petrolíferas ocupam lugar de destaque no mundo todo. A pesquisa e produção do petróleo são empreendimentos muito caros e envolvem, portanto, recursos muito grandes. Se o petróleo está no fundo do mar, o custo é bem mais elevado. E se for no pré-sal, a profundidades muito maiores, eles sobem ainda mais. Além disso, o risco de insucesso nesse tipo de

Se, apesar disso, tanto se investe nesse setor, é porque o preço do produto compensa, e muito. Daí haver quem diga que o melhor negócio do mundo é uma empresa de petróleo bem administrada e o segundo melhor negócio do mundo, uma empresa de petróleo mal administrada. pesquisa é também alto.

A Petrobrás não foge à regra: opera com grandes recursos financeiros, investe muito em desenvolvimento tecnológico e paga elevados salários, exatamente como fazem as grandes empresas do setor com as quais é obrigada a competir, principalmente porque já não existe o monopólio estatal de pesquisa, produção e, na prática, também de refino que havia antes.

Numa empresa em que tudo é grande, não é de estranhar que ela tenha lugar de destaque na administração federal. Quando foi escolhido para presidir o país, durante o regime militar, o que fazia o general Ernesto Geisel? Era presidente da Petrobrás.  E o ex-presidente Lula a ela se referia, quando estava na presidência, como “aquela nação amiga”.

Cobiçando seu controle, os políticos sempre estiveram de olho nos seus importantes cargos de direção. Mas, até alguns anos atrás, parecia que a área técnica da empresa ficava sempre preservada, permitindo contínuo crescimento. Infelizmente, isso já não acontece, como tem mostrado a imprensa todos os dias.

geologoEm um país onde a corrupção parece estar em todos os setores da administração pública, nossa petroleira, dona de um orçamento gigantesco como ela, se vê envolvida em corrupção e desvio de recursos públicos de igual magnitude.

Mas, o que se fez na compra da refinaria de Pasadena é demais até para o gigantismo de uma Petrobrás. Metade de uma refinaria nos EUA que havia sido adquirida por US$ 42,5 milhões foi comprada por ela, pouco depois, em 2006, por US$ 360 milhões!  O que já seria um absurdo total dobrou de tamanho: a Petrobrás, por força contratual, foi obrigada a comprar a outra metade da refinaria, tentou fugir dessa cláusula do contrato, não conseguiu e acabou pagando mais de US$ 1 bilhão por algo que valia US$ 42,5 milhões (ou pouco mais, considerando investimentos que haviam sido feitos antes da compra).

Não importa que a oposição queira explorar esse assunto na campanha presidencial desse ano – ela certamente o fará. É preciso que isso seja muito bem esclarecido e que os responsáveis sejam claramente indicados. E não há como tirar a presidente da República disso. Ela conhece muito bem o setor energético. Foi secretária de Minas e Energia do Rio Grande do Sul, em dois governos. Foi ministra de Minas e Energia de Lula. Era presidente do Conselho de Administração da Petrobrás na época da compra. Foi a todo-poderosa chefe da Casa Civil da Presidência da República. E é há quatro anos presidente deste país. Não há como dizer que “não sabia”. E, mesmo que não soubesse, teve tempo de sobra para tomar providências. Por que não o fez?

A compra da refinaria de Pasadena é um escândalo monumental.  Mas, o pior é que não é o único problema sério da Petrobrás nos dias atuais.  Em 2010, a dívida da empresa era de 62 bilhões de reais; terminou 2013 com 221,6 bilhões (aumento de 257%).

A autossuficiência na produção de petróleo, anunciada por Lula, foi uma nuvem muito passageira: a produção está estagnada, e o Brasil importa derivados de petróleo, vendendo a gasolina aqui por preço inferior ao pago lá fora.

O congelamento do preço da gasolina ajudou muito a aumentar a dívida da Petrobrás mencionada acima e o lucro por ação da empresa, juntamente como seu valor de mercado, caíram 50% na gestão Dilma Rousseff. A Petrobrás é tão grande que talvez em pouco tempo recupere o prestígio e o valor que tinha alguns anos atrás. Mas não será com esta administração federal que aí está que isso vai acontecer. São necessárias mudanças, grandes mudanças.

Tudo a ver

Leia mais no Blog Percio M. Branco. Lá também encontrarão outros ótimos artigos sob a perspectiva de um geólogo.

