Candidatura de Lula é uma aposta no cinismo, por JOSIAS DE SOUZA (UOL)

Publicado em 13/01/2017 08:24 e atualizado em 15/01/2017 12:30
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O objetivo principal de toda essa encenação é reforçar a imagem de um “herói popular”, diz O ESTADÃO em editorial nesta sexta-feira. E mais: Editorial da FOLHA: Pragmatismo petista...

Dentro de seis dias, o PT deve deflagrar uma cruzada por eleições diretas e lançar a re-re-recandidatura de Lula. Numa reunião do diretório nacional do partido, o pajé do petismo aceitará o sacrifício de retornar ao Planalto para salvar o país. Não é propriamente um projeto político. Trata-se de uma aposta no poder de sedução do cinismo.

Só há uma coisa pior do que o antipetismo primário. É o pró-petismo inocente, que engole todas as presunções de Lula a seu próprio respeito. Isso inclui aceitar a tese segundo a qual o xamã da tribo petista veio ao mundo para desempenhar uma missão que, por ser divina, é indiscutível.

Todos os líderes políticos cultivam a fantasia da excepcionalidade. Mas nunca antes na história desse país surgiu um personagem como Lula. Dotado de uma inédita ambição de personificar a moral, acha que sua noção de superioridade anistia os seus crimes. E avalia que seu destino evangelizador o dispensa de dar explicações.

Não é a hipocrisia de Lula que assusta. A hipocrisia pelo menos é uma estratégia compreensível para alguém que é réu em cinco inquéritos e convive com o risco real de ser preso. Melhor ir em cana fazendo pose de presidenciável perseguido do que amargando a fama de corrupto.

O que espanta é perceber que, em certos momentos, Lula parece acreditar de verdade que sua missão sublime no planeta lhe dá o direito de cometer atentados em série contra a inteligência alheia. Desprezadas a lógica e as evidências, sobram o cinismo e a licença dada por Lula a si mesmo para tratar os brasileiros como idiotas. Mesmo sabendo que já não encontra tanto material.

Com lama pelo nariz, Lula fala em salvar o país, por JOSIAS DE SOUZA (UOL)

“Se preparem, porque, se for necessário, eu serei candidato à Presidência”, proclamou Lula em palanque do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST), em Salvador. Só faltou explicar o que significa “se for necessário”, embora pareça óbvio que ele se refere, como sempre fez, às próprias conveniências. De boné e camiseta vermelha, o ex-presidente abusou mais uma vez de seus dotes demagógicos e perseverou na prática antipedagógica de iludir o País com a afirmação dogmática de que o governo existe para gastar o que for necessário, bastando para tanto a vontade política de fazê-lo: “O único jeito desse país voltar a crescer é o Estado investir”, para o que “pode mexer no compulsório, pode aumentar a dívida”. E explicou: “A melhor forma de diminuir a dívida com proporção do PIB é fazer o PIB crescer”. Muito simples, portanto. Devia ter ensinado isso a Dilma Rousseff.

Como os populistas de modo geral, os petistas no poder se revelaram muito bons em gastar, em administrar a abundância. Nos governos de Lula, ainda sob os efeitos de uma política econômica racional herdada do Plano Real e da valorização das matérias-primas no mercado mundial, o lulopetismo chegou ao auge do sucesso no poder, faturando popularidade em cima de programas assistencialistas. Os petistas já não tiveram a mesma sorte quando, com Dilma na Presidência, enfrentaram o desafio de administrar a escassez. Até porque, no embalo dos anos gloriosos de Lula, a pupila do ex-presidente metera na cabeça que tinha chegado a hora de adaptar a política econômica a suas próprias convicções estatistas e implantar uma “nova matriz econômica”. Gastou o que não podia, pedalou, levou a economia à beira da falência e teve o mandato cassado.

