Ibovespa tem leve alta de olho em noticiário corporativo e sem referencial dos EUA

Por Flavia Bohone
SÃO PAULO (Reuters) - O principal índice da bolsa paulista operava no azul nesta segunda-feira, de olho no noticiário corporativo local, em sessão sem o referencial norte-americano, que permanece fechado devido a feriado.
A primeira parte do pregão é marcada ainda por vencimento de opções sobre ações, o que pode trazer alguma volatilidade aos negócios.
Às 11:25, o Ibovespa subia 0,42 por cento, a 84.882,04 pontos. O giro financeiro era de 4 bilhão de reais.
No radar dos negócios desta sessão estava ainda o dado de atividade econômica brasileira, que subiu mais do que o esperado em dezembro, com o país voltando a crescer no ano passado. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), subiu 1,41 por cento em dezembro ante novembro, ante estimativa em pesquisa Reuters de avanço de 1,1 por cento. No ano passado, a economia cresceu 1,33 por cento, na série dessazonalizada.
As atenções se voltam ainda para o noticiário de Brasília, com a intervenção na segurança pública no Rio de Janeiro e suas implicações na proposta de reforma da Previdência, uma vez que a Constituição federal não permite mudanças constitucionais enquanto intervenções estiverem em vigor. A Câmara dos Deputados deve votar esta noite o decreto de intervenção federal.
Apesar de alguma cautela, analistas minimizam eventuais efeitos negativos em torno da derrocada da reforma da Previdência neste governo, uma vez que o mercado vinha precificando cada vez menos a possibilidade de aprovação do texto este ano.
"A maioria dos analistas, ao longo dos últimos meses, também se tornou cética... Mas vale notar: após a revisão do rating pela S&P, e sem a reforma da Previdência, espere novas revisões da nota de crédito", escreveram analistas da Guide Investimentos, em nota a clientes.
DESTAQUES
- VIA VAREJO UNIT avançava 2,6 por cento, após a empresa reportar seu resultado para o quarto trimestre, com analistas afirmando que os números operacionais vieram fortes. A empresa divulgou lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de 517 milhões de reais, alta de 10 por cento na comparação anual.
- FIBRIA ON ganhava 2,2 por cento e SUZANO PAPEL E CELULOSE ON tinha alta de 2,5 por cento, tendo no radar a confirmação de conversas entre as duas empresas para discutir alternativas estratégicas.
- PETROBRAS PN subia 2,1 por cento e PETROBRAS ON tinha alta de 1,9 por cento, em linha com o movimento dos preços do petróleo no mercado internacional.
- COSAN ON ganhava 4,6 por cento, entre as maiores altas do índice, após a equipe do BTG Pactual elevar o preço-alvo dos papéis da empresa para 56 reais, ante 51 reais, com recomendação de "compra".
- BB SEGURIDADE ON caía 3 por cento, liderando a ponta negativa do Ibovespa, após reportar seu resultado do quarto trimestre, com queda de 12,5 por cento no lucro líquido ajustado, para 941 milhões de reais. Também no radar estava a divulgação de estimativas da empresa para este ano, com projeção de variação do lucro líquido ajustado entre queda de 2 por cento e alta de 2 por cento.
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