Pércio M. Branco é geólogo e especialista em Economia Mineral. Atualmente é professor e consultor de Gemologia, além de autor de outros cinco livros entre eles o livro Dicionário de Mineralogia e Gemologia publicado pela Oficina de Textos e dezenas de artigos. Organizou e dirigiu por 12 anos o Museu de Geologia em Porto Alegre e chefiou o projeto de mapeamento gemológico do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

 

 

Nova geração na guerra contra a impunidade

Procurador Deltan Dallagnol, ao lado de Rodrigo Janot. Fonte: GLOBO

Conversava outro dia com um amigo que tem uma casa de praia, e ele me contava de sua experiência kafkaniana com nossos fiscais corruptos. Para construir uma rampa para subir o jet-ski, foi preciso todo tipo de autorização e aprovação. Coisas do Brasil. Meu amigo, sujeito correto, “caxias” até, fez tudo certinho. E qual não foi sua surpresa quando um fiscal apareceu lá pedindo grana, sem mais nem menos, para não criar problemas?

Parêntese: a essência da burocracia brasileira é criar dificuldades legais para vender facilidades ilegais em seguida. São tantas normas, tantas regras arbitrárias, que sempre é possível encontrar uma ou outra coisa fora do lugar para tentar achacar os outros. O cerne da questão está justamente na quantidade excessiva de regras, fruto de uma fé boboca e infantil no estado burocrata como protetor contra empresários e “ricos malvados” em geral. Fecho o parêntese.

Meu amigo não quis conversa, disse que estava tudo feito dentro das normas, e mandou o fiscal embora. Qual não foi sua nova surpresa quando um oficial da Justiça apareceu com uma intimação às 6h da matina em sua casa?! Resumindo a história: ele foi duas vezes para tribunais, primeiro por uma alegação absurda de que a rampa não atendia aos padrões exigidos, depois sob acusação de impacto ambiental (é mole?). Gastou uma grana com advogado. Desgastou-se. Mas deu tudo certo.

E fiz essa longa introdução justamente pela conclusão que tivemos durante a conversa: sua impressão dos juízes que julgaram e logo arquivaram seus casos por falta de provas foi a melhor possível. Uma mulher jovem, de bom nível, agindo com firmeza e seriedade, e um rapaz jovem que também não perdeu tempo quando notou que aquilo era um absurdo. O receio de meu amigo era que os juízes também fizessem parte do esquema para obter subornos, mas ficou aliviado quando viu que eram pessoas jovens, determinadas e sérias.

Refletimos, então, se essa é uma nova tendência: promotores, juízes, procuradores, gente nova, com boa formação, com um salário que não deixa ninguém rico, mas que garante uma boa qualidade de vida, servidores públicos desprovidos do fervor ideológico de outrora, mas ciosos de sua função primordial no combate à impunidade e à corrupção. São casos cada vez mais comuns, felizmente.

E uma reportagem do GLOBO de hoje mostra exatamente isso, com base na turma por trás da Operação Lava-Jato:

Tendo entre 28 e 50 anos, os nove — Dallagnol, Mattos, Antonio Carlos Welter, de 46 anos, Athayde Ribeiro Costa, de 34, Januário Paludo, de 49, Orlando Martello Júnior, de 42, Paulo Roberto Galvão, de 36, Roberson Henrique Pozzobon, de 30, e Carlos Fernando dos Santos Lima, de 50 — são representantes de uma nova face do MP. Trabalham em conjunto, são especialistas em diferentes áreas — de improbidade administrativa a atividade policial, passando por colaboração jurídica internacional — e a maioria já concluiu o mestrado. Dallagnol estudou em Havard, e Lima, em Cornell, nos EUA. Welter passou pela Universidade de Coimbra, em Portugal, e Galvão, pela London School of Economics, na Inglaterra. Eles ainda costumam dar cursos na Escola Superior do Ministério Público e escrever livros e artigos.

[...]

— Essa nova geração do MP, que é formada por homens e mulheres do seu tempo, tem uma pauta de valores mais clara. Eles já não estão tão ligados à ideologia. Por isso, digo que essa juventude não é revolucionária, mas evolucionista. Esses novos procuradores têm consciência do poder do Ministério Público. Sabem que, com um pouco de boa vontade e destemor, podem operar contra a impunidade — disse o procurador Edilson Mougenot Bonfim, que costuma dar palestras no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) sobre a nova geração do MP:

— Muitos cresceram acompanhando as expectativas dos pais sobre o Brasil e agora podem corresponder a isso, trabalhando pelo fim da impunidade, pela igualdade de direitos e de aspirações. Se veem assim na incumbência histórica de levar à frente essas ações. Sabem que a vontade de termos uma sociedade melhor sempre existiu, mas veem que agora é o momento, que não dá mais para postergar.