Agora, premido pela Lava Jato e visivelmente temeroso do pronunciamento da Justiça, Lula comporta-se como se pudesse fazer o Brasil se esquecer disso tudo e levar o PT de novo a “ganhar as eleições nesse país”. Pior: quer fazer os brasileiros acreditarem que para resolver os problemas que hoje enfrentam basta que ele próprio reassuma o governo para fazer exatamente tudo igual ao que fez antes, como se o Brasil de hoje fosse o mesmo de 13 anos atrás, antes de ser iludido e depois destruído pelo PT.

Alguma coisa subiu à cabeça de Lula ao discursar em Brasília num seminário sobre educação promovido por sindicalistas. Em meio a críticas ao governo de Michel Temer, o orador sapecou uma pergunta: “Quem é que vai tirar o país da lama?” E a plateia companheira: “Lula”. Entre os presentes, ironia suprema, estava o ex-tesoureiro petista Delúbio Soares.

Réu em cinco inquéritos —três dos quais relacionados ao petrolão—, Lula apresentou-se como a pessoa certa para livrar o país do pântano. Fez isso sob aplausos de Delúbio, um corrupto de mostruário, sentenciado no célebre julgamento do mensalão. Ou seja: Lula estava completamente fora de si.

Noutra passagem do seu discurso, a pretexto de alvejar Temer, Lula atirou contra o próprio pé: “Quem é o culpado de um jovem de 25 anos estar preso hoje? O que deram de oportunidade para ele quando ele tinha 8 anos? Se não dou educação, trabalho, essa criança vai fazer o quê da vida? A gente percebe que o dinheiro que se economizou na educação no passado está se gastando hoje para se fazer cadeia. E cada vez vai custar mais caro…”

Suponha que o personagem do enredo de Lula tenha acabado de chegar ao xilindró. Preso aos 25, fez aniversário de 8 anos em 2000. Quando Lula foi eleito para suceder FHC, em 2002, o garoto tinha dez anos. Quando Lula se reelegeu, o personagem era um adolescente de 14 anos. Na época em que Lula transformou Dilma de poste em sua sucessora, em 2010, já era um homem feito, com 18 anos na cara. Soprou as velinhas dos 22 anos em 2014, ocasião em que Lula atarrachou a luz do seu poste pela segunda vez. Somava 24 quando Dilma sofreu o impeachment.

Quer dizer: se o sujeito chegou à cadeia aos 25, guiando-se pelo raciocínio do morubixaba do PT, não poderá culpar senão os governos petistas de Lula e Dilma pela falta de “oportunidades” educacionais e funcionais capazes de retirá-lo do caminho do crime.

Lula sempre foi celebrado como um mágico da oratória. Entretanto, ao se apresentar como uma alternativa presidencial limpinha, comporta-se como um mágico tantã, que acredita na própria capacidade de tirar cartolas de dentro de um coelho. Alguma coisa subiu-lhe à cabeça. Não é sensatez. Parece alucinação.

Editorial do ESTADÃO: Lula, de herói a mártir

Lula é um político pragmático. Na verdade, não se ilude com a “campanha eleitoral” que lançou em Salvador na garupa do MST. O objetivo principal de toda essa encenação é reforçar a imagem de um “herói popular”

A estratégica política de Lula – a respeito da qual o PT não assumiu ainda uma posição oficial porque continua lambendo as feridas do impeachment e do desastre das urnas de outubro – está claramente colocada em termos simples, com forte apelo emocional. Resume-se a dois slogans: “Fora Temer” e “Diretas já”. Mas como realizar diretas já se, na improbabilidade de Temer perder o mandato, a Constituição determina que a substituição seja feita por eleição indireta pelo Congresso Nacional?

É aí que Lula “inova”. Lançou em Salvador a ideia de eleições diretas para a Presidência da República em outubro próximo, daqui a 10 meses. Não se deu ao trabalho de explicar como seria possível viabilizar essa proposta absolutamente sem pé nem cabeça. Mas esse detalhe não preocupa Lula, desde que os “movimentos sociais” sob sua influência disponham de palavra de ordem para gritar nas ruas e nos palanques.