Esse pessoal tem feito a diferença! Eles agem com coragem, com convicção na Justiça, no império das leis, no Estado Democrático de Direito, e valorizam sua independência. Assim como respeitam e estimam a independência da imprensa também. O procurador Dallagnol, discordando da presidente Dilma, que chegou a dizer que não é função da imprensa investigar, afirmou que enxerga na imprensa independente uma “aliada” na guerra contra a impunidade.

E somos mesmo! Nem preciso dizer que tenho orgulho de abrigar meu blog na Veja, ícone dessa imprensa independente que produz jornalismo de verdade, doa a quem doer. E por isso entendo tão bem o que motiva esses jovens procuradores e juízes: nem tudo na vida se mede pela conta bancária. Aliás, as coisas mais importantes não!

Eis algo que um vendido jamais entenderá. Os corruptos costumam medir os demais por sua régua, projetam o que são nos outros, olham a humanidade diante de um espelho. Como se vendem com facilidade, pensam que todos fazem o mesmo. Blogueiros e “jornalistas” que atuam na mídia chapa-branca, ganhando muito dinheiro de verbas estatais em troca da cumplicidade, revoltam-se com aqueles que preferem abrir mão de mais grana em troca de algo bem mais valioso: a consciência limpa e a convicção de que luta a boa luta em prol da liberdade e da justiça.

Juntos, a nova leva de jornalistas corajosos e sem o velho ranço ideológico marxista, e essa nova geração de servidores públicos honrados, preparados e sérios, têm uma chance rara de mudar o Brasil, de finalmente reduzir a impunidade e a corrupção, e implantar uma República de fato neste país. Saibam que contamos com todos vocês, admiramos seu trabalho, e estamos juntos na mesma luta. Tremei, corruptos!

Rodrigo Constantino

 

 

Destruição criativa: o poderoso insight de Schumpeter

Joseph Schumpeter

“Capitalismo sem bancarrota é como Cristianismo sem inferno.” (Frank Borman)

No capitalismo, empresas são criadas ou fechadas de acordo com a demanda do mercado, isto é, dos consumidores. Empreendedores arriscam suas idéias e capital em um produto ou serviço ainda não testado, e a sua aceitação por parte do público é que viabiliza ou não a sobrevivência da empresa. Este é um processo dinâmico, competitivo, e que garante o melhor atendimento ao consumidor, pois seu direito de escolha é a maior arma no mercado livre. Qualquer alternativa a este modelo representa a transferência do poder do consumidor para burocratas do governo. O que se segue é invariavelmente maior corrupção e ineficiência.

Em Capitalism, Socialism and Democracy, Joseph Schumpeter tratou do tema em um dos capítulos. Ele afirma que o ponto essencial ao lidar com o capitalismo é compreender que se está lidando com um processo evolucionário. O capitalismo é, por natureza, um método de mudança econômica e jamais pode ser estacionário. O impulso fundamental que mantém a máquina capitalista em ação vem dos bens novos, dos novos métodos de produção ou transporte, dos novos mercados ou das novas formas de organização industrial que as empresas capitalistas criam.

Há uma constante revolução de dentro da estrutura econômica, destruindo a velha ordem e criando uma nova. “Esse processo de destruição criativa é o fato essencial sobre o capitalismo”, diz Schumpeter. Ele achava, entretanto, que esse processo poderia ter fim algum dia, e que o sucesso do capitalismo plantaria as sementes de seu fracasso, levando ao socialismo. A história vem provando, porém, que o economista austríaco estava errado nesse aspecto.

O Estado “bem-feitor” julga que seus governantes são seres iluminados e clarividentes, além de totalmente íntegros, e irão portanto defender os interesses do “povo” contra a competição predatória do capitalismo. Nada mais longe da realidade. Quando o governo interfere na livre competição, as trocas passam a ser de favores, não produtos. O que pode salvar ou matar uma empresa passa a ser a caneta do burocrata poderoso, não a satisfação do público.

Logo, agradar esse burocrata passa a ser mais importante que agradar os consumidores. Empresas passam a gastar milhões com lobistas, desviando energia e recursos que poderiam estar voltados para a melhoria dos produtos. Quando o governo é o “hospital” das empresas problemáticas, o que temos é uma “socialização” dos prejuízos, distribuídos entre os pagadores de impostos, enquanto lucros ficam retidos para os empresários amigos do Estado.