Essa seria a perspectiva político-eleitoral de Lula, não fosse ele quem é. Ocorre que o chefão do PT, apesar de ser o “homem mais honesto do Brasil”, é um “perseguido” da Justiça, envolvido em cinco investigações sobre corrupção, três delas no âmbito da Lava Jato. Condenado, tornar-se-á “ficha suja”, inelegível para qualquer cargo público. Essa possibilidade é cada dia mais plausível, a julgar pelo andar da carruagem, isto é, pelas delações dos antigos amigos do peito do ex-presidente.

Lula é um político pragmático. Na verdade, não se ilude com a “campanha eleitoral” que lançou em Salvador na garupa do MST. O objetivo principal de toda essa encenação é reforçar a imagem de um “herói popular” que almeja trocar eventual condenação à prisão em Curitiba pela condição de “mártir” politicamente asilado em algum aconchegante recanto bolivariano.

Editorial da FOLHA: Pragmatismo petista

Quando se trata do discurso, muitos petistas são categóricos e destemidos: ainda hoje classificam de golpe o impeachment de Dilma Rousseff (PT), talvez na expectativa de que a militância não esmoreça.

Quando se trata da prática, porém, as atitudes refletem os receios de um partido que se acostumou ao poder que acaba de perder.

Nada mais esclarecedor a esse respeito do que o comportamento da maioria do PT com a aproximação das eleições para a presidência das Casas do Congresso.

No Senado, a tendência é que petistas apoiem Eunício Oliveira (PMDB-CE) no começo de fevereiro; na Câmara, aliados de Rodrigo Maia (DEM-RJ) contam com 35 dos 57 deputados do PT, apesar de também ser candidato André Figueiredo (PDT-CE), ex-ministro de Dilma que em tese representa a esquerda.

Próceres da sigla receiam que tais apoios afastem militantes, mas são minoria. Sobrepõe-se a eles a vontade do ex-presidente Lula.

Se vitorioso, o movimento da cúpula do PT não será inédito. Em julho, Maia virou presidente da Câmara com o aval de petistas —à época, Dilma estava temporariamente afastada do Planalto por força do voto de 367 parlamentares, o deputado do DEM entre eles.

Pode-se entender a atitude. Tendo perdido milhares de postos públicos, a legenda procura se aliar a quem possa lhe garantir assentos nas Mesas Diretoras do Congresso —seja para assegurar até 88 cargos comissionados, seja para preservar influência no Parlamento.

Vai longe o tempo em que o PT ingenuamente rejeitava acordos e alianças. Siglas maduras aprendem a fazer concessões; para que suas plataformas não se enterrem no campo das intenções, partidos ocupam espaços para conquistar voz.

Passado o impeachment de Dilma, contudo, o PT mantém discurso duplo. Ora cede ao pragmatismo, ora faz oposição ferrenha ao governo, como se ensaiasse um processo de purificação.

Parcela da sociedade sem dúvida ainda deposita esperanças no PT, mas esse contingente já foi maior. Em pesquisa Datafolha de dezembro, 9% dos entrevistados indicaram preferência por essa sigla (PMDB e PSDB tiveram 4% cada uma); em abril de 2012, o índice chegava a 31% dos brasileiros.

Entre o retorno às origens e as imposições da "realpolitik", entre manter o discurso do golpe e perder ainda mais espaço no Congresso, o PT hesita —e suas lideranças parecem não saber que caminho adotar para conservar o escasso capital político que ainda lhes resta.

Lula na estrada, por BERNARDO MELLO FRANCO

BRASÍLIA - Lula voltou à estrada. Nesta semana, o ex-presidente reapareceu no alto do palanque em Salvador e Brasília. Discursou contra o governo Temer e repetiu que, "se for necessário", será candidato ao Planaltomais uma vez.