Tudo isso é muito lógico, mas ainda assim inúmeras pessoas defendem tal modelo prejudicial aos próprios consumidores e pagadores de impostos. Por trás dessa contradição, encontra-se falta de conhecimento sobre os fatos, assim como um romantismo “nacionalista”, que pede proteção aos empresários locais contra a “fúria” do capitalismo global. Como se o local no mapa onde o empresário nasceu tivesse alguma ligação com o que é benéfico ou não para o usuário do produto!

Essas pessoas acabam contribuindo para a perpetuação das oligarquias nacionais, impedindo que o melhor e mais barato chegue aos consumidores. Para salvar poucos empresários que estão com problemas justamente por não estarem entregando o que o cliente deseja em custo e benefício, pedem medidas que prejudicam ainda mais esses clientes. Querem a “proteção” contra os avanços tecnológicos e acabam prejudicando todos os consumidores.

Quando Thomas Edison criou a lâmpada no final do século XIX, os produtores de velas devem ter entrado em pânico. Fosse na época um governo com essa mentalidade esquerdista, talvez vivêssemos sem luz elétrica até hoje. Ford criou seu Modelo T no começo do século XX, popularizando um produto até então de luxo. Com uma mentalidade anti-capitalista, era bem possível que o governo atrapalhasse tal evolução para proteger os produtores de carroças.

O advento do computador criou fortes dificuldades para empresas que fabricavam máquinas de escrever. Salvar tais empresas poderia significar a condenação do consumidor ao uso eterno desse equipamento antiquado. Quando uma Wal-Mart desbanca o dono da quitanda, é porque oferece melhores serviços a preços menores. Mas se o dono da quitanda fosse próximo o suficiente do governo, poderia conseguir medidas para dificultar esse processo natural que beneficia a todos. Os exemplos são infindáveis.

Além disso, o processo capitalista acaba favorecendo especialmente as massas. Os mais ricos acabam funcionando como cobaias para os novos produtos, que por reduzida escala custam muito caro no começo. Ninguém tem como saber a priori quais serão os bens mais demandados e bem sucedidos. As empresas, em ambiente competitivo, testam diferentes alternativas, e os próprios consumidores votam através do livre mercado.

Uma vez mais claro qual o vencedor, a produção passa por uma fase de massificação, permitindo acelerada queda nos custos. Com menores preços, os produtos novos podem alcançar as classes mais baixas de renda. Essa é a trajetória que explica o fato de quase todos os americanos terem ar condicionado em suas casas, telefones celulares, computadores etc. Em termos de conforto material, um trabalhador humilde hoje pode usufruir de mais coisas que um nobre do feudalismo.

O fato é que o capitalismo é um processo dinâmico e livre, onde a interação dos agentes é que determina a sobrevivência das empresas, e a competição força a eterna evolução dos bens e serviços. Riqueza não é algo estático, obtido diretamente da natureza. É fruto do esforço de indivíduos. Respeitar a liberdade do mercado, sem interferência de burocratas, é o único meio de garantir a justiça e o poder dos consumidores e suas preferências individuais.

Nesse processo competitivo, onde vários brigam para atender melhor o cliente, cadáveres irão surgir. Mas serão frutos justamente da escolha dos consumidores. Ceder poder ao Estado para ressuscitar tais moribundos ineficientes é agredir tanto o consumidor como o pagador de impostos. Seria a destruição da “destruição criativa”, que tanto favorece os consumidores.

Texto presente em “Uma luz na escuridão”, minha coletânea de resenhas de 2008.

Fonte:
Blog Persio Branco

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1 comentário

  • Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR

    Alguém se lembra dos escândalos e “quebras” do BANESPA, BANERJ, BANESTADO e de tantos outros bancos estaduais. Qual foi a principal causa? Muitos vão se lembrar de que foi gestões com “influências políticas” o principal motivo que levaram todos à bancarrota.

    Agora, acordamos todos os dias com notícias escabrosas envolvendo a Petrobrás e ficamos indignados, indignados por quê? Sabíamos de longa data que era inevitável, era só uma questão de tempo!

    O histórico de “nossa” democracia patrimonialista que privilegia a forma de governo, utilizando assessores públicos e recursos públicos em beneficio particular ou de grupos provocam esses “gran finales”!

    Diante desta triste realidade que nos acompanha desde a “República Velha”, ouso parafrasear uma máxima:

    DINHEIRO E POLÍTICO, NÃO SE MISTURA!

    ESTA MISTURA PODE FAZER MAL A SUA SAÚDE!

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