"Nós voltaremos a governar este país", prometeu, no comício da capital baiana. A frase parece ecoar o slogan "Ele voltará", lançado pelos seguidores de Getúlio Vargas antes da campanha eleitoral de 1950.

Os getulistas preparavam o retorno de um presidente que havia sido enxotado do poder ao fim do Estado Novo. Os lulistas sonham com a volta de um presidente que saiu por cima, mas perdeu prestígio com a Lava Jato e a crise que derrubou a sucessora.

Lula retomou um papel que sempre dominou: o de líder da oposição. Tem explorado a impopularidade de Temer para atacar os novos donos do poder. Não é uma tarefa difícil. O governo tropeça nas próprias pernas e continua a anunciar medidas amargas para os brasileiros mais pobres.

O ex-presidente lidera todas as simulações de primeiro turno, mas não sabe se poderá ser candidato. Réu em cinco ações penais, corre o risco de ser barrado pela Lei da Ficha Limpa caso venha a ser condenado em segunda instância até 2018.

Seus adversários não deveriam apostar todas as fichas nisso. Sem comparar os dois personagens, vale lembrar que o deputado Paulo Maluf chegou a ter os votos invalidados em 2014, mas recorreu ao TSE e foi autorizado a tomar posse mais uma vez.

Na dúvida, Lula veste o figurino de presidenciável para rodar o país e tentar sair da defensiva. Pode ser o suficiente para reanimar a militância, mas ele não sairá do lugar pregando apenas para convertidos.

Enquanto não provar que abandonou as práticas que o levaram para o buraco, o PT deve continuar sem perspectivas reais de poder. E é difícil acreditar em mudanças quando figuras como Delúbio Soares, condenado no mensalão, circulam à vontade nos comícios do ex-presidente. (BERNARDO MELLO FRANCO).

O Brasil se livrou da estagflação (por RAQUEL LANDIN)

Nos últimos tempos, o Brasil sofreu com um dos piores males que podem atacar uma economia: a estagflação. O fenômeno ocorre quando um país enfrenta, ao mesmo tempo, recessão e inflação alta.

Dados divulgados pelo IBGE na última quarta-feira (11) demonstraram que o país conseguiu resolver pelo menos parte dos seus problemas, ao controlar a ameaça inflacionária e se livrar da estagflação.

O IPCA subiu 6,3% no ano passado, abaixo dos 10,7% de 2015 e dentro do intervalo da meta do governo. Os preços cederam até mesmo no setor de serviços.

Uma inflação controlada é muito benéfica para o país, porque recupera o poder de compra das famílias e permite que o governo tenha alternativas para tratar a recessão.

O Banco Central já aproveitou os preços mais comportados para acelerar o corte de juros, o que reduz o custo dos empréstimos e dá algum fôlego ao consumo.

Quando o país vivia uma estagflação, qualquer estímulo à demanda podia levar a uma espiral de preços. Por isso, a estagflação é uma doença rara que só se instala quando algo vai muito mal.

No Brasil, foi consequência de intervenções equivocadas do governo Dilma, que represou os preços da energia, gastou demais com subsídios pouco efetivos e perdeu a confiança dos empresários e dos investidores.

Corrigir esses erros custou caro. O país já soma 12 milhões de desempregados e o número deve aumentar nos próximos meses para só então, no melhor cenário, se estabilizar.

De qualquer forma, já é um alívio perceber que agora temos algum remédio disponível para tirar o país da UTI. O governo, no entanto, precisa resistir à tentação de desistir do tratamento, esvaziando o ajuste fiscal.

E, infelizmente, a recuperação da economia também depende do imponderável. Até quando o governo Temer vai resistir às denúncias de corrupção e às delações premiadas que vem por aí? 

 

Fonte: UOL + ESTADÃO + FOLHA

5 comentários

  • Arlindo Pontremolez Varalta Ibirarema - SP

    O pior cego e aquele que nao quer ver.

    E uma pena quando pessoas para defender um bandido tipo LULARAPIO procuram encontrar possíveis bandidos de outrora!!

    E so uma questão de tempo e Ele o Santo do ABC fara companhia para seus amigos no agradável clima de Curitiba.!!

    Gooooooood travel Nine Fingers !!!!

    HAsta la vista baby!!!!

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  • Ernesto Pepalanthus Cristalina - GO

    Lula, o melhor presidente que este país já teve.

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    • geraldo emanuel prizon Coromandel - MG

      Ernesto, não diga bobagem, em que plagas andastes desde 2002!

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    • antonio carlos pereira Jaboticabal - SP

      Lula abriu o comercio para China ! kkkkkk...................................

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  • Arlindo Pontremolez Varalta Ibirarema - SP

    Com lama pelo nariz, Lula fala em salvar o país, por JOSIAS DE SOUZA (UOL)!!!

    Lula o único que quer de verdade e salvar a pele dele e dos Lulinhas das garras do dr MORO!!

    Sabemos que infelizmente ele nao ficara para sempre na cadeia , mais seria lindo verlo condenado sem direito a indultos de Natal e perdão do STF estilo DIRMA da turma dos petralhas!!!

    O papai Noel creo que se atrasou no meu presente de natal .

    Ver esse marginal na cadeia!!!

    Precisamos de um presidente com convicção para poner ordem nessa bagunçá!!

    O candidato com melhor perfil e um militar e ja tem nome !!!

    Bolsonaro JAAAAAAAAAAAAA!!! para limpar essa corja

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    • antonio carlos pereira Jaboticabal - SP

      Eu também acho ! mas ele não tem como ganhar, até porque quem decide uma eleição é o povão !

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  • JOSÉ DONIZETI PITOLI CORNÉLIO PROCÓPIO - PR

    LULA, tem realmente razão quando afirma que pode salvar o Brasil. Pode e deve tirar o país desse mar de lama, sujeira, corrupção e tantas outras barbáries de que se tem notícias. Basta para que isto aconteça, apenas um gesto de dignidade, ou seja, que ele (Lula), resgate aquele amor que diz ter pelo Brasil e tenha a hombridade e coragem de revelar, trazendo à público toda esta sujeira que vem sendo revelada pela operação lava jato. Lula, tenha hombridade, dignidade, revele ao BRASIL, toda esta sujeira juntamente com todos os envolvidos.

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  • Rafael Mendes Araguari - MG

    Esse Lulaladrao é um LIXOOOOO.... ele fede aquela agua que desce do caminhao de LIXO.... vai ser vagabundo...... estamos colhendo a safra dos 13 anos de governo petista... acho que todo mundo na vida carrega algum arrependimento, o meu é ter votado pra esse ser desprezível na primeira vez que ele foi eleito...

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    • Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR

      CARA !!! ... O "CHORUME" DE CAMINHÃO DE LIXO ... NINGUÉM MERECE !!!

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    • Arlindo Pontremolez Varalta Ibirarema - SP

      Chorume de caminhão tem aminoácidos e materia orgánica boa para a lavoura !!

      O Lula representa so o mal cheiro, porque o chorume e de longe melhor do que esse crápula!!!!

      Cuidado porque esse tipo de gente tem seguidores que gostam do mesmo , ganhar dinheiro com o trabalho alheio e podem voltar...!!! como ele mesmo diz a cobra tem que matar e nao machucar!!!

      Que tal umas leis como as de Singapura!!????

      Lula estaria bem enquadrado nelas ..

      RSRSRSSRSSR

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    • antonio carlos pereira Jaboticabal - SP

      Se por uma Lei igual Singapura, o traficante dos 450kg de cocaína vai pro saco !